A IBM Corp. anunciou nesta semana a disponibilidade do “processador mais rápido do mundo”, segundo SFGate. O chip pode realizar até 5 bilhões de instruções por segundo, e bate os modelos topo-de-linha das suas principais concorrentes, Intel e Sun Microsystems.
Chamado Power6, o novo processador foi criado para equipar máquinas poderosÃssimas, resfriadas a água, designadas para gerir corporações e solucionar problemas cientÃficos. Versões mais simples da mesma famÃlia, porém, já estão sendo usadas em aparelhos mais baratos — ao alcance do consumidor —, como o Nintendo Wii, o Microsoft Xbox 360 e o Sony PlayStation 3.
Aumentar a velocidade do processador é apenas uma das maneiras de evoluir a performance de sistemas, é claro. Se colocarmos o Power6 ao lado de dois dos seus principais competidores, porém, veremos que ele bate rivais como o Intel Pentium Extreme de 3.73GHz e o Sun UltraSparc T2 de 2.4GHz.
A Sun prefere não entrar na briga dos gigahertz e afirma que tais números só servem para criar uma imagem para o mercado de que a IBM teria um processador mais rápido. Fadi Azhari, expert em processadores, explica que ela utiliza uma técnica diferente, chamada multithreading, que faz o computador rodar mais rápido sem que sua temperatura seja alterada.
Ele criou uma analogia para explicar os dois direcionamentos. Imagine uma fila de passageiros em um aeroporto, todos aguardando que o agente aéreo faça o check-in. Pela idéia da IBM, um único agente trabalharia de forma super rápida, mas precisaria de algo para não explodir, de tanto correr pra lá e pra cá. O multithreading, por sua vez, coloca dois ou mais agentes trabalhando ao mesmo tempo, na mesma tarefa. Eles realizam o mesmo que o único agente da IBM, no mesmo intervalo de tempo, mas sem que nenhum deles fique sobrecarregado.
Uma das coisas que mais compromete a evolução de chips como o Power6 é o seu aquecimento. A IBM saiu na frente da Intel e Sun desta vez, desenvolvendo um sistema de resfriamento lÃquido bastante parecido com os radiadores de carros. Isso evita que os processadores super-aqueçam e, não fosse tal sistema, em poucos minutos um belo incêndio poderia ser iniciado.






fernando
10/04/2008 às 23:15
sera que n seria um power pc g6?
Usando oMarcio Doratiotto
11/04/2008 às 00:48
Mto legal, mas será que o Pentium Extreme Edition seria um competidor?? hoje Pentium Dual Core E2140 já tem performance superior ao Pentium Extreme Edition. Acho q Itanium seria um rival mais a altura.
Usando oFelipe Scheeren
11/04/2008 às 02:17
@ fernando
Não, cara, é Power 6 mesmo… essa é uma dúvida normal. Quando a Apple usava os processadores Power da IBM, eles aproveitaram pra, digamos, “brincar” com os pc’s colocando o nome de PowerPC G#. Até onde eu saiba, o G3 é o Power 3, o G4 é o Power 4 e o G5 é um Power 4 modificado. O Power 5 não chegou a ser usado pela Apple, pelo que me lembro.
Usando oMarcus Roberto
11/04/2008 às 07:39
Agora imaginem uma fusão das duas tecnologias. Essa capacidade de tarefas que o chip da IBM consegue realizar com o sistema multithreading da Sun. Espetáculo, hein?
Usando oClaudio
11/04/2008 às 07:44
Usaram a linha G5 nos desktops, o Power Mac G5 tinha 3 ventoinhas prá resfriar o bicho. Não foi usado nos notebooks por isso. E o PS3 então? Não precisa nem de lareira, deixa ele ligado!!!
Usando oWesley de Araújo
11/04/2008 às 07:49
Acredito que a Apple não irá aderir ao Processador da IBM. Um dos grandes atrativos da Apple nos últimos anos foi o fato de seus computadores aceitarem outros O.S’s, assim a pessoa poderia ter 2 O.S’s em vez de migar diretamente para um desconhecido (isso causava receio em adquirir um Mac e depois não se adaptar). Agora se o Power6 suportar multiplataforma, seria possÃvel eles aderirem. Mas tem a relação de custo também, antigamente os computadores e notebooks com Power eram bem mais caros que os com chip Intel.
Usando oDiniz
11/04/2008 às 08:08
@Fernando e Felipe
Na verdade, o nome dos processadores realmente era PowerPC – os chips da linha POWER eram desenvolvidos em paralelo, com caracterÃsticas similares, mas voltados para o uso em máquinas ainda mais poderosas, com a diferença que os POWER são usados e desenvolvidos exclusivamente pela IBM. Esses processadores apareciam nos Macs e nas máquinas corporativas da IBM que rodam AIX ou OS/390, por exemplo. Os processadores PowerPC foram criados por um consórcio Apple-IBM-Motorola e incluÃam (no caso dos G4) as instruções de Velocity Engine, que os processadores POWER da IBM originalmente não tinham (se não me engano). Todas essas famÃlias de processadores (inclusive o G5) tinham outra denominação: aà sim, os G alguma coisa são invenções da Apple para marcar a mudança de geração dos processadores com alguma expressão de impacto
Mas foi o Jobs quem começou com isso.
Assim, os PowerPC 601, 603 e 604 eram chamados exatamente assim nas propagandas da Apple dos anos 1990 (depois virariam G1 e G2). Já os 750, 7400 e 970 seriam pra sempre conhecidos como G3, G4 e G5. Realmente eram processadores à época muito bons… Uma pena que tenham ficado pelo caminho do desenvolvimento tecnológico.
Usando oMarco
11/04/2008 às 08:39
acho interessante o sistema da sun, gostaria de uma fusão Sun + Apple, seria uma forma de a Apple entrar realmente no mercado de servidores. A Apple seria a única empresa a fazer computadores, sistema operaciona, processadores, softwares e serviços(sun) para servidores e aplicações de alto nÃvel. mais como já dizia aquela música “sonho meu, sonho meu”.
Usando oHellen
11/04/2008 às 09:26
Imagine só um Mac com G6 ou G7 e essa quantidade de jogos desenvolvidos para este chip.

Usando ofernando
11/04/2008 às 20:05
Eu se fosse a Apple começaria a fabricar um processador próprio compativel com intel e ppc(viajei). Se eles fabricassem as proprias peças ia sair bem mais barato. E o PowerPc g5 tinha que ter sido aperfeiçoado assim como o G3 que não esquentava tanto.
Usando oBruno
29/04/2008 às 14:57
Interessante, mas o Fadi é da SUN, o que ele estava a falar dos P6??
Usando o