Golpe do Baú: Apple e Sun juntas?

Apple + SunCasório é o destino natural de todos os organismos vivos. Alguns são modestos. Outros são polígamos. Mas tudo é casamento. No mundo capitalista, juntar trapinhos também é uma tendência natural. Tão forte que faz com que a diversão de muitos (me incluo aqui) seja projetar fusões & aquisições. Talvez seja mania de gente do interior. As maricotas daqui ficam tentando adivinhar quem vai casar com quem. Enquanto os Josés limitam-se a comentar quem come quem.

Lidando com uma sacanagem diferente, já falei que a Microsoft paparia a Adobe. Ou a Apple paparia a Adobe. Que a Sony vive louca para papar alguém, mas anda com problemas de disfunção. A fofoca mais quente dos últimos dias era uma possível tara da MS pelo Yahoo!. Nos últimos anos, o Don Juan do mercado foi a Oracle. Resumindo: nosso mercado é uma suruba. (no bom sentido… capitalista).

Eis que um tal 9to5Mac cogita um casamento de deixar a Cicarelli de queixo caído: Apple e Sun? É tão improvável, estranho mesmo, que pode até se tornar realidade. O namorico passou da fase dos beijinhos: a Sun está levando Java EE, OpenOffice e até o ZFS de presente. Valem mais que qualquer caixinha de bombom ou buquê de rosas vermelhas.

Mas as más línguas não perdoam: é golpe do baú!

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Antecipando Modas, Reconhecendo Padrões

Ninguém sabe quem fez, de onde ele vem. Tudo que se sabe é que o filme aparece aos poucos na Web. Fóruns são utilizados para divulgar os novos trechos. Nas ruas, tags, flyers e buttons totalmente artesanais apóiam o processo de divulgação que é totalmente voluntário.

Da comunidade de fãs já nasceram tribos, visões opostas. Os Progressivos e os Completistas. Defensores de teses sobre uma coisa que ninguém conhece. Acaba de pintar o trecho nº 135. Ainda assim, ninguém sabe dizer a época do filme, locação, atores, diretor. Nada. Aliás, nem a seqüência dos trechos já disponibilizados é um consenso. Só se sabe que é uma obra ímpar. Belíssima em seu silêncio e nas tomadas fora de foco. Seria um Kubrick de garagem?

Calma 1: Não deu a louca no BLOG.MACMAGAZINE, fique tranqüilo. Sim, é um off-topic. Mas deve ser interessante para boa parte dos ‘coolhunters’ amadores que navegam por aqui.

Calma 2: O parágrafo acima é pura ficção. Um resumão da trama de “Reconhecimento de Padrões“, o último livro de William Gibson, publicado em 2003. Se é tão antigo, o que tá fazendo aqui essa dica cultural? Bom, para apressar quem não leu. É que no ano que vem, finalmente, chegará nas telonas “Pattern Recognition”, o filme.

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boo-box: um bate-papo com a Dupla Dinâmica

boo-box Para início de conversa, não é “babação de ovo”, ok? É que os caras são ágeis* mesmo. Troquei dois emails com o Marco Gomes ontem, e às 5 da matina de hoje recebi as respostas para um breve questionário. 5 da matina! Como eu disse no primeiro post sobre eles (rolou no Graffiti), a atenção e simpatia deles é meio dissonante. Explico: alguns caras da nossa área, particularmente aqueles que ganham um certo espaço, não costumam se caracterizar pelos adjetivos ’simpático’, ‘modesto’, ‘atencioso’.

Tentei respeitar o tempo deles. Mandei 5 pequenos conjuntos de questões sobre 5 temas bem distintos. Foi a forma que eu achei para ampliar um pouco o foco do papo. Meu interesse não é só a ferramenta Boo Box, mas todo o ambiente que a cerca. E o perfil de seus criadores, é claro. Mas vamos ao que interessa.

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O Próximo Lançamento da Apple

Calma. É brincadeirinha. Só mais um concurso muito legal promovido pelo Worth1000.

iPottie

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SOOS: Arquitetura, Serviços e Grana

Continuação de “SOOS :: Conexão“, que é parte da série sobre o “Sistema Operacional do Século XXI“.

Neste penúltimo capítulo, tremendamente ajudado/influenciado pelos lançamentos da última semana, falaremos um pouco mais sobre a arquitetura do SOOS, particularmente sobre sua “alma”: os Serviços. Trataremos antes de diferenciar o SOOS de algumas propostas que existem por aí.

O SOOS tem pouco ou quase nada a ver com o WebOS, muito menos com os pioneiros que já estão disponíveis na Internet (YouOS, Goowy, DesktopTwo e GravityZoo). Essas propostas são na verdade “web desktops”, que implicitamente acreditam em clientes redondamente estúpidos. Clientes no caso não são usuários, ok? Estou falando de máquinas cliente (micros, celulares etc). Eles só exigem um browser. O SOOS, como já vimos em todos os capítulos anteriores, parte de um princípio totalmente diferente: os Clientes serão muito inteligentes. Mesmo quando pequenininhos, como o Apple iPhone, por exemplo. Um browser não bastará.

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Apple Phone: Por baixo dos Panos e Planos

Apple iPhoneA semana que passou trouxe uma tsunami de informações. E de mudanças! A carinha bonita do iPhone foi parar até na capa da Veja. Como sempre, boa parte da nossa prensa — inclusive ou principalmente a que se acha “especializada” — ficou na nata. Explico: apegou-se no 1cm visível das novas e ignorou por completo os xKm de profundidade das propostas. Para uma melhor compreensão do que será escrito abaixo, receito o sonrisal que me ajudou: a última coluna do Roberto X e este artigo do Dana Gardner.

Aquele papo de 1% do mercado de celulares (cerca de 10 milhões de aparelhos) é balela. Melhor colocando: meia verdade. Só uma meta (modesta) para os 7 primeiros meses de vida do iPhone (jun-dez/2007). Aliás, o nome iPhone também é uma balela. Para que a Apple usaria uma marca registrada de outra empresa, no caso a Cisco? Publicidade grátis! O aparelho chegará ao mercado em junho com o nome Apple Phone. Do mesmo jeito que a antiga iTV virou Apple TV. Por causa de uma empresa que, segundo Roberto X, custaria para a Apple os lucros do iTunes em um final de semana. A tal empresa tem um produto chamado EyeTV. E a primeira balela?

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SOOS: Conexão

Continuação de “Definindo o SOOS“, que é parte da série sobre o “Sistema Operacional do Século XXI“.

Era uma vez um terminal. Ele só tinha um teclado e um monitor monocromático. Todo mundo chamava ele de “burro”. Coitado, sem uma conexão direta com o computador central, ele não conseguia fazer nada. Nem um 2+2. Não era “burro” — era acéfalo mesmo. Aí apareceram seus primos ricos que ficaram conhecidos como PCs - computadores pessoais. Dotados de CPU e memória, nasceram autônomos. Quando começaram a ligá-los em torno de computadores centrais, praticamente decretaram a extinção dos pobres terminais. A única satisfação que restou aos “bobinhos” foi ver a longevidade de seus irmãos que, apesar de igualmente “burros”, estão em todo lugar até hoje: os aparelhos de televisão. Há mais de uma década fala-se de uma geração inteligente - a TV Digital - mas a “burrice” persiste. (Parafraseando / Plagiando Nicholas Negroponte: “e olha que não estou falando da programação das TVs, ok?”).

Quando falamos de *conexão*, a visão que impera até hoje é identificada por duas palavras e um sinal: “Cliente / Servidor”. Nossos terminais, PCs e TVs são “clientes”. Grandes computadores e emissoras de TV são “servidores”. A parte minúscula e ignorada na definição, a barrinha “/”, é a rede: a Conexão entre clientes e servidores. Como eu já escrevi em outro ponto desta série, tudo mudou. Mas a visão “cliente / servidor” segue aí. Qual o problema com ela e o que isso tem a ver com o SOOS?

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Definindo o SOOS [atualizado]

ou, “Fogaréu!*

Parte da série “O Sistema Operacional do Século XXI“. O capítulo anterior tentou definir Faíscas e necessidades. Começamos agora a parte que interessa (e compromete…).

Nossa definição padrão para um Sistema Operacional, generosamente persistida na Wikipédia, é a seguinte:

Um Sistema Operacional (SO) é um programa de computador que gerencia os recursos de hardware e software de um computador. Ele executa tarefas básicas como o controle e a alocação de memória, prioriza processos, controla dispositivos de entrada e saída, facilita a conexão com outras máquinas e gerencia arquivos. Ele também pode fornecer uma interface gráfica para o usuário.

No mesmo artigo da Wikipédia aprendemos que um SO oferece 7 tipos principais de… pasmem… SERVIÇOS! São eles:

  1. Processos
  2. Memória
  3. Discos e Arquivos
  4. Rede
  5. Segurança
  6. Interface
  7. Dispositivos

Então todo SO já é, por definição, orientado a serviços? Não. Não no conceito “novo” de orientação a serviços (que ainda mostrarei em algum ponto desta série levemente acoplada). Todo SO *oferece* ou *executa* uma série de serviços. Talvez eu devesse batizar essas idéias aqui compiladas de SOOU: SO orientado a Usuários! Mas soaria (sorry) demagogo e estranho demais.

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Definindo e Encontrando as Faíscas

Seqüência de “O Sistema Operacional do Século XXI“.

Lá nos tempos dos Flintstones, um cara (com certeza não foi o Fred) observou que o choque entre rochas gerava faíscas. Em uma década aprendeu a bater pedrinhas. Até hoje não entendeu direito como se controla incêndios. Mas é a Faísca que nos interessa. Um dos principais motores da inovação é o choque. Em tempos de capitalismo ultra-selvagem, quem melhor observa os choques e aprende a gerar faíscas ganha o que os letrados chamam de “Vantagem Competitiva”.

Há mais de 10 anos a web gera uma tempestade de faíscas. Muitas foram percebidas e devidamente capitalizadas. Outras tantas foram mal percebidas, confirmando aquela tese que diz que, de cada 10 idéias, 9 são a mais pura bullshitagem. Nossa questão — a idéia central desta série — trata das faíscas que ainda não foram vistas. Particularmente quando olhamos para nossos Sistemas Operacionais (SO).

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O Sistema Operacional do Século XXI

ou, “Fumaça, Faísca & Fogaréu

Em “It takes a Monopoly“, Robert X Cringely crava no sub-título: “Por razões que não têm quase nada a ver com o produto, o Windows Vista simplesmente não perderá“. Bob X mostra, citando os casos Win95 e WinXP, que a lógica da MS está mantida no lançamento do Vista. E aposta que, pelo menos em 2007, está destinada a ser bem sucedida. É uma pena, mas o Bob X nem sugere o que aconteceria a partir de 2008. Não fala sobre o que colocaria a lógica estratégica da MS em risco. Tática de bom blogueiro (sim, finalmente o “I, Cringely” virou um blog). Ele sabe que tal ’suspeita’ provoca comentários, palpites e mais audiência.

O Windows Vista encerra um ciclo — uma geração — que teve início com o Windows NT 3.5, na primeira metade dos anos 90. Vivíamos ali o ápice do downsizing e a consolidação da arquitetura Cliente/Servidor. A combinação NT+Win95+Office transformou a MS na empresa que conhecemos hoje. Foi a vitória do NT na briga contra o Netware que possibilitou o nascimento de produtos como Exchange, SQL Server e outros. Foi a indiferença do Win95 e do Office em relação ao ambiente em que estavam (casa ou empresa), que os transformaram em fenômenos de vendas. É sacana e inteligentíssimo o ciclo vicioso/virtuoso (depende do ponto de vista) que caracteriza essa era: o auge da dupla dinâmica MS e Intel, que atendia pelo singelo pseudônimo Wintel. O software que força upgrades de hardware, tática aplicada novamente com o Vista, está bem explicada no post do Bob. É condenável? Não. Afinal, cai nela (comprando) quem quer (ou pode). Mas muita coisa parece indicar que essa era está terminando.

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