Em sua coluna semanal para o portal G1, Silvio Meira diz:
(…) mas o problema real e muito mais profundo — e que vai “matar” Second Life, na minha opinião — é que SL é um mundo fechado, uma propriedade privada, comandada e ordenada por um único dono, a Linden Labs. E não conversa com o resto da rede, com os outros mundos virtuais. Não há como mudar uma “casa” construída lá para nenhum outro lugar. O “browser” de SL é só de lá. Tudo (seja lá o que for) que é de lá, é só de lá e ponto final. E este é o mesmo problema de todas as outras imitações do metaverso que há por aí
Muitos anos atrás, Bill Gates e Steve Case acharam que Microsoft e AOL iriam competir entre si pra ver quem tomaria conta da vida dos usuários na rede. Na verdade, qualquer um dos dois estaria contente com 30% do negócio. Deu no que deu. Suas estratégias fechadas fracassaram, porque empresas e usuários, aqui fora, queriam uma rede interoperável, com o mesmo browser para todos os “mundos”, com a possibilidade de cortar, copiar, colar e mixar coisas de cada parte da rede para recriar suas próprias visões e versões da rede. Philip Rosedale, fundador do Linden Labs, parece que pulou esta página da lição. E talvez, ao fazê-lo, tenha escrito a última página de Second Life.
Minha primeira reação, ao terminar de ler o texto, foi imaginar que a mais provável causa mortis deste auto-denominado metaverso seria o tédio, afinal, o Second Life é um serviço paquidermicamente chato, embora o sucesso do Orkut — principalmente entre os miguxos de plantão —, um serviço tão mortalmente chato quanto o SL, possa levar por terra a minha teoria. Em matéria de rede social, a dupla Twitter/Facebook anda se mostrando imbatível.
Em 1996 a Microsoft lançou o Microsoft Comic Chat, um serviço de IRC (alguém se lembra disso?) gráfico e que pode ser considerado o avô do Second Life. Para a época, era bastante interessante. Eu me lembro que até o utilizei, no modo offline para criar uma tirinha romântica com o intuito de conquistar uma certa mocinha. Os resultados foram positivos, entretanto, tanto o Microsoft Comic Chat quanto a mocinha em questão ficaram na história. Bons tempos aqueles.
Atualização (23/08/2007 às 05h43): eu criei, tempos atrás, um grupo do BLOG.MACMAGAZINE no Facebook, o qual já conta com 6 orgulhosos membros. Convido a todos, é claro, a aparecerem por lá.




Luciana Schmoeler
23/08/2007 às 00:47
HAHAHA, se eu te falar que tou para escrever um post sobre os ancestrais do Second Life…
Esses dias lembrei do Palace. Nunca usei, mas lembro de vários amigos que utilizavam o serviço. Eu tinha 9 anos e minha “second life” não existia, ainda. Fiquei impressionada quando fiz uma pesquisa sobre ele e descobri que até hoje tem gente usando. Que coisa…
Já esse da Microsoft eu realmente não conhecia.
Usando oFrederico Cintra
23/08/2007 às 02:23
ahhh lembro do palace tb! hhehehe bons tempos!
Usando oMajor
23/08/2007 às 02:25
Putz ! Eu cheguei a usar o Palace. Agora eu me senti como o meu pai quando ele falava das calças boca de sino ….:)
Curioso o artigo ser do G1… não sei se impressão minha mas é o portal que mais promove o SL. Frequentemente tem chamadas de matérias na capa do site.
Usando oArimathéia
23/08/2007 às 08:00
Eu posso parecer chato mas não achei nada de interessante nesse Second Life. Vejo muita pressão da mídia (Abril) em promover esse game mas considero muito chato, parado e com gráficos muito simples. Gosto mais do contato no First Life!
Usando oSalvador Camino
23/08/2007 às 12:43
Fora que estás opiniões do cara do g1 estão todas na internet a muito tempo.
Usando oO cara só chupou de algum outro lugar.
Calefacto
23/08/2007 às 15:58
Pô… eu não lembro do Palace!!!
Usando oDouglas Nascimento
24/08/2007 às 00:23
Eu francamente não acho o SL “mortalmente chato” ou “paquidermicamente chato”, jogo-o direto e me divirto um bocado.
Usando oDepende muito do que você tem em mente pro ambiente do SL.
Eu por exemplo faço (e vendo) roupas, underwear e acessórios.
Para mim é mortamente divertido e paquidermicamente legal! rssss
Jimi
20/10/2007 às 20:00
Apartir do momento em que o código fonte do secondlife foi publicado sob a licença GPL2 as coisas começam a mudar. Assim como outros softwares se recuperaram abrindo o código, o SL também deve receber desenvolvimento maior, novas idéias, e compatibilidade com outros sistemas, protocolos, softwares. Já não recai só sobre a Liden Labs o onus de garatir o desenvolvimento, mas esta vai se beneficiar da entrada de muitos programadores independentes.
Usando o