Alguns dias atrás, a PC World postou um artigo afirmando que o Firefox estaria *morto*. “Rodei o Chrome e o Firefox lado-a-lado e o Firefox é embaraçosamente lento”, disse o repórter. Mas será que isso é mesmo verdade?
Bom, para começar, esse comparativo começou errado pois usou uma versão beta de um programa — no caso do Google Chrome — e uma versão final de outro — o Firefox. A Mozilla não está parada e tem se mexido bastante para melhorar o desempenho de seu navegador. Hoje, em testes como o Sunspider, o Firefox 3.5 Beta chega a ser até 50% mais rápido que o Firefox 3.0.7. Está certo que o Chrome ainda é mais rápido, mas a diferença não é tão grande. Comparados ao Internet Explorer 8, ambos são um foguete de rápidos!
No artigo, ele fala também que o Firefox “perdeu o rumo”. Eu discordo. A proposta da Mozilla sempre foi ter um browser que fosse totalmente customizável, rápido e de acordo com os padrões da web. Nisso, o Firefox continua fazendo muito bem seu trabalho. Por exemplo, parece contraditório, mas recentemente a raposa deixou de passar no teste Acid2 por implementar uma característica do CSS3 em que pode-se carregar duas cores de fundo. A questão é que o Acid2 Test não prevê isso, logo, a instituição responsável por ele irá corrigir isso, de maneira que o Firefox consiga passar no teste novamente.
Esta semana, o mesmo autor postou um outro artigo explicando o porquê do primeiro artigo. Nesta ocasião, ele fala que “sente” que o Firefox não está correto… Mais uma vez, isso é um tanto subjetivo para mim. Segundo ele, o Firefox está muito pesado e demora para carregar, além de achar que a chamada Awesome Bar não funciona. No quesito velocidade, David Naylor, em seu blog, postou um teste usando diversas versões do Firefox, desde a 1.0 até a 3.0.7. No teste, ele pôde comprovar que o Firefox está cada vez mais rápido, contrariando o comentário de Keir Thomas. Apesar de tudo isso, Thomas tem razão ao dizer que o Firefox é mais lento que o Chrome, por enquanto.
Um dos grandes trunfos do Firefox é o sistema de extensões, um dos grandes responsáveis pelo seu sucesso. Os add-ons permitem um alto grau de customização do Firefox, ainda inexistente em qualquer outro navegador. Através delas, é possível uma integração maior com serviços como Flickr, Facebook, Delicious, Twitter, entre outros. Sem falar que pode incorporar funcionalidades interessantes, como gestos com o mouse, bloqueador de scripts e de propagandas, etc.
Por esses motivos, acredito que o Firefox não morrerá. Como usuário de suas versões de testes, sei que a Mozilla não está parada vendo essa revolução dos navegadores — iniciada por ela mesma, diga-se. O Firefox 3.5, que deverá ser lançado em breve, traz um ganho significativo em velocidade; o Firefox 4.0, enquanto isso, está em fase alfa e trará algumas funcionalidades bem bacanas, como o Ubiquity. A Mozilla Labs está sempre com ideias interessantes para o Firefox — quem ganha, é claro, somos nós.
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