Custos Legis: MPF-SP pede suspensão da compra de Office pela Receita
[...] Segundo o MPF-SP, a Receita Federal não comprova as razões para adotar o Office 2007 no lugar de uma solução de código aberto. O principal ponto questionado pelo MPF-SP, segundo o comunicado, está relacionado ao gasto desnecessário, pois a política atual do governo incentiva a adoção de ferramentas de código aberto e gratuitas, como o BrOffice [...]
Sinceramente, vejo com certa desconfiança a idéia de que o software livre é a solução para todos os males do mundo — como muitos acreditam — porém, neste caso, concordo plenamente com a posição adotada pelo Ministério Público Federal de São Paulo.
Ora, com tantas opções existentes, inclusive online, como o BrOffice; o OpenOffice; o Zoho e o Google Docs, apenas para citar alguns exemplos, por quê gastar R$40.898.480 do dinheiro público na suíte de produtividade da Microsoft? Que venha, para a Receita Federal, o software livre!





Marcelo Sales
19/12/2007 às 11:37
“por quê gastar R$40.898.480 do dinheiro público na suíte de produtividade da Microsoft?”
Essa é fácil… alguém responsável pelo setor de compra incluiu uns R$50,00 no valor de cada licença, que é claro, será devidamente enviado a sua própria conta bancária… qual a outra forma que ele conseguiria uma grana assim?
Mas falando sério agora… não há nem o que questionar, com toda a certeza do mundo não há uma função exclusiva do Office que o pessoal da Receita precisaria e que não fosse solucionada usando um software como o BR Office…
Mas é aquela história… como o dinheiro não sai do bolso deles, então é mais fácil optar pelo mais caro…
Usando ogandralf
19/12/2007 às 12:29
Você compraria o Office para a sua empresa? Na minha empresa resposta foi um enfático “SIM!!” depois que vimos que estávamos perdendo dinheiro com o BrOffice. Mas compramos a versão correta para as nossas necessidade (Office Standard, sem o Access!), e nem foi para todo mundo. Alguns continuam usando o BrOffice.
Além do mais, isso a cheira picaretagem não porque eles escolheram o MS Office, mas:
Usando o- Porque eles têm 30000 terminais, mas compraram 40000 licenças.
- Porque, por esse preço, esta licença é com o Access.
- Porque esse é o preço full, e não upgrade. Eles já não tinham outra versão do Office não? Qual? E precisa migrar? Não tem desconto por volume, não? E nem por ser órgão do governo?
- Porque aqui é o Bananão!
rodrigocesar
19/12/2007 às 13:29
clap clap clap
Usando oFlavio
19/12/2007 às 14:06
“por quê gastar R$40.898.480 do dinheiro público na suíte de produtividade da Microsoft?”
Porque aí, você vai gastar R$40.898.480 contratando uma empresa de software de algum camarada para oferecer suporte para o BrOffice, já que a solução open-source não tem suporte algum, e outros R$40.898.480 para adequar a solução às necessidades da Receita Federal, já que a planilha de cálculo do BrOffice tem menos da metade das funções do Office.
Olhe as empresas mais eficientes e bem sucedidas do planeta. Pegue aquelas que sofrem uma pressão enorme dos acionistas para reduzir custos e aumentar receitas. Aquelas que são obrigadas as avaliar a fundo os investimentos em tecnologia. Veja qual o software elas usam.
É óbvio que o ineficiente e corrupto governo brasileiro vai fazer diferente, já que é necessário sustentar a posição de incompetência fazendo pior do que os piores fazem.
Abraços,
Usando oFlavio
Calefacto
19/12/2007 às 16:00
“Porque aí, você vai gastar R$40.898.480 contratando uma empresa de software de algum camarada para oferecer suporte para o BrOffice, já que a solução open-source não tem suporte algum,”
E que tipo de suporte o Office tem mesmo?? E RedHat, Novell, IBM não são empresas “de um camarada”.
“Olhe as empresas mais eficientes e bem sucedidas do planeta.”
Tipo quem?? Google? Amazon? Yahoo? HSBC? Casas Bahia?
E para ser justo, não importa muito a tecnologia usada em empresas na qual informática não é o core business…
“Aquelas que são obrigadas as avaliar a fundo os investimentos em tecnologia. ”
Não me faça rir!! Nas grandes empresas usam o produto do folder que cair na mesa do CIO, ou da empresa que paga viagens e ‘conferências’ com coffe-break. Independente de ser aberto ou proprietário. Essa é a triste realidade. E sempre vai ter um estudo de uma “empresa séria” para o CIO justificar a sua escolha.
Usando oNelson Biagio Junior
19/12/2007 às 17:40
@Flavio: a maioria dos usuários não utiliza 10% dos recursos presentes no Office. Uma suite como o BrOffice ou o Google Docs atende com muita eficiência às necessidades cotidianas destes funcionários.
Abraços
Usando ogandralf
20/12/2007 às 03:37
@Nelson: “a maioria dos usuários não utiliza 10% dos recursos presentes no Office. Uma suite como o BrOffice ou o Google Docs atende com muita eficiência às necessidades cotidianas destes funcionários”
Em uma palavra: não. De vez em quando, o como faz é mais importante do que faz. É por isso que eu uso o Mac. Não pelo o que, mas pelo como.
Voltando para o caso da minha empresa: lá continuaremos usando 10% das funcionalidades do office. Nada de mala direta ou planilhas muito complexas, por exemplo. Mas a forma que ele faz, junto com as dores de cabeça (que tivemos com a experiência com o OpenOffice, e nem pense que somos dummies!) compensou a mudança para MS.
De novo: o que deve ser levado em consideração não é a escolha do Office. Algumas empresas vão escolher a Microsoft, outras vão pelo Open Office. Isso é polêmico, tudo bem. Mesmo que o orgão seja público, OK. Meu post anterior explica melhor.
Usando oLari Herbst
21/12/2007 às 08:14
Concordo que nesse caso é mais inteligente ($) o uso do software livre, mas eu ainda não consigo substituir um pacote Office ou iWork por qualquer um desses não…
Usando ofernando
22/12/2007 às 02:53
não sei quem testou o ms ofice 2007. mas eles apagaram todo o projeto e embananaram tudo. o excel esta com alguns bugs que dao resultados absurdos a varias contas. quase nao tem mas recursos. sinseramente prefiro o broffice, corel word perfect e etc. a unica coisa deles que prestava eles ja deram um jeito de estragar.
Usando o