Segundo a empresa WhereCloud, o desastre completo da rede de microblogging é iminente. Trata-se de uma situação semelhante ao “Bug do Milênio”, quando se previa o caos computacional na virada de 1999 para o ano 2000, pois, segundo algumas consultorias especializadas, os sistemas informatizados não reconheceriam o novo calendário e voltariam, automaticamente, a marcar o ano de 1900.
No caso da rede social, o número gerador do caos seria 2.147.483.647, o maior número de identificação única de posts suportado pelo banco de dados do site. Ao ser ultrapassado, a tendência é que todos os aplicativos que usam a API atual do Twitter deixem de funcionar corretamente, impedindo as postagens via celular, aplicativos para desktops ou via plugins para browser, todos muito utilizados pelos usuários. A questão é tão crítica que especialistas criaram o Twitpocalypse, um site com a contagem regressiva para o desastre.
Outra grave ameaça ao Twitter é a presença de crackers que tentam vender — principalmente aos usuários menos experientes — falsos softwares antivírus que, na verdade, acabam infectando a máquina dos usuários que os adquirem. Utilizando-se de uma tática já empregada em sites como o Digg e o YouTube, o ataque envolve vários passos. Os crackers criam centenas de contas no Twitter e publicam numerosos comentários em cada uma delas, todos sob o tópico “PhishTube Broadcast” (no Twitter, o tópico aparece deste modo: #PhishTube Broadcast), que seria algo associado à banda de rock americana Phish. Assim, garantem grande visibilidade aos comentários e o aparecimento do tópico entre os Trending Topics, a lista dos 10 assuntos mais badalados do Twitter, que fica visível para todos os usuários.
Ao clicarem no link “PhishTube Broadcast”, os usuários verão os comentários maliciosos escritos pelos crackers que incluem links para uma página web pornográfica falsa. Clicar em qualquer link dessa página resulta na infecção do computador pelo falso antivírus Privacy Center. Ele finge fazer uma varredura na máquina da vítima e “detecta” uma série de programas maliciosos. O objetivo é oferecer uma versão paga do falso antivírus, apresentada como capaz de limpar os invasores da máquina. Portanto, o ideal é tomar muito cuidado com o que se clica online.
A equipe de desenvolvimento do Twitter já declarou que trabalha em uma versão de 64-bits do seu sistema de banco de dados, o que afastaria, se implementada, a possibilidade do tal “apocalipse”. Durante a paranoia do “Bug do Milênio”, trabalhava na área de segurança lógica de um grande banco brasileiro e, é claro, passei a virada do ano dentro do datacenter, esperando pelo pior. Dez anos depois, estamos todos aqui e o mundo não retornou à idade das trevas. Com o Twitter, provavelmente acontecerá o mesmo.
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