Steve Jobs subiu ao palco no Moscone West para apresentar a keynote de abertura da WWDC 2011 e começou falando dos números impressionantes do evento, que conta com a participação de 5.200 desenvolvedores e teve seus ingressos esgotados em apenas 2 horas.

Sem muitas delongas, o CEO da Apple chamou Phil Schiller e Craig Federighi ao palco para falar sobre o Mac OS X 10.7 Lion, próxima grande atualização do sistema operacional desktop da Maçã.
Phil Schiller abriu a apresentação comentando o sucesso do Mac no mercado de computadores pessoais: mais de 54 milhões de usuários em todo o mundo (e crescendo num ritmo maior que o resto do mercado há cinco anos!). Em seguida, Phil passou a se concentrar no Lion em si, anunciado que ele trará mais de 250 novidades. Em vez de falar de todas elas, porém, o executivo se deteve nas dez principais.

Graças ao fato de todos os notebooks da Apple contarem com trackpads multi-touch, o Lion pode sempre recorrer a gestos como tap-to-zoom, pinça, deslizar de dois dedos e muitos outros, todos com características físicas realistas inéditas.
Outra evolução que o uso de gestos permite é o fim das barras de rolagem, que só aparecem quando se está usando o scroll de dois dedos ou quando os gestos estão desativados no sistema.
Phil Schiller apresentou então os aplicativos nativos Lion rodando em tela cheia. Todos os principais da Apple (iTunes, iLife, Aperture, iWork, Safari…) já foram adaptados e desenvolvedores poderão fazer uma transição semelhante com facilidade.
Com um gesto, é possível ver todas as janelas dos aplicativos em execução e os Spaces que tiverem sido criados, além do Dashboard. Neste momento, Craig demonstrou alguns dos principais recursos da nova interface.
A loja de aplicativos da Apple se tornou rapidamente a maior fonte de software para computadores do mundo, ficando à frente de grandes nomes do varejo. No Lion, os aplicativos à venda na Mac App Store terão acesso a alguns recursos inéditos em relação ao que já há disponível no Snow Leopard: In App Purchases, notificações instantâneas, um modo sandbox para aumentar a segurança e atualizações delta, para prover correções mais rapidamente.
Aproveitando-se da interface das Home Screens no iOS, o Launchpad concentra todos os apps que um usuários tem instalados, algo com que já estamos bem familiarizados.

Em seguida, ele comentou o novo recurso Resume, também inspirado pelo iOS: graças a ele, é possível sair de um aplicativo e voltar depois para encontrá-lo exatamente como foi deixado. Isso se estende para todo o sistema operacional, incluindo posições de janelas, Spaces, seleções, texto grifado, ferramentas, etc.
Complementando a função Resume, o Auto Save permite minimizar as ocorrências desastrosas de perda de dados — ”Na única vez em que você esquece de salvar, algo dá errado…”, Schiller falou, quase aludindo à Lei de Murphy.
No topo das janelas, o nome do arquivo será um controle no qual é possível desativar o Auto Save, duplicar o arquivo ou reverter o documento para a última versão antes de abri-lo.
Por falar em versões, Phil passou à apresentação do Versions: uma espécie de mini Time Machine que guarda alterações num documento a cada autosave. Contudo, para não haver milhões de cópias de cada arquivo, o Versions guarda apenas deltas.
Isso, porém, é o bastante para que você possa retirar conteúdo de um pra outro e viajar pelas versões salvas.
Brincando, Schiller apresentou o novo sistema de compartilhamento de arquivos no Lion com a “Rede Sapato”: você tinha que salvar um arquivo num pendrive e ir correndo levá-lo até um amigo. O novo sistema é bem mais elegante que isso, funcionando pelo ar (como o nome sugere), mas dispensando configurações.
Basta abrir o AirDrop, localizar o destinatário desejado e seu arquivo é transmitido automaticamente, usando uma conexão segura criptografada. Basta o destinatário confirmar o recebimento e pronto: o arquivo chega.
Puxando várias inspirações do Mail para iPad, a Apple recriou completamente seu aplicativo no Mac OS X Lion. A interface principal dele conta com uma barra de pastas favoritas no topo e uma seção principal que pode ser dividida em duas ou três colunas.
Agora o app conta com um novo sistema de busca com sugestões: ele reconhece automaticamente se você está digitando um assunto ou contato, que pode então ser transformado em elemento de busca. Além disso, é possível criar regras com base em buscas salvas.
Também há uma nova visualização para conversações, mostrando todas as respostas uma após a outra.
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Isto encerra as dez principais novidades do Mac OS X Lion, mas há muito mais: um novo assistente de migração do Windows, FileVault 2, FaceTime nativo, adicionais para o Lion Server, mas de 3.000 novas APIs para desenvolvedores.

Mas o mais chocante ficou para o final: o Lion será distribuído em julho, exclusivamente pela Mac App Store como um download de 4GB, por apenas US$30 e disponível para todos os seus Macs autorizados (ou seja, quem tiver mais de uma máquina só vai ter que comprar o Lion uma vez). Hoje mesmo os desenvolvedores já terão acesso ao Developer Preview 4.
Em seguida, Scott Forstall subiu ao palco para falar sobre o iOS 5.
[imagens: Engadget]
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