Eu sempre me perguntei como que o Google conseguiu chegar onde chegou, apenas com publicidade. Não deve ser para tanto, mas considerando que realmente a propaganda é a alma do negócio, fica explicada a fórmula do sucesso de quem sabe explorar bem esse campo. Uma empresa sueca chamada Illusion Labs apostou nisso, lançando jogos gratuitos para o gadget mais famoso do momento.
Só não digo o nome do tal aparelho porque… não precisa. Até os desentendidos de tecnologia já sabem o que é um iPhone! Oops…
Enfim, voltando ao assunto. Depois de largarem o trabalho para montar uma empresa especializada em software para o famoso telefone, Carl Loodberg e Andreas Alptun conseguiram que seu jogo, o Labyrinth, se tornasse um dos mais baixados, alcançando um número próximo de 80.000 downloads por dia, segundo Loodberg. Os comentários dos usuários explicam tudo: o jogo, que é gratuito e consiste em mover uma bolinha por um labirinto sem deixá-la cair nos buracos pelo caminho, tem reações físicas realistas e é fácil de controlar, através do acelerômetro dos iPhones/iPods touch.
O sucesso do aplicativo alavancou as vendas de uma versão “turbinada”, que custa US$6,99 na iPhone App Store. Entretanto, ainda no assunto gratuidade, os programadores da Illusion Labs aproveitaram para fazer um novo jogo que usa o marketing para conseguir seus lucros: chama-se iPint e é patrocinado pela fábrica britânica de cervejas Carling. O jogo consiste em fazer chegar um copo de cerveja ao outro lado do mostrador de um bar, evitando obstáculos e com referências ao patrocinador a todo momento.
Claro que outros também utilizam essa idéia para sustentar a gratuidade de seus aplicativos. A propaganda que aparece como “sem querer” em um programa que está sendo usado sem nenhum gasto por parte do usuário tem fundamento. No fim das contas, se considerarmos como exemplo o que o Google é hoje, pode-se dizer que é uma fórmula que beneficia a todos: os criadores ganham dinheiro do patrocínio, os patrocinadores ganham novos clientes, e esses clientes são, na verdade, usuários dos programas ou serviços que foram adquiridos sem nenhum custo.
A grande discussão giraria em torno do “até quando”, talvez até do “até quanto” — por favor, sem referências a propagandas chatas de lojas de eletrodomésticos. Muita gente se sente incomodada por esse tipo de publicidade e há os que preferem pagar a receber propaganda em horários indesejados.
Em que perfil você se encaixa? Dá mesmo para ganhar dinheiro criando aplicativos grátis que geram lucros através de suas propagandas embutidas?
[Via: BusinessWeek.]
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