O ProInfo, programa de inclusão digital do Ministério da Educação, pretende instalar 356.800 estações de trabalho em escolas públicas brasileiras, atingindo o total de 5.560 municípios. O custo previsto é de aproximadamente US$50 por unidade instalada — este valor, no entanto, não inclui monitores, teclados ou mouses — possibilitado mediante a implantação da tecnologia de virtualização Userful Multiplier, a qual provê aceleração de vídeo, USB e suporte a mais de 10 distros Linux.

Área de trabalho do Linux Educacional 3.0
O hardware de compartilhamento foi desenvolvido pela ThinNetworks e os serviços de instalação, manutenção on-site e fornecimento dos equipamentos (computadores, monitores, teclados e mouses) ficarão por conta das empresas Daruma, Itautec e Positivo. Já existem 18.750 máquinas instaladas (e funcionando) em escolas rurais.
O sistema operacional a ser utilizado será o Linux Educacional 3.0, baseado na distribuição Kubuntu 8.04 e trazendo diversas novidades em relação à distribuição anterior. Podemos destacar, além das atualizações de software: o novo Desktop, EduBar, ferramenta de busca, repositório Debian de conteúdos e o Live-CD. Nesta versão do Linux Educacional, foi desenvolvida uma aplicação Java de nome EduBar, cujo o objetivo é facilitar o acesso aos conteúdos educacionais. A aplicação abre uma barra localizada na parte superior da Área de Trabalho, composta por cinco botões, dentre eles o botão Domínio Público e o TV Escola.
Nestes tempos do ecologicamente correto, esta também pode ser considerada uma iniciativa verde, visto que serão poupadas emissões de carbono no montante de 170 mil toneladas anuais, o equivalente ao expelido por 28 mil carros. Torço muito para que esta iniciativa dê certo, pois milhares de crianças serão beneficiadas, mas algo — que não sei bem o que é, ainda — me incomoda nessa história toda. Tomara que eu esteja errado.
[Via: Macworld.]
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