Após polêmica, Consumer Reports fará novos testes com os recém-lançados MacBooks Pro

Como sempre faz quando um novo produto Apple é lançado (novo mesmo, não estamos falando aqui de upgrades pontuais ou algo do tipo), a Consumer Reports trata de avaliá-lo e dar o seu veredito, recomendando ou não a nova criação da Maçã para o público. Os novos MacBooks Pro com Touch Bar, obviamente, foram testados — e reprovados por conta de uma enorme inconsistência nas baterias.

Rapidamente a Apple, representada pelo seu vice-presidente de marketing mundial (Phil Schiller), disse que estava trabalhando junto ao veículo para entender os resultados dos testes. E hoje ambas explicaram o que aconteceu.

Nova linha completa de MacBooks Pro

Agradecemos a oportunidade de trabalhar com a Consumer Reports durante as férias para entender os resultados dos seus testes de bateria. Nós descobrimos que, ao testar a vida útil da bateria nos notebooks, a Consumer Reports usou uma configuração oculta do Safari para criação de sites que desativa o cache do navegador…

Segundo a CR, eles ativam mesmo essa opção como parte dos testes nos navegadores pois o objetivo é carregar todas as páginas como sendo novas (em vez de aproveitar um conteúdo já armazenado na máquina). Isto, segundo a revista, possibilita uma coleta de dados e um resultado mais consistente quanto está se testando vários notebooks — além de prover uma dificuldade a mais para a bateria.

O problema todo é que, segundo a Apple, essa opção do Safari — que fica escondida e não reflete o uso comum de um cliente — estava com um bug obscuro, o qual fazia com que os ícones da pagina fossem recarregados intermitentemente — o que deve ter influenciado bastante os testes.

Após solicitar à CR que realizasse novamente os testes com o tal recurso desativado, o resultado bateu com a expectativa de vida da bateria informada pela Apple. Por conta disso, a CR está revisando tudo. Ah, o bug em questão foi solucionado na terceira versão beta do macOS 10.12.3, liberada ontem.

Culpa da Apple ou da CR? A meu ver, das duas. Eu não acho que esta opção deveria estar ativada pois realmente não reflete o uso comum de uma pessoa que está navegando na internet1; por outro lado, se o macOS não estivesse com um bug, o resultado seria outro2 e a polêmica seria evitada.


MacBook Pro com Touch Bar

MacBook Pro

de Apple

Preço à vista: a partir de R$ 10.349,10
Preço parcelado: em até 12x de R$ 958,25
Lançamento: fim de 2016

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[via The Loop]

Notas de rodapé

  1. Tudo se torna um pouco mais aceitável por conta da explicação da CR de que o teste envolve o carregamento de 10 páginas repetidamente (e que o cache influenciaria bastante).
  2. Talvez nem estivéssemos aqui discutindo se é correto ou não ativar este recurso para um teste do tipo.
  • hecnpo

    O último parágrafo resumiu perfeitamente o caso!

  • Cheiro de “acordão” no ar…

  • rx㏅

    ahhaha sem dúvida

  • entrei só para comentar o msm q vc! kkkkkkkkk

  • Claudio Cabaleiro

    Faz sentido a CR usar esta configuração, de maneira a não usar cache e sim rede nos reloads de páginas, uma vez que este é o cenário de teste criado e que pode ser utilizado em comparações até com equipamentos de outros fornecedores.

    E claro que a culpa é da Apple, já que o bug foi no software dela…

  • Se isso serviu para a Apple consertar o referido bug então valeu! A Consumer Reports “atirou no escuro mirando num gato e acertou um coelho!” Institucionalmente, creio que ambos sairão no lucro se esse for mesmo o motivo dos índices ruins dos testes. Vamos ver no que vem por aí de “mea-culpa”…

  • Willian Leite

    Concordo, o procedimento do CR é um cenário valido. Lembrando que é um Macbook PRO, usados por profissionais, desenvolvedores, que podem muito bom ter q ativar essa opcoes para testes em seus próprios sistemas.

  • Será que agora posso comprar ? Hmmm…. Acho que só está faltando a grana mesmo

  • Franco

    Só um detalhe: A CR é americana, não brasileira, por lá o pessoal costuma ser mais difícil de ser corrompido. Melhor não nivelar por baixo.

  • Carlos Dasmer

    Indiferente de ser americana ou não, não se esqueça que tudo neste mundo tem um preço, se for preciso a Apple paga, sem olhar etiquetas. – Acredito que um chequinho de valor bem obsceno tenha ajustado as ideias entre as partes!

  • Caio Ferrari

    Talvez seja mais difícil. Mas a Apple paga fácil essa dificuldade.

  • Franco

    1 – A Apple não precisa disso.
    2 – A CR idem.
    3 – Nenhuma das duas é corrupta

  • Franco

    Não, nem tudo nesse mundo tem um preço.

  • Caio Ferrari

    Atá. Só empresa brasileira que é corrupta. O resto é santo.

  • Felipe Sousa

    Sim, tudo tem preço.

  • Carlos Dasmer

    Sim, tudo neste mundo tem um preço sim! – Bota o pé no chão. rss

  • Jefferson Eduardo de Souza

    Quer me enganar, me da bala!

  • Pedro Canelas

    3. Não é não, só faz altas mutretas lá com a Irlanda para pegar menos impostos. 😀

  • Parece com os três poderes brasileiros. Tudo é um grande acordo.

  • Hades666

    Rsrsrsrsrs….nada como causar polemica para pegar um jaba$$$$
    O que impressiona não são as historias e sim quem acredita nelas, rsrsrsrsrs

  • Hades666

    Defendendo a “moralidade” de quem mesmo??? Americana O_O, putzzz pensei ter lido errado. Vc precisa estudar mais historia dos povos, somos bem mais honestos…. 😛

  • Hudson Schumaker

    Q sem noção, falou mau da parada,o produtos mudou? não ! então pq fazer novamente!!!???

  • Franco

    A acusação veio da Comissão Europeia, louca por dindin, e a própria Irlanda negou essas “mutretas”. O caso vai aos tribunais, se a Apple tiver burlado alguma lei, irá pagar. Até onde se sabe, ela seguiu as leis tributárias locais da Irlanda.

  • Franco

    Deve ser por isso que a maioria dos presidentes e políticos americanos são corruptos, tal qual aqui no Brasil. #SQN

  • Pedro Canelas

    Retirado de um artigo do site do Valor Econômico:

    “A comissária de Concorrência da UE, Margrethe Vestager, disse que uma investigação de três anos mostrou que a Irlanda concedeu vantagens fiscais para a Apple que fez com que a taxa de imposto corporativa efetiva sobre seus lucros na Europa caísse de 1% em 2003 para 0,0005% em 2014.

    Esse percentual significa que, a cada 1 milhão de euros em lucro, a Apple pagava apenas 50 euros em impostos, disse a comissária em coletiva de imprensa. “Os Estados-membros não podem dar benefícios fiscais para companhias selecionadas – isto é ilegal sob as regras da União Europeia”, sustentou. “A Irlanda deve recuperar os impostos não pagos pela Apple nos anos de 2003 a 2014″, acrescentou.”

  • Franco

    E? Continua sendo uma acusação, eles precisam agora provar. Como eu disse, será resolvido nos tribunais.

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