
I am too sexy for your headphones.
O “experimento”* da Apple com o novo iPod shuffle está gerando polêmica atrás de polêmica: como se não bastasse a “guerra contra os botões ter ido longe demais” (segundo o Dan Moren, da Macworld, adorei a frase dele!), agora o pessoal do iLounge levantou uma questão a mais contra o almost-nothing-Pod.
De acordo com eles, o uso dos fones que vêm na embalagem pode até não ser obrigatório, pois você pode simplesmente plugar o fone de sua preferência e ser feliz — se conseguir abrir mão de supérfluos como qualquer coisa além de ligar, desligar e alternar entre reprodução sequencial ou aleatória —, mas qualquer periférico que oferecer os controles deverá conter um novo chip de identificação assinado pela Apple. Isso significa que os fabricantes de acessórios terão que pagar mais uma dosesinha de royalties para a Maçã — e, consequentemente, os consumidores sofrerão danos colaterais no bolso. Calculemos: US$20 por um adaptador, US$30 por fones da Apple ou US$50 por fones de terceiros?
Obviamente, tal declaração provocou um pequeno tumulto: na EFF, disseram que “se fosse a Microsoft colocando chips de autenticação em periféricos para funcionar com o Windows, todo mundo já teria aberto um berreiro”. Só que, no MacDailyNews, uma opinião pró-Maçã esclareceu o problema. Tal chip de autenticação a ser posto em periféricos não passa de um sistema de segurança do selo Made for iPod, uma forma de garantir que sua joia preciosa seu PMP não exploda no primeiro contato. E mais: adicionaram que a Microsoft não faz nada do tipo por não dar a mínima para a qualidade e o funcionamento dos periféricos que os usuários de Windows acabam comprando.
Bizarro foi o pessoal do iFixit não ter comentado nada… eles “acharam” até um tostão dentro do shuffle, como podem não ter encontrado esta peça de hardware? Será que o chip dos fones padrão fica fora do controlador? Ou os headphones da Maçã não precisam dele por terem a mesma vibe mágica da China de Cupertino? :-/
O que eu acho disso tudo? Bem, acho que não dá pra dizer que os produtos da Apple são pra todo mundo, especialmente quando se está fora dos Estados Unidos, então eu creio que é uma espécie de “taxa Apple” a se pagar por toda a experiência de usuário que a maçã no verso oferece (ou tenta). Num mundo perfeito, não haveria nada disso, mas… :-(
Só uma coisa que tem que ser deixada clara antes de demonizar a empresa de Cupertino: em nenhum momento, em nenhuma peça publicitária, nem a Hanna, ninguém falou que o novo shuffle poderia ser usado com “o fone de sua preferência”. Pode ser chato quando te dizem um “it’s my way or the highway” (algo como “porta da rua, serventia da casa”), mas é isso aí: vai comprar quem quiser, quem não quiser, não compra. Os consumidores podem (e devem!) resistir ao Campo de Distorção da Realidade® sempre que julgarem necessário!
(*) Olhando para o iPod nano e o “efeito sanfona” que ele sofreu (magro, gordo, magro), dá pra imaginar que o shuffle poderia voltar a ter botões daqui a um ano. Talvez, quem sabe…
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