No finzinho de agosto do ano passado, a Variety lançou um rumor curioso: segundo ela, a Apple teria planos de começar a criar conteúdos próprios para TV — provavelmente a fim de gerar mais valor para o seu rumorado serviço de streaming de vídeos por assinatura.

Dois meses depois, em uma entrevista para a CNN, o vice-presidente sênior de softwares e serviços de internet da Apple foi questionado e acabou jogando um balde de água fria sobre o boato. Eddy Cue praticamente negou que a Apple teria planos assim, afirmando que ela “ama trabalhar com suas parceiras”. Não é por menos, afinal, ela se tornaria uma concorrente de empresas como Netflix, Hulu e Amazon nesse segmento.

Mas hoje o TheStreet voltou a jogar lenha na fogueira. Segundo fontes do veículo, a Apple já teria se reunido com produtores/executivos em Hollywood mas até o momento nenhum contrato teria sido assinado. Além de Cue, o vice-presidente de conteúdos da iTunes, Robert Kondrk, também estaria envolvido nas negociações.

A ideia da companhia, segundo o TheStreet, é anunciar a novidade em setembro — por volta da época do lançamento do “iPhone 7” (embora recentemente tenham surgido informações sobre dificuldades diversas que a Apple estaria enfrentando). Esses programas de TV seriam não só destinados ao serviço de assinatura, como também vendidos à la carte pela iTunes Store.

Não sei se isso é lá muito “a praia” da Apple, mas é fato que dinheiro ela tem de sobra para investir se achar válido.

[via MacRumors]

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    Rafael, como reporto um erro no texto pelo iPhone? Na versão web tem aquele informativo no finzinho da matéria, mas, pra celular, não tem.

  • Aí só comentando mesmo, pelas redes sociais ou usando o nosso formulário de contato.

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    Tranquilo Rafael! Eu acho chato quando alguém fala sobre erros nos comentários, por isso não quis dizer diretamente. Então só dei uma dica no “finzinho” da minha primeira mensagem! hahaha É bobeira, não preocupa!

  • Gustavo Jaccottet

    Penso que o caminho é sem volta. Depois do Apple Music, que para mim é sensacional, a produção de conteúdos da modalidade TV deve ser a vedete, oxalá ainda neste ano. Torço bastante para que a Apple oferece um serviço pelo menos igual ao Netflix, o que seria fantástico. Por sua vez, seria é muito complicado, pois o Netflix já tem todo o aparato para produção de programas próprios, e além disso contar com a conectividade da grande maioria das SmarTVs do mercado. Além disso, o Netflix tem parcerias com os estúdios Marvel e com a rede de televisão americana ABC, produções em conjunto com AMC (produtora de Breaking Bad e Mad Men). Outro problema seria a questão do quanto de atratividade a Apple traria para o mundo a televisão, pois aparentemente seria restrito aos usuários de AppleTV. Como é sabido de todos e Netflix e similares, exceto o Amazon Fire TV, estar presente não só na Apple TV, como na grande maioria de televisores e set-top-boxes (Roku, Nexus, Chromecast e Apple TV. Existe ainda outro ponto negativo: a HBO GO e os outros canais, especialmente os que disponibilizam conteúdo esportivo. Outra coisa ele dar vendo se fonográfica, outra coisa é estar no âmbito da televisão.

    A matéria traz a verdadeira realidade: a Apple tem dinheiro suficiente para até mesmo fracassar. Mas questiono como seria tratado esse fracasso diante das crises geradas pela economia chinesa para com a responsabilidade que a Apple tem com seus investidores.

  • Gabriel Moura

    Concordo. Talvez se a Apple conseguisse colocar todo o conteúdo da sua iTunes Store em streaming seria algo beem interessante, visto que o Netflix so tem coisa velha, tirando as novas feitas por ele que sao de excelente qualidade. Mas a Apple poderia ate mesmo negociar com essas empresas de streaming e unificar seu conteúdo em uma enorme biblioteca.

  • E o lerdo aqui não “pegou”. Corrigindo agora, valeu!

  • Ajustes

    Hahaha Preocupa não, o trabalho de vocês é sempre impecável!

  • paulobr

    Este é o problema;
    Veja que a indústria fonográfica é mais ligada a informática do que a cinematográfica. E mesmo assim, o catalogo do iTunes, não é o mesmo do Apple Music. Porque algumas gravadoras, ou músicos não gostam desse formato em que sua música é consumida junto com qualquer outra através de uma assinatura…

    Imagine então a indústria de cinema, em que alguns blockbusters eles nem queriam liberar em DVD com medo da pirataria?

    O problema não é de tecnologia, ou da vontade da Apple, é da visão dos donos do conteúdo.

  • paulobr

    P.S. Sobre unificar o conteúdo das empresas de streaming: de uma olhada na nova Apple TV, com a Siri. Ela faz exatamente isso!

  • Gustavo Jaccottet

    A Apple já lançou um videogame focado em games, foi nos anos 90. Infelizmente não fez sucesso aí.

  • Gustavo Jaccottet

    A questão seria apenas uma: o preço. Sobre o Netflix, deverias olhar o conteúdo com mais atenção, aos poucos a velharia está sumindo. Da mesma forma, fazer um sistema apenas com lançamentos, e filmes e séries de televisão recentes, seria algo geralmente caro, pois os Sindicato nos Estados Unidos, no Reino Unido e até do Brasil chiariam demais com relação ao preço, tornando o serviço praticamente inviável. Netflix na França por exemplo, não tem 10% dos melhores filmes franceses. Os melhores atrizes e atores da frança não aparece km no catálogo do Netflix.

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