10 anos de iPhone: Phil Schiller fala sobre como o aparelho mudou a Apple


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09/01/2017 às 21:06

Escrevendo para o Backchannel, Steven Levy publicou uma entrevista com o vice-presidente sênior de marketing mundial da Apple, Phil Schiller, em comemoração aos dez anos do iPhone.

Imagem promocional do iPhone original

Levy começou narrando uma entrevista sua com Steve Jobs em 2007, logo depois da grande apresentação do aparelho para o mundo. Quando ele perguntou “Por que um celular?”, Jobs disse — ironicamente — que havia “estudado” e “analisado o mercado” e “viram que poderiam fazer muita grana com aquilo”. Depois, é claro, desmentiu, dizendo que “isso não é a cara da empresa”. Mesmo que tenha sido apenas brincadeira dele naquele tempo, realmente o produto cresceu tanto que, no último trimestre, o faturamento com os iPhones foi de US$51 bilhões (75 milhões de unidades vendidas), o que representou dois terços do montante total arrecadado pela empresa inteira.

Portanto, a primeira pergunta de Levy a Schiller — que está na empresa desde 1997 e participou do desenvolvimento e do lançamento do iPhone — foi se eles tinham a noção do quão grande o seu novo produto se tornaria.

Sim, mas não na escala que se tornou. Sabíamos que estávamos trabalhando em algo importante que era grande para a Apple e que o mundo estava abrindo o caminho para essas coisas no futuro. Mas não sabíamos o quão grande seria e não sabíamos quantas coisas viriam a partir dali.

Como sabemos, hoje em dia o que impera nos iDevices são os aplicativos feitos por desenvolvedores terceiros; mas, inicialmente, isso não era uma realidade. Schiller contou que, durante o processo de desenvolvimento, grupos se dividiram entre permitir ou não que existissem aplicativos de terceiros no novo aparelho. A opinião de Jobs foi a que prevaleceu.

Steve Jobs encerrou a discussão. Ele disse: “Nós não temos que continuar discutindo isso porque não podemos ter [um sistema aberto] agora. Talvez mudemos de opinião depois, ou talvez não, mas por enquanto não, então vamos imaginar um mundo no qual resolvemos o problema com ótimos aplicativos nativos e uma maneira para que os desenvolvedores façam aplicativos na web.”

Um ano depois disso, foi levantada a bandeira do There’s an app for that! ao permitir aplicativos de terceiros no iPhone, mantendo um grande ritmo de inovação. Entretanto, pode ser que o pulo que a Maçã tenha dado foi tão grande que, nos últimos anos, o que se tem dito é que há apenas pequenas melhorias em vez de revoluções. O executivo da Apple, todavia, não acredita nisso.

Eu realmente acho que os avanços nas versões posteriores são tão grandes quanto as anteriores e, às vezes, até maiores. Acho que nossas expectativas estão mudando mais, não os avanços dos produtos. Se você olhar cada versão do iPhone, do original para o iPhone 3G, do 4 para o 4s, você vê grandes mudanças em todos. Você vê a mudança de tamanho de tela de 3,5″ para 4″, para 4,7″ e 5,5″. Você vê câmeras passando por mudanças incríveis; desde a primeira câmera que não podia gravar vídeos até ter uma câmera frontal e traseira e, agora, com três câmeras, suporte a Live Photos e vídeos em 4K.

Phil Schiller apresentando o iPhone 5

Dizendo que a qualidade dos iPhones é “incomparável” e com um discurso de que prefere qualidade do que preços baixos e “quantidade”, Schiller olha para o futuro com ar de esperança. Ao ser perguntado se a Apple conseguiria fazer algo tão grande quanto o iPhone, o executivo diz que em 50 anos as pessoas olharão para trás e perceberão que realmente teria “muita coisa por vir”.

Pensando sobre a relevância que uma “máquina de bolso” terá daqui para frente, o jornalista questionou Schiller sobre a Siri e o surgimento de uma “era da interface conversacional” que muitas empresas já estão avançando. É claro, sem perder o discurso quase robótico, o executivo da Maçã ainda diz que “a Apple faz mais em interface conversacional do que qualquer outra” e que prefere uma “inteligência artificial que caiba no bolso”.

O jornalista, então, lembrou Schiller que a intenção da Amazon com a sua assistente virtual, a Alexa, “não é uma interface ‘presa’ em um só dispositivo, mas algo ambicioso e persistente baseado na nuvem que pode lhe ouvir em qualquer lugar”. A resposta de Schiller é algo intrigante, principalmente se levarmos em conta os recentes rumores que a Apple estaria fazendo algo semelhante ao Amazon Echo.

As pessoas estão se esquecendo do valor e da importância das telas. Algumas das maiores inovações no iPhone nos últimos dez anos foram na tela. As telas não vão desaparecer. Nós ainda gostamos de tirar fotos e precisamos olhar para elas, e uma voz incorpórea não vai me mostrar qual é a imagem.

O iPhone, sem dúvida, revolucionou a indústria como um todo e não é de se espantar que os executivos da Maçã o defendam com unhas e dentes.

Você pode acessar a entrevista na íntegra (em inglês) neste link.

[via MacRumors]

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