Um enorme problema: em quatro anos, tamanho médio dos principais apps para iOS cresceu mais de 1.000%


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19/06/2017 às 20:11

Caso isto já não seja de seu costume, faça um pequeno exercício: pegue seu o iPhone ou iPad e, nos Ajustes, vá até em Geral » Armazenamento e iCloud » Gerenciar Armazenamento. Confira, então, quais aplicativos estão ocupando mais espaço no seu aparelho — tirando alguns óbvios, como Fotos ou Apple Music/Spotify (caso você tenha o hábito de baixar as suas playlists), certamente alguns nomes surpreendentes aparecerão no topo, como Facebook Messenger ou Uber (todos ocupando centenas de megabytes).

Levantamento sobre crescimento do tamanho dos principais apps da App Store, da Sensor Tower

Esse fenôneno, de aplicativos ocupando um enorme espaço na memória interna do seu aparelho sem razão aparente para tal, é alvo de um estudo da Sensor Tower, que foi analisar a “inflação de tamanho” dos 10 apps mais populares da App Store nos Estados Unidos. As descobertas da firma são preocupantes: de acordo com o relatório publicado, o espaço total requerido para a instalação destes 10 aplicativos cresceu de 164MB, em 2013, para nada menos que 1,8GB no mês passado — um crescimento de cerca de 11 vezes, ou mais de 1.000%.

Analisando os títulos individualmente, temos alguns exemplos ainda mais extremos. Tomemos como exemplo o Snapchat: o app que revolucionou a interação social e vem sendo descaradamente copiado e minado pela turma do Facebook pesava ínfimos 4MB em 2013; hoje, são necessários 203MB de espaço livre no seu dispositivo para baixá-lo — 51x mais que há quatro anos. O Uber cresceu 22x, o Gmail 20x e o app do Facebook — que é atualmente o mais pesado da relação, com 388MB — saltou 12x.

Levantamento sobre crescimento do tamanho dos principais apps da App Store, da Sensor Tower

Claro que há uma razão óbvia e ululante para essa inflação, que atende pelo nome de avanço tecnológico. É natural que o tamanho dos aplicativos cresça com o tempo, com a adoção de novos recursos, novas tecnologias e paradigmas de funcionamento mais complexos. O problema é que o iPhone de menor capacidade vendido em 2013 (iPhone 4, descontinuado em setembro daquele ano) tinha 8GB; os iPhones de menor capacidade vendidos hoje têm 32GB — ou seja, em quatro anos, o armazenamento mínimo do iPhone cresceu apenas 4x, contra 11x do crescimento médio do tamanho dos aplicativos.

Ao menos a Apple está tentando criar soluções paliativas para minimizar o problema da desproporção desses ritmos. Como lembra a própria Sensor Tower, o iOS 11 trará novos recursos de otimização de espaço que permitirão, inclusive, apagar temporariamente aplicativos para liberação de armazenamento, baixando-os novamente com todos os seus dados intactos no momento necessário.

São medidas importantes, claro, mas que não desobrigam tanto a Maçã de continuar subindo o armazenamento mínimo dos seus dispositivos móveis como os desenvolvedores de trabalharem em novas formas de otimizar o espaço ocupado por seus aplicativos. Afinal, ainda não vivemos no mundo perfeito onde o armazenamento local é dispensável e tudo é acessado via nuvem — por enquanto, ainda dependemos (e muito) daqueles pequenos números na parte de baixo das caixas dos iPhones e iPads.

via Daring Fireball

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