Em entrevista, Tim Cook afirma que os produtos da Apple não são apenas para os ricos e que ajudam a humanidade como um todo


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11/09/2017 às 16:28

A Fortune publicou recentemente a edição deste ano do seu especial denominado Change The World — um ranking que lista, como vocês devem imaginar, as empresas que mais mudam o mundo dentro das suas respectivas áreas de atuação. E, finjam surpresa, nossa velha e boa Maçã fez bonito na relação, conquistando o terceiro lugar e perdendo apenas para a financeira JPMorgan Chase, em primeiro, e para a companhia de saúde e nutrição DSM. Outras empresas de tecnologia na lista incluem a Microsoft (25º lugar), o Airbnb (31º), a IBM (35º) e a Dell (48º).

Para comemorar a escolha, o CEO Tim Cook sentou-se com o editor-executivo da Fortune, Adam Lashinsky, para uma entrevista cobrindo tópicos deveras polpudos como a suposta “elitização” dos produtos da Apple e a tendência dos dispositivos modernos a isolar as pessoas em suas próprias bolhas. A entrevista pode ser lida na íntegra, em inglês, neste link; abaixo, destacamos algumas das passagens mais interessantes.

Tim Cook para a Fortune em agosto de 2017

Quanto ao motivo fundamental da entrevista — as formas sobre as quais a Apple muda o mundo —, Cook afirmou que o veículo principal dessas mudanças está, compreensivelmente, nos seus produtos. Mas a Maçã vai além, seja lutando por práticas ambientais mais sustentáveis, pelos direitos humanos ou pelos esforços da empresa nas áreas de educação e saúde. Como afirma o executivo:

Nós advogamos pelos direitos humanos porque a Apple sempre quis fazer produtos para todos. E se algumas pessoas são tratadas como cidadãs de segunda-classe em alguma parte do mundo, é difícil alcançar este objetivo.

Nós também acreditamos que a educação é um grande equalizador, então fazemos o máximo para trazê-la ao foco principal. E no momento estamos focando em linguagem de programação porque nós acreditamos que ela é o segundo idioma que todos no mundo deveriam aprender. […]

E nós advogamos pela privacidade das pessoas porque vivemos num mundo onde a tecnologia pode fazer uma série de coisas, mas existem coisas que ela não deveria fazer. Então nós tentamos proteger a privacidade e segurança de todos e, com sorte, manter algumas dessas coisas ruins longe deles.

Então nós tentamos fazer todas essas coisas na forma que conduzimos nós mesmos e a empresa. Mas a forma primária em que nós mudaremos o mundo é através dos nossos produtos, porque nós tocamos muito mais pessoas desta maneira.

Quando questionado se a Apple não seria uma empresa focada exclusivamente nos ricos por trabalhar com produtos caros com alta margem de lucro, Cook respondeu:

Bom, não é uma alta margem de lucro. Eu não usaria esta expressão. Existem muitas empresas com margens maiores. Nós precificamos nossos produtos com base nos seus valores, e nós tentamos fazer os melhores produtos. Isso significa que nós não fazemos simples mercadorias ou atuamos em vários segmentos. Nós não criticamos quem o faz, é um modelo de negócios perfeitamente aceitável. Mas não é o nosso modelo.

Mas se você olhar a nossa linha de produtos, você pode comprar hoje um iPad por menos de US$300. Você pode comprar um iPhone, dependendo do que você escolhe, por algo em torno deste preço. Ou seja, isso não é para os ricos. Nós obviamente não teríamos mais de 1 bilhão de produtos na nossa base ativa instalada se estivéssemos fazendo produtos só para os ricos porque este é um número enorme, não importa quem está analisando.

Outro ponto interessante diz respeito ao segmento de saúde — um no qual a Apple passou a atuar muito recentemente, com o Apple Watch e o já tão célebre HealthKit, e já fez marcas profundas e extremamente positivas entre profissionais e pacientes do mundo todo. Ao ser perguntado se a investida da Maçã é lucrativa ou tem um viés mais altruísta, Cook respondeu:

[…] Nós estamos extremamente interessados nessa área. E, sim, é uma oportunidade de negócio — se você olhar, a atividade médica é o maior ou segundo maior componente da economia em uma série de países, e ele não foi construído de uma forma que o foco, no sentido do dispositivo, é em fazer ótimos produtos. O foco tem sido em fazer produtos que podem ser reembolsados por planos de saúde, ou empresas de seguro. Então nós trazemos uma visão totalmente nova para este mercado e dizemos, “esqueçam isso tudo. O que vai ajudar as pessoas?”.

[…] Nós só estamos riscando a superfície agora e, honestamente, não estamos fazendo dinheiro algum com esse mercado. Mas foi algo que nós pensamos que seria bom para a sociedade, então fizemos. Vai nos levar a algo? Teremos que descobrir. Mas eu não posso responder isso hoje.

Cook ainda explicou o porquê de a Apple nunca ter criado uma fundação com o objetivo de destinar lucros a causas sociais ou ambientais, como várias outras empresas já fazem.

Eu pensei nisso no início de 2012, e decidi não fazer. E eis o porquê: quando uma empresa cria uma fundação, existe um risco, no meu julgamento, de a fundação se tornar uma coisa separada que não está conectada com a empresa. Ela tem uma mesa de diretores diferente. Eles tomam decisões independentes, às vezes. Ela vira uma coisa separada. Eu não quero isso para a Apple; eu quero todos envolvidos. Porque eu penso que o poder que nós temos, as coisas que podemos fazer, são possíveis porque somos unidos. Elas só são possíveis quando pomos tudo de nós nelas.

Lashinsky, então, tocou em um assunto polêmico e tão discutido nos dias de hoje: a tendência trazida pelos dispositivos móveis — nos quais a Apple é uma das pioneiras e líderes, naturalmente — de isolar as pessoas e torná-las menos sociais. Sobre a questão, Cook afirmou que o segredo para evitá-la é fazer produtos que tenham humanidade.

Quando você pensa no que o Watch faz, além de tudo o que já falamos de um ponto de vista do bem-estar, uma das coisas é permitir que você tenha um nível curado de conexão sem ser absorvido por ela. Então se você quer receber mensagens só de determinadas pessoas, você pode esperar somente por elas. […] E no iOS 11, quando você começa a se movimentar num carro, seu telefone não vai receber notificações. Ele só fará isso se você o pegar e disser “eu não estou dirigindo”. Você pode desligar isso se quiser, mas nós estamos tentando ajudar as pessoas a se ajudarem e fazerem a coisa certa.

[…] Eu acho que usar um dispositivo é como comer comida saudável. É ótimo. Mas você corre riscos se comer comida saudável demais, e também se prejudica se usar um produto demais.

Esperamos que Cook esteja tão afiado amanhã como esteve nesta entrevista.

via MacRumors

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Comentários
  • PetrParkr

    Lá fora faz sentido. Afinal o iPhone e outros produtos são mais baratos ou com preços bem competitivos com a concorrência… Já a Apple Brasil…. 🙁

  • Luigi S.

    Não consigo entender a conexão entre “não é apenas para ricos” e R$13.000 num Macbook

  • Vinice WebDesig

    Alguém então avise para o cozinheiro que os preços da Apple aqui no Brasil também não são para qualquer um. Aqui sim, a maioria do consumidor Apple é de fato de classe média para cima.

  • MagicCarpetDriver

    nao sao pra ricos nos EUA… pede pra ele ver os precos no Brasil…

  • pode cre…vou ali comprar 5 macbooks pro de 14k vampiros.

  • Ariel Marques
  • Guilherme

    HAHAHA Depois me apedrejaram pq eu disse que Apple é Grife. Tudo bem, temos os SE e as versões antigas top de linha =)

  • Fernando

    O dia que este sr dizer porque um Mac Pro é R$ 30 mil e nos EUA U$ 3 mil, e mostrar item por item do porque o valor aumenta em 10x aqui, eu vou confiar nessa ladainha que ele fala de tempos em tempos, como nesta materia.

    Ninguem até hj justificou, matematicamente o valor de um Mac Pro no Brasil. Isto para só falar dele, nem vou entrar no debate de outros produtos, como macs de modo geral.

    Só posso dizer algo: vergonha da Apple BR.

  •  lover

    5.000 dólares é muito pra um MacBook Pro no talo, muito mais do que os americanos costumam pagar. Sim a Apple é uma empresa de luxo. Agora vão dizer que o iPhone custa a partir de 999, como se fosse a coisa mais normal apple ? Gosto muito dos produtos, mas me irrita a ter que pagar caro pra ter algo tão simples como um iPhone, não vou nem falar só Macs, iMacs e do  watch de cerâmica, que tomara que o iPhone X não siga teu preço.

  •  lover

    Queria ter o email do Cook só pra perguntar isso.

  • Fernando

    que tal tentar amigo?rss
    [email protected]
    [email protected]
    [email protected]
    [email protected]
    [email protected]

    A levar em conta o email que era do SJobs… o email do Tim Cook nao duvido nada que seja um desses ai da lista rs…

  • Pepe Fraccini

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk piada do ano.

  • meduza
  • Sílvio Romero

    Só se for no planeta dele.

  • Vinice WebDesig

    Pode ter certeza que ele vai seguir. Já especulam um iPhone acima de 5 mil. Aposto para amanhã que vai ter gente aqui defendendo o valor ultra estimado de um produto que tem apenas melhorias e quase nenhuma inovação.

  • iBooks

    De qual MacBook está falando? Coloquei um MacBook Pro com Touch Bar na configuração máxima, 15 polegadas, processador e armazenamento “no talo”. Cheguei a $ 4,200.00. Estamos falando de um computador com as tecnologias mais avançadas da empresa, configuração máxima do que eles ofertam neste produto. Não estou justificando o preço, é caro, mas um computador recente, com as tecnologias mais recentes da empresa, etc… Sem falar nos outros valores agregados como design, por exemplo. Existem outras opções de MacBook que saem bem mais barato que isso, então existem outras opções.
    Dizer que a Apple é uma empresa de luxo apenas usando este produto como exemplo, acredito que seja um exagero, pois a mesma empresa “de luxo” vende produtos mais baratos, como o iPad ou iPhone de entrada, por exemplo.
    Se o iPhone custar $ 999.00 também será com as tecnologias mais recentes que eles tem disponível, design, tela, etc… Mas tudo ainda precisa se confirmar, caso se confirme, temos que ver que é o modelo top, com tecnologia top, design, etc… Ainda que caro, você está pegando o modelo mais top e reclamando do preço. Também existirão outras opções.
    “Gosto muito dos produtos, mas me irrita a ter que pagar caro pra ter algo tão simples como um iPhone, …” bom, sabe que não precisa pagar este valor “pra ter algo tão simples como um iPhone”, existem opções no mercado e outras opções de iPhone mais baratas, mas se realmente quer o produto mais top, terá que pagar seu preço.

  • iBooks

    No país dele, já é mais fácil 🙂

  •  lover

    A questão è que esses 4200 viram mais de 20 mil aqui!

  •  lover

    Mandei email, coloquei até links de cada produto!

  • iBooks

    [email protected] esqueceu deste.

  • iBooks

    Então, mas isso acontece com várias e várias empresas, não é só com a Apple. Por que telefones como Google Pixel e Lumia 950 e Lumia 950 XL não foram vendidos no Brasil? Por que o Surface Pro não vem pro Brasil? Isso entre várias e várias outras coisas. O custo é muito grande e nessa área de tecnologia parece realmente ser complicado operar no Brasil.
    Não é questão de defender, é questão de olharmos as coisas por todos os lados. Enquanto não tivermos cada detalhe da conta, não podemos jogar pedras. Pode ter certeza que as minhas estão guardadas aqui, esperando o momento certo de serem jogadas.

  • iBooks

    No país de joesleys tudo é mais complicado.

  • Fernando

    verdade. Mas como ele é “o cara” dificilmente usaria underline, na minha opiniao rs. Só existe 1 Tim Cook na Apple, e talvez, no mundo :p rs

  • Fernando

    Boa, se alguem responder, nos avise 😀

  • Diego

    O lance do preço para os EUA faz sentido. Os produtos da Apple são sim, mais caros que a concorrência, mas são plenamente acessíveis ao americano médio. Cabe a cada um decidir se o produto da Apple vale os dólares que custa a mais ou não. Isso sem falar nos produtos que não são lançamentos. Um iPhone 6s ainda é um “senhor” smartphone e amanhã (como o lançaamento do novo) deve ficar bem mais acessível.
    Obviamente, esse papo todo não vale pro Brasil.

  • Fernando

    Pode ser…rs

  • iBooks

    É brincadeira 🙂 underline é coisa antiga, de menino de internet que criava seu primeiro e-mail.

  •  lover

    Muito è culpa do dólar a 3…, altos impostos, só no iPhone 7plus sao mais de 900 em impostos! Mas só isso não justifica um produto de 169 como os AirPod chegar aqui a 1200!

  • Diego Lopes

    Não é pelo fato de que eles vedem produtos com preços extremos que eles não tenham outros com valores acessíveis a todos. O problema é que quem não tem dinheiro só que o mais caro

  • iBooks

    Então… Novamente, não é questão de justificar, mas colocando tudo “na ponta do lápis” o preço só vai aumentando e o total fica da forma como vemos hoje. Temos que olhar para essa questão também. Infelizmente o Brasil é um país complicado de operar, meu maior medo é ver as empresas fugindo daqui, espero que não ocorra mais e as coisas melhorem.

  • Você consegue tranquilamente um modelo anterior por 3000 no Mercado Livre. 😉

  • É o [email protected], já mandei por esse e fui respondido 😉

  • Luiz Fernando
  • iBooks

    Sim, é verdade, a realidade brasileira é assim mesmo. Mas ainda insisto que temos que analisar o problema como um todo porque estamos discutindo da Apple, mas este problema se repercute a tudo o que consumimos.
    Semana passada comprei 4 pães e uma cartela com 10 ovos, paguei por volta de 60% de imposto. Enquanto não questionarmos isso e brigarmos por uma redução, uso mais inteligente e eficiente do nosso dinheiro, estaremos com a corda no nosso pescoço. É um dinheiro que não volta e estamos cada vez mais na pior.

  • iBooks

    Para termos uma idéia de um dos problemas, convido-vos, durante um mês inteiro, que verifiquem a quantidade de imposto pago em cada compra que fizerem. Deem uma olhada e tenham uma idéia de um dos nossos problemas e o quanto isso impacta no nosso orçamento financeiro.
    Não é uma questão de justificar os altos preços da quota da Apple, mas uma reflexão do quanto isso impacta na nossa vida e no nosso consumo. Evidente que a conta não fecha simplesmente com Apple + imposto, mas é uma parte da conta que impacta diretamente na nossa vida, em tudo o que fazemos.
    PS. Não sou revolucionário!

  • Vitor Silva

    Só se for um modelo BEM anterior USADO, longe das novas tecnologias e bem básico, mesmo tanto do que se paga em um modelo intermediário bom de outras marcas.

  •  lover
  • iBooks

    Não sei se seria efetivo, mas podem mandar uns prints para ele no Twitter. Juntar bastante gente e enviar pra ele como questionamento. Twitter sempre dá volume porque outras pessoas também vão ver isso.
    Como disse o bom Alfred: “algumas pessoas só querem ver o circo pegar fogo”.

  •  lover

    Vi um iPad Pro hj do ano passado na iplace a partir de 2600, comparei com o desse ano 5mil. E pensei, nossa que barato, só 2600 ! A que ponto chegamos!

  •  lover

    Se eu tivesse Twitter fazia, mas apóio.

  • Vinice WebDesig

    onde vc viu um iPad pro por 2600?

  •  lover

    Iplace, iPad Pro 9.7″.

  •  lover
  • Matheus Ferreira

    O entrevistador e Cook estão falando da mesma Apple?

  • Vinice WebDesig

    é o modelo anterior. Por isso. É queima de estoque. Porque os iPads que estão na iPlace agora estão acima de 3k

  • Não só como tão somente.

  • André Gualberto

    Não existe nada caro. Eu é que não posso comprar!

  • Faz me rir! US$ 300 = 1 salário mínimo, no Brasil só dá pra comprar acessórios por esse valor…

  • OverlordBR

    Lá fora, com certeza!

    Aqui, a coisa é bem diferente.

  • OverlordBR

    Dame dos!

  • Vinice WebDesig

    nem acessório… tem uma capa de silicone para o iPad Mini 4 que custa quase 500 reais

  • Leon

    Pura demagogia…

  • Leon

    Interessante. Se as pessoas se unirem e forem juntas questionar os preços absurdos dos produtos da Apple aqui no Brasil diretamente com o próprio Tim Cook acho que teríamos, talvez, uma resposta plausível e convincente do próprio…

    Ps:. MacMagazine, ajuda nós aí pô!

  • A própria Apple Pen custa R$ 950,00!

  • Hades666

    Ata….(2) O_o

  • iBooks

    Acho melhor concentrar essa energia pra questionar outras coisas do próprio país que encarecem diretamente tudo o que consumimos. A Apple pode ficar para um segundo momento, se for o caso.

  • Leon

    Sim, com certeza, principalmente aqui.

  • Renato Molinaro

    Imagine se fossem produtos acessíveis….

  • O pessoal compara o melhor cenário dos EUA (10%) com o pior cenário aqui e esquece que existe imposto de renda lá também, maior e mais rigoroso que aqui.

  • Lucão Arruda

    bando de burguês safado

  • iBooks

    A carga tributária brasileira é muito mais abusiva que nos EUA, imposto pra tudo, em todo o lado, é diferente do caso americano. Não estou questionando imposto em si, não sei se é algo errado ou roubo, como dizem os liberais, mas meu questionamento é em relação a quantidade.

  • Nepomucc

    Tipo igual aos da Xiaomi?

  • As aberrações jurídicas ocorrem nos dois países. Mesmo assim, é necessário comparar toda a carga tributária dos países, e isso inclue imposto de renda. Dessa maneira, não se vê muita diferença, e o que resta é política de preços praticados para cada mercado. A Apple faz o lucro em duplicidade para cada produto vendido aqui – pra Apple local e a matriz.

  • Além de prática de “dumping”, a qual se fabrica preços. Ex- com mais de 10 anos os preços do iPhones são idênticos, mesmo com inflação no EUA. Países como o Brasil pagam o aumento.

  • Um modelo de entrada sem tela retina. Mais do que isso por esse preço já seria pedir demais né. 😛

  • Nicolas de Souza

    Ele ta precisando conhecer o Brasil

  • Só uma dica de diagramação, a foto do Tim está muito grande, desproporcional ao artigo. Eu deixaria ela envolta pelo texto. Facilitaria e muito a leitura e pouparia scroll.

  • Bruno

    Mercado brasileiro não é parâmetro pra nada importado.
    Apple não é artigo de luxo nos EUA, assim como um Camaro tbm não é.

    Qualquer um tem iPhone, a moça/moço da limpeza saca um iPhone 7 Plus de 128gb na hora do seu break, o caixa do mercado tem um iMac do ano em casa e o brasileiro emergente que se acha rico ostentando com iPhone 6 de 16gb falando que Apple é de rico. Sim, no Brasil Apple é de rico, mas de novo, não da pra usar como parâmetro um País que vende chocolate Lindt, Kinder Ovo e Ferrero Rocher como artigos de luxo.

  • Victor Rosa

    Nós temos os produtos Apple mais caros do mundo! E não é só pelos impostos. É simplesmente também porque nós PAGAMOS o preço que for pelos produtos Apple! Essa é a única justificativa pra um airpod custar 169 dólares lá fora e 1200 reais aqui!
    A Apple sabe que pode colocar uma margem de lucro enorme que o pessoa vai parcelar e comprar!

  • Victor Rosa

    Quero perguntar a este senhor porque um Airpod custa aqui 1200 reais e lá fora 169 dolares!
    Dica: Só impostos não justificam!

  • iBooks

    Não podemos afirmar muita coisa sem antes ver a conta completa, não acha? Este é sempre meu ponto, não é questão de defesa, mas de saber realmente onde está o problema e o que fazer a respeito. Certamente não é só pelos impostos, mas este é uma parcela significativa no valor dos produtos, então sempre devemos questionar isso.

  • Victor Rosa

    Certamente é uma parcela significativa. Mas se fizermos as contas e tirarmos os impostos e tributos totais, veremos que margem deles é muito maior aqui. Eu sei também que o Brasil é um ambiente péssimo para negócios, mas a Apple desce a mão em cima e a gente compra.

  • Gustavo Reis

    E na Europa e no Japão.

  • Cada novo iPhone o preço dele aumenta nos Estados Unidos, e enquanto isso o Google está lançando Android de 99 dólares na India, com seu projeto Android One

  • Felipe Rocha Ribeiro

    Ele provavelmente tá falando de “apple”, a fruta. kkkkkk

  • Concordo plenamente. Uma reforma tributária que mudasse o foco da tributação do comércio, serviço e indústria para patrimônio, como nos EUA, não vai pra frente por que quem sonega hoje quer que continua do jeito que está. O país inteiro sofre por causa de uma minoria sem escrúpulos.

  • Se os produtos Apple são para todos, logo eu não sou gente…!

  • Tiago Celestino

    Discordo totalmente. Assim como no Brasil, nos EUA as pessoas procuram o “status” por ter um produto de uma empresa que visa sim um público “diferenciado”, a Apple sempre foi assim, ñ adianta o Cook tentar quebrar essa barreira.

    Outro fato, que é mais vantagem ter o iPhone nos EUA é que as operadoras ajudam bastante o consumo dos aparelhos vendendo-os pensando no plano. Sim, no Brasil existem a “mesma coisa”, porém ñ existem tantas vantagens nesses planos.

  • Bruno

    Amigo, a partir do momento que qualquer um, eu digo qualquer um, pode comprar um iPhone, não existe público diferenciado e nem status. Não adianta vc dizer que é igual, porque não é. Chega com um iPhone 8 Plus 256gb numa roda de amigos na Inglaterra e vai pro Brasil com esse mesmo telefone para você como vão te tratar diferente(Seja no espanto por ter algo tão caro, seja pra pagar de riquinho e pegar mulher). Nos EUA/Europa, ter um iPhone simplesmente não te diferencia em nada, não te traz status algum, simplesmente porque é algo normal.


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