Review: dobre o espaço de armazenamento do seu Mac e crie um drive único para os seus arquivos com o TarDisk


O meu primeiro computador da Apple foi um iMac G5. Eu simplesmente adorava aquela máquina por todas as qualidades que um desktop tem, como maior capacidade de processamento (tanto computacional quanto gráfica), mais espaço para armazenamento, uma bela e grande tela embutida (no caso dos tudo-em-um, como iMac), etc. Mas o mundo mudou e, com ele, eu precisei me adaptar.

Por mais que eu goste bastante da ideia de ter um iMac de 27″ em casa1 para o meu trabalho diário aqui no MacMagazine, isso, hoje, não faz muito sentido por conta das viagens que precisamos fazer periodicamente (MM Tours, coberturas internacionais de eventos da Apple)… Um notebook2 acaba fazendo muito mais sentido para mim pelo simples fato de um poder trabalhar de *qualquer* lugar, precisando apenas do meu computador na mochila e uma conexão com a internet3.

Mas tem uma coisa que eu sinto muita falta: espaço para armazenamento. Enquanto qualquer iMac vem minimamente com 1TB de espaço, o MacBook Pro vem com capacidades entre 128GB e 512GB. É claro que você pode personalizar o seu e colocar até 2TB nele, mas eu não preciso nem falar que, para fazer isso, você terá que desembolsar uma bela grana a mais!

E outra: em 2015, quando eu comprei o meu MacBook Pro atual, 512GB eram mais do que suficientes para mim; hoje, em 2017, não. E a ideia de ter que trocar de máquina por “não ser possível”4 fazer upgrade no SSD5 dele — ou ter que andar com um HDD6 externo/pendrive por aí — não é nada legal. É exatamente aqui, nesta lacuna, que entra o TarDisk.

A verdade é que existem diversas soluções como essa no mercado. Estamos falando de um “simples” cartão SD que se encaixa nos MacBooks Air/Pro (obviamente nas máquinas “antigas”, já que as novas não contam com tal slot) e aumenta a capacidade de armazenamento num estalar de dedos. Mas arrisco a dizer que nenhuma dessas soluções das que já comentamos aqui no site é tão bacana e integrada ao macOS como o TarDisk!

Isso porque ele conta com um software chamado Pear. O que ele faz é algo simplesmente incrível: ao rodá-lo, ele funde o espaço disponível no cartão com o do SSD/HDD. Isso quer dizer que, diferentemente dos outros cartões, você não fica com uma nova unidade de disco (um ícone na Mesa ou no Finder) aberta do seu Mac, arrastando arquivos e documentos de um lado para o outro. Quer um exemplo prático?

TarDisk

Como vocês podem ver na imagem acima, depois da instalação, o meu MacBook Pro que tinha 512GB, passou a ter 768GB! E a indicação “Fusion Drive” ali não é à toa, não: você fica com uma única unidade de armazenamento, mesclando as capacidades originais do Mac com as do TarDisk.

E a performance dessa combinação é muito satisfatória. O TarDisk transfere dados através do protocolo UHS-1 SDXC, com velocidade de classe 3 ou superior. De acordo com a fabricante, a velocidade de transferência de dados é de 95MB/s, o que representa cerca de 1/5 da encontrada em um SSD de alto desempenho. Ruim? Não necessariamente. O pulo do gato do Pear mais do que compensa essa diferença na performance. Isso porque o que temos é o mesmo conceito do Fusion Drive da Apple: uma armazenamento complementar ao original, do Mac: o SSD interno do computador sempre é utilizado antes do TarDisk e os seus arquivos mais utilizados sempre ficam — de forma automática — no SSD, mantendo a velocidade/performance com que você já está acostumado.

TarDisk

Outra boa noticia é que o TarDisk consome muito pouca bateria. Ainda segundo a fabricante, ele consome sempre uma média de 70 miliwatts para se manter funcionando. Colocando isso em perspectiva, para um MacBook Air com uma bateria de 50W/h e uma duração de bateria de 7 horas, o consumo será de menos de 5 minutos do total — uma troca mais do que válida, na minha opinião.

Para completar, o TarDisk é à prova d’água, de choque e de impacto, de temperaturas (elevadas e muito baixas), de raio-X, de magnetismo e pode ser utilizado com o recurso FileVault (para criptografar os arquivos do seu Mac) ativado7.

TarDisk

Um ponto negativo do produto é que, uma vez feita a fusão do cartão SD com o SSD/HDD do seu Mac, você simplesmente não poderá mais tirar o TarDisk do slot para nada — afinal, ele agora faz parte do armazenamento do seu computador e, se você retirá-lo, coisas não muito agradáveis poderão começar a acontecer. Isso quer dizer, por exemplo, que se você usa muito uma câmera e transfere fotos para o seu Mac utilizando o slot para cartões SD, terá que adquirir um adaptador e usar uma das portas USB para isso. Nada impossível ou que lhe dará muitas dores de cabeça, mas é sempre bom saber em que você está se metendo.

Sobre a utilização do TarDisk em si, no meu caso específico, eu acabei passando por dois problemas chatos na hora rodar o Pear — afinal, problemas acontecem. Ao tentar fundir os espaços, surgiu um alerta informando que eu tinha duas ou mais partições no meu SSD, coisa que não era verdade. Eu então criei uma nova partição e logo em seguida a apaguei. A instalação foi concluída e, na teoria, os espaços fundidos.

O segundo problema é que, mesmo com todos os passos da instalação devidamente realizados, o meu SSD não mostrava que havia sido ampliado em 256GB e continuava iniciando com 512GB. O jeito, então, foi apagar o sistema e começar tudo do zero. Depois da nova tentativa, aí sim tudo ficou como deveria ficar!

É claro que isso tudo não necessariamente acontecerá com você, mas é importante saber que, como eu disse, problemas acontecem. A parte boa é que todos esses possíveis problemas e soluções estão devidamente documentados no site do produto. Então é só seguir o passo-a-passo informado por eles que, de uma forma ou de outra, as coisas funcionarão.

Obviamente, você pode simplesmente espetar o TarDisk no seu MacBook Air/Pro e utilizá-lo como uma unidade de armazenamento externa, como outra qualquer — o que é ideal e ótimo, por exemplo, se você quer apenas fazer um backup dos seus arquivos (seja manualmente ou utilizando o Time Machine) ou armazenar uma biblioteca de fotos, de música, de vídeos, etc.

O grande diferencial dessa forma de uso é poder tirar/colocar o TarDisk do slot sempre que lhe for conveniente — essa parte, aliás, merece atenção: você deve remover o TarDisk utilizando o cartão de metal que vem na caixa do produto. Por outro lado, você não tem a integração mágica (Fusion Drive) que é o que diferencia o TarDisk de tudo que eu já vi por aí.

Abaixo, você confere um vídeo explicativo do produto:

O produto é muito legal e eu recomendo! Desses cartões SD para expandir as capacidades de armazenamento de Macs que já vimos por aí, foi o que mais me surpreendeu! Você pode adquirir o seu numa boa pois eles enviam — inclusive para o Brasil — sem custo de frete! Os preços variam de US$130 a US$400, dependendo do modelo (128GB ou 256GB) e da sua máquina (MacBook Air ou MacBook Pro).

Prós

  • Aumenta o SSD/HDD de MacBooks [Air/Pro];
  • Cria um único espaço (Fusion Drive);
  • Não precisa abrir o Mac e trocar peças para aumentar o espaço.

Contras

  • Inutiliza o slot para cartões SD;
  • (Ainda?) não tem opção de 512GB;
  • Preço (mais especialmente o modelo de 256GB).
NOTA
9,0
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