As notícias da briga entre Apple e Samsung continuam, já que hoje aconteceu mais um round da disputa. Querendo complicar a vida da Apple, a sul-coreana acusou a Maçã de violar algumas patentes de tecnologias wireless utilizadas em chips da Infineon, uma empresa da Intel. Os gadgets infratores seriam o iPhone 4 e o iPad 2, e, de acordo com o ex-executivo do mercado de chips móveis, Tim Williams, as invenções são essenciais para a economia de energia em aparelhos como esses, bem como para a troca de informações (fotos, vídeos e ligações pela internet — VoIP). Se a Apple perder, o prejuízo deve ser de US$350 milhões.

Só que ela se defendeu, alegando não ser a fabricante do chip — a empresa apenas o comprou de uma fornecedora. Ou seja, se alguém está errado nessa história, seria a Intel. Contudo, a Samsung e a gigante de chips teriam um acordo de licenciamento cruzado, o que permitiria o uso das tecnologias pela Apple. Além disso, a firma de Cupertino mais uma vez bateu na tecla dos termos FRAND (Fair, Reasonable and Non-Discriminatory), dizendo que a Samsung não ofereceu condições razoáveis para o licenciamento de suas tecnologias — a sul-coreana retrucou, afirmando que propôs um acordo igual aos que possui com outras empresas.
Vale ressaltar que a Intel tentou anular o testemunho de Williams, dizendo que ele tinha assinado um acordo de não-divulgação (non-disclosure agreement, ou NDA) de informações.
Hoje também foi dia de Jin Soo Kim, designer da Samsung, testemunhar. Kim disse que a empresa começou a trabalhar no Galaxy Tab antes de ele chegar ao mercado — emails anteriores à data de lançamento do gadget da Maçã mostraram isso. Agora, como isso comprova que ela não copiou o iPad, eu não sei. :-P
Enquanto isso, a Apple apresentou mais evidências mostrando que o Google pressionou a Samsung a redesenhar seus produtos Galaxies, pois eles eram muito parecidos com iGadgets.
Agora, de uma coisa ninguém pode reclamar: se um acordo entre Apple e Samsung não sair, não foi por falta de tentativas — pelo menos do lado da juíza Lucy Koh, responsável pelo caso. A migistrada já ordenou dois encontros entre os maiores executivos das empresas [1, 2], os quais terminaram da mesma forma que começaram, sem acordo.
Vendo que a situação está pra lá de complicada, Koh ordenou mais um encontro, dando uma última chance para que as companhias tentem acertar as contas antes de saírem no tapa pra valer. “Eu vejo riscos aqui para ambos os lados se chegarmos a um veredito”, disse a juíza. Ela também afirmou que, se as empresas estavam tentando mostrar ao mundo que têm ótimas propriedades intelectuais relacionadas a smartphones e tablets, a mensagem foi recebida. Para ela, chegou a hora de a paz reinar. :-P
Os advogados concordaram em promover um encontro/reunião, nem que seja por telefone.
[via AllThingsD: 1, 2; CNET News: 1, 2]
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