Como você acompanhou aqui no BLOG, a Adobe lançou na semana passada — ainda em fase beta — o Photoshop Express, versão online do seu editor de imagens. Porém, os mais atentos não gostaram nada de determinada parte dos termos de uso do serviço.

O pior pedaço dizia que, ao enviar imagens para áreas públicas do serviço, o usuário “daria à Adobe mundial, livre, não-exclusiva, perpétua e irrevogável licença para usar, distribuir e gerar receitas ou outras remunerações das mesmas, reproduzi-las, modificá-las, adaptá-las, publicá-las, traduzi-las, divulgar publicamente todo ou parte do seu conteúdo e incorporá-lo em materias ou trabalhos em qualquer formato ou meio hoje conhecido ou posteriormente desenvolvido.”
A revolta ocorreu em massa e a Adobe tomou providências que mantêm apenas os direitos que lhe permitem operar o serviço. Se um usuário optar por finalizar sua conta no Photoshop Express, os direitos da Adobe serão cessados, igualmente. A Adobe afirma agora que não detém controle sobre o conteúdo e não o venderá.
Os novos termos terão validade a partir de 10 de abril de 2008.





Arimatheia
04/04/2008 às 20:23
O futuro realmente será assim: aplicativos online para evitar pirataria. Mas o problema dessa fórmula da Adobe é que ela se vinga da pirataria pirateando as fotos de milhares de usuários? A lógica mercantilista mundial e principalmente americana precisa ser revista e repensada. O resultado de anos de lógica extrativista está aí na atual realidade econômica deles…
Usando oHalex Pereira
04/04/2008 às 21:25
Só entram em vigor a partir de 10 de Abril?…
Usando oAté lá, a Adobe ainda tem uns 6 dias de fotos a seu bel prazer pra usar e abusar o quanto quiser.
Jayson P. Santos
05/04/2008 às 02:26
Sabe, acho muito pertinente o comentário do Arimatheia.
Realmente o futuro é esse, e ponto final. O problema é a forma com que a indústria se coloca.
Mas será que a Adobe, em algum ponto dessa história, achou realmente que o que ela estava dando aos usuários valeria mais do que qualquer coisa que tivesse ali, a ponto deles poderem usar à vontade?
Vou dizer que eles jogaram um “verde” bonito no pessoal.
Acho que eles já tinham essa saída pronta e só queriam ver se os usuários seriam trouxas o bastante para balançar a cabeça dizendo “amém”.
Muita pretensão, hein!?
Usando o