Review: recém-chegado à Mac App Store, Airmail 2 oferece novo visual e melhor suporte ao iCloud


Quando eu tentei usar clientes de email sem ser o Mail (nativo do OS X), tive inúmeras relações de amor e ódio. Alguns nem pude testar por não ter a minha conta ativa primariamente no Gmail, por exemplo — foi o caso do Sparrow (quem lembra?) e o Airmail.

Na sua primeira versão, o Sparrow era bem centrado em ser uma boa alternativa para acesso ao serviço de correio eletrônico do Google no navegador. Já o Airmail se tornou bastante sólido no decorrer do ano passado, e é nele que focaremos hoje — mais precisamente na sua versão 2.0.

Airmail 2.0

Lançado há alguns meses, o Airmail 2.0 não foi um lançamento modesto. Boa parte das novidades buscam fazer dele um produto melhor para a interface redesenhada do OS X Yosemite — segundo o pessoal da Bloop, o novo visual foi concebido do zero pensando em aderir a ela, mas certas características como a fonte Helvetica Neue já estavam no aplicativo desde a versão 1.0. O ótimo é que a preocupação dos desenvolvedores não foi apenas visual: o app também está muito melhor por debaixo do capô.

Tive a oportunidade de usá-lo como meu cliente de email padrão por dias e não tive queixas com relação ao desempenho do aplicativo. No Yosemite, o Mail foi bastante aprimorado para proporcionar um experiência veloz na leitura das mensagens (especialmente visando apagar de cena os problemas comuns no Mavericks), mas mesmo sendo um app de terceiros, o Airmail está tão veloz quanto. Em minutos, estava navegando pelas mais de 14 mil conversas que tenho armazenadas na minha conta.

Configuração

Airmail 2.0

No Airmail 1.0, os desenvolvedores omitiram uma funcionalidade comum em clientes de email referente à importação/exportação de contas. Na época isso não foi considerado um problema — afinal de contas, para os usuários de Gmail aos quais o produto era direcionado, não era algo que faria falta. Na versão 2.0, visando oferecer melhor suporte a usuários que agora podem incluir contas Exchange, IMAP, POP e Google Apps, é possível importar configurações prévias logo na primeira inicialização.

Neste review usei uma conta do iCloud, para a qual o Airmail passou por algumas melhorias nesta versão. Ao passar pelo prompt de inicialização, as configurações do aplicativo podem ser ajustadas no menu Airmail 2 » Preferences. Lá é possível configurar ajustes específicos da conexão com o seu servidor, assinatura, aliases (apelidos), tipo padrão de fonte e o mapeamento das caixas de email — onde você pode optar, por exemplo, em não usar as caixas geradas pelo aplicativo para funções específicas, dependendo da sua necessidade de acesso em outros aplicativos ou via browsers. Todos esses ajustes são individuais para cada conta, visando oferecer o máximo de granulosidade para quem precisa.

Airmail 2.0

Airmail 2.0

Nas configurações do aplicativo também é possível criar padrões de resposta específicos nos quais você pode usar contas diferentes para cada tipo de resposta que precisa enviar. O Airmail também é bastante apreciado pela variedade de serviços que podem ser adicionados para armazenar anexos e mensagens. Além disso, para redes corporativas de pequeno e médio porte que não usam Exchange, os usuários podem usar a integração com Open Directory para localizar contatos.

Leitura

Airmail 2.0

Uma das características bacanas do Airmail para facilitar a leitura de mensagens é o uso automático de ícones a partir do Google+ e Gravatar caso você não possua imagens para seus contatos associadas no iCloud ou no Gmail. Embora não funcione em 100% das situações, ela torna a experiência de uso muito melhor e não exige nenhuma configuração adicional para funcionar.

Assim como o Mail a partir do OS X Lion, o Airmail usa um layout em três colunas para organizar elementos da interface. Por padrão, pastas e seções adicionais vão à esquerda em uma barra lateral translúcida (redesenhada ao estilo do Yosemite), com um painel de mensagens no meio (para listar o conteúdo de um dado local) e o painel de leitura à direita.

Pessoalmente, gosto de manter foco ao ler minhas mensagens. No Mail, eu utilizo a barra de favoritos que a Apple oferece na sua interface para colocar atalhos para todas as pastas com as quais eu trabalho no topo, assim posso manter o aplicativo em tela cheia com a lista de emails à esquerda e tenho pleno espaço para ler todos eles à direita. No meu review não pude reproduzir este tipo de experiência, mas gostei do modo compacto da barra lateral que chega bem próximo do espaço maximizado que utilizo no dia-a-dia.

Airmail 2.0

Apesar do belo trabalho na interface, alguns bugs puderam ser notados.
Aqui vemos o posicionamento irregular da legenda referente à seleção de um botão na barra lateral.

Já o painel de leitura lembra muito a interface do Gmail. Porém, ao contrário dele, o iCloud não permite adicionar múltiplos marcadores a conversas (até porque este conceito não existe no email da Apple). Mesmo assim, o indicador referente à pasta que contém uma determinada mensagem ajuda a identificar no contexto, principalmente em buscas e filtros.

Airmail 2.0

Escrita

Airmail 2.0

É possível escrever texto rico formatado rapidamente, usando sintaxe Markdown.

Embora visualmente similar no Airmail 2.0, as funcionalidades de escrita foram refeitas para aprimorar o gerenciamento de rascunhos. Por padrão, todas as respostas a emails recebidos podem ser feitas no modo quick reply (resposta rápida) — mas os usuários também podem abrir o compositor completo, caso queiram.

Falando nele, é umas das funcionalidades do Airmail que realmente merece destaque. Se você gosta de formatar e organizar texto de forma mais precisa, pode usar sintaxe Markdown na escrita, ou até mesmo compor mensagens extremamente personalizadas usando HTML.

Usuários do iCloud podem contar também com suporte ao Mail Drop. Ao arrastar ou importar anexos grandes, o aplicativo automaticamente os envia para o iCloud e oferece o link de download para os seus destinatários em qualquer provedor acessarem.

Airmail 2.0

Extensibilidade

Outra grande novidade da segundo versão do Airmail é o seu suporte a plugins. A Bloop ofereceu uma primeira leva deles logo de cara no lançamento, permitindo que os usuários possam adicionar funcionalidades extras ao seu produto de acordo com as suas necessidades.

Entre as adições interessantes disponíveis estão o suporte a S/MIME e PGP, útil para os usuários que assinam seus emails com certificados ou chaves privadas, além de suporte ao ToDoIst e ao MailChimp. Para desenvolvedores, a Bloop oferece ainda o seu próprio framework de desenvolvimento, para que eles adicionem as funcionalidades que desejarem sob demanda.

Conclusão

O Airmail 1.0 já era um produto sólido que conquistou muitos usuários desejando uma alternativa ao Mail da Apple que fosse melhor para as suas necessidades. A segunda versão cumpre bem seu papel em continuar a buscar um público maior do que o de usuários do Gmail, para o qual ele foi originalmente concebido.

Com a adoção de uma interface nova, porém, surgiram alguns bugs/incômodos, conforme visto nas imagens. Mas não é nada que seja complicado de se resolver ou comprometa severamente a sua utilização. Combinando esses ajustes com o seu arsenal de recursos, temos mais um ótimo concorrente a conquistar aqueles que acham que podem fazer mais e melhor com email em relação ao que oferecido por padrão pelos principais serviços online, seja em clientes web ou desktop.


Ícone do app Airmail 3

Airmail 3

de Bloop S.R.L.

Compatível com Macs
Versão 3.5.6 (51.3 MB)
Requer o macOS 10.10 ou superior

R$ 32,90

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