Apple Music não é o maior dos serviços de streaming, mas aparentemente é o que mais atrai o público jovem


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11/09/2017 às 10:48

Nos Estados Unidos, sabemos que o número de dispositivos da Apple é bem grande — muito maior do que aqui no Brasil, por exemplo. Portanto, ainda que a maioria das pesquisas realizadas em diversas áreas nos traga somente informações do público americano, os dados comparativos acabam sendo bastante válidos em se tratando de aparelhos da Maçã.

Desta vez, focando em software, a Fluent analisou os serviços de streaming de música e publicou dois rankings muito interessantes.

De acordo com a pesquisa, 7 entre 10 pessoas nos EUA consomem música todos os dias. Dentre os mais jovens, esse número passa para 9 entre 10, o que é realmente impressionante. E, destes números, grande parte prefere maneiras gratuitas de consumir o conteúdo — o que não é diferente dos brasileiros, né?

Tendo isso em mente, nós podemos ver o gráfico acima, que destaca em primeiríssimo lugar o nosso conhecido YouTube (66%), vindo em seguida serviços não tão populares por aqui, como Pandora (63%), iHeartRadio (47%) e Google Play Music (44%). Somente em 5º lugar nós temos o Spotify (36%), seguindo pelo Amazon Prime Music (19%) em 6º e, finalmente, pelo Apple Music com apenas 10%.

Talvez você ache isso pouco para o serviço da Apple, mas, como citei, a maioria dos serviços rivais oferece opções gratuitas (com propagandas), o que atrai realmente muito mais público. Também não podemos esquecer que, ainda que a Maçã ofereça opção para os aparelhos com Android, sua maior base é de usuários de iGadgets, o que enxuga bastante o seu alcance. Outro fator a se notar é que é certamente mais difícil competir com serviços que permitem ouvir suas músicas via web.

Ainda assim, o panorama muda drasticamente se dermos um zoom e considerarmos apenas os usuários pagantes dos serviços, que compreendem 30% do número total. Destes, veja só, os mais jovens são os mais propensos a pagar para ouvir suas músicas.

Nesta lista, o Apple Music e o Spotify alcançaram os primeiros lugares na disputa, com o mesmo número de usuários (5%) na faixa dos 35 anos ou mais. O serviço da Maçã, porém, se mostra muito mais popular entre os pagantes com menos idade: 19% pertencem à geração Z (18 a 24 anos), enquanto o Spotify conquista 17% desse público. Já entre a chamadas “geração do milênio” (ou “geração Z”, de 25 a 34 anos), o Apple Music conquista 14% e o seu rival, apenas 9%. Com uma diferença bastante grande do último gráfico, os demais serviços alcançam não mais que 10% em todos os públicos.

A razão pela qual a Maçã alcançou o topo no ranking de serviços pagos não é um mistério. Afinal, se os produtos da Apple são os preferidos das gerações mais novas, essas mesmas gerações são as que mais consomem e pagam, e os usuários são mais propensos a permanecerem com escolhas dentro do ecossistema do iOS.

Portanto, dependendo de qual foco cada um der, o serviço da Maçã está indo ou muito mal, ou muito bem. 😛 De qualquer modo, sabemos que a base de usuários continua a aumentar, e pode ser que veja um crescimento ainda maior graças ao grande conteúdo em vídeo que espera-se ter daqui para frente.

via 9to5Mac

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