Através do People’s Daily Online, a Apple se pronunciou a respeito da situação confusa na China, onde a Proview tenta de qualquer maneira banir o iPad do país. A empresa mais uma vez bateu na tecla de que comprou os direitos da marca em dez diferentes países anos atrás, e que a Proview se recusa a honrar tal acordo.
Sinceramente, eu não entendo como isso está causando essa confusão toda. Ou a Apple comprou os direitos e a marca “iPad” é dela, ou não — e ponto final. Não existem muitos “se” nessa história — ou é ou não é. Só que, para provar que na China nada é fácil, a justiça do país negou o pedido da Apple e, até agora, dá razão para a Proview. Por outro lado, soubemos agora que a justiça de Hong Kong está do lado da Apple, o que mostra que a coisa não é tão simples assim de ser interpretada, como achávamos.
A conclusão do tribunal honconguês é que tanto a Proview quanto suas subsidiárias — com a ajuda de pelo menos uma outra empresa — tinham a intenção de “ferir” a Apple, violando o acordo da marca iPad. O tribunal chamou o evento de “conspiração”, dizendo ainda que a Proview tentou explorar a situação como uma oportunidade de negócio.
Isso reforça a ideia de alguns, que a justiça chinesa tem uma queda pela proteção de empresas nacionais — só esqueceram que a Foxconn, outra empresa local, será muito prejudicada se isso de fato acontecer. Enquanto isso, a Proview — que não está nem aí com nada, só pensando mesmo no dinheiro — busca indenizações na casa de US$1,6 bilhão.
A mídia chinesa foi “conhecer” um pouco mais da empresa que está batendo de frente com a Apple, e se deparou com isso:



A fábrica, na cidade de Shenzhen, está abandonada desde 2010, enquanto a empresa está afundada em dívidas — todos os ativos da Proview, incluindo a marca “iPad”, foram apreendidos por oito bancos como hipoteca. Em 1º de novembro de 2011, os bancos credores convocaram uma reunião com a Proview a fim de discutir a negociação com a Apple sobre a disputa de marca. Como os ativos da Proview estão congelados, os oito bancos (Bank of China, Minsheng Bank, China Development Bank, Guangdong Development Bank, Bank of Communications, Shanghai Pudong Development Bank, Huaxia Bank e Shenzhen Ping An Bank) tornam-se os beneficiários da marca iPad. Aí, meu amigo, virou briga de cachorro grande!
Em uma nota relacionada, o The Wall Street Journal confirmou que foi a Apple quem solicitou a Amazon que parasse de vender iPads, já que a empresa não possui tal autorização no país.
[via 9to5Mac, MacRumors, M.I.C Gadget]
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