Série do Apple Music sobre Elvis Presley teria sido cancelada após escândalo sexual de produtor


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10/10/2017 às 14:24

Esqueça as besteiras do naipe de “Carpool Karaoke” ou “Planet of the Apps”: e se eu lhe disser que um dos próximos projetos de séries originais da Apple para o Apple Music era uma superprodução acompanhando a vida de uma das figuras mais icônicas e polêmicas do século XX? Soa muito animador, não é mesmo?

Bom, pois podem retirar o pequeno equino da variação pluviométrica, pois a série não vai mais acontecer — e tudo graças ao comportamento extremamente inapropriado e condenável de um megaprodutor de Hollywood, aparentemente.

Quem informou foi a Deadline: de acordo com fontes próximas do assunto, a Apple estava começando a negociar um contrato para produzir, em conjunto à The Weinstein Company, uma série acompanhando a vida do “Rei do Rock”, Elvis Presley. Não há muitos detalhes sobre como seria a produção, mas acredita-se que teríamos uma recontagem biográfica de passagens da sua vida com atores, no estilo de “Narcos” ou “The Crown” — para citar duas produções de uma das maiores concorrentes da Maçã no ramo, a Netflix.

As negociações, entretanto, foram por água abaixo com o furo jornalístico do New York Times que acusou Harvey Weinstein, cofundador e chefão da The Weinstein Company, de diversos casos de assédio sexual ao longo da sua carreira. O produtor de filmes multipremiados como “Pulp Fiction” e “Gangues de Nova York”, um dos mais influentes de Hollywood, foi demitido imediatamente do seu cargo na companhia, mas o estrago já estava feito: a Apple teria cancelado no ato todas as negociações da série de Elvis.

Comportamentos abusivos, especialmente de figuras muito poderosas que se aproveitam dessa posição, já são extremamente indignantes por si só; essa notícia é apenas um fator extra para que nos lamentemos ainda mais quanto à cultura de assédio disseminada por Hollywood e pelo mundo em geral. E, se vocês querem ainda mais um motivo, aí vai: a série de Elvis era apenas a primeira parte de um projeto maior ainda, que envolveria ainda produções acompanhando a vida de Prince e Michael Jackson. Agora, tudo ficará somente no mundo das ideias.

Nos lados de Cupertino, claro, isso não afeta muito os planos da Apple em aumentar exponencialmente sua produção original. Muito pelo contrário: como afirmou o site The Airwaves, a empresa está trazendo a produtora britânica Jay Hunt, responsável por sucessos como o reality show “The Great British Bakeoff” no Channel 4. A notícia ainda não está confirmada mas, se concretizada, será mais um passo da Maçã em direção a uma equipe sólida de produtores de conteúdo para competir com grandes nomes como Amazon Studios, Netflix e Hulu. Será?

via AppleInsider

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Comentários
  • meduza

    Ainda não me desce a idéia da Apple se meter nessas produções. Me lembra um pouco a época que tiraram o Jobs da empresa e começaram a fazer tudo quanto é tipo de produto…

  •  knewitz_doug

    Daqui a pouco vamos ter fridge, car, tv …

  •  knewitz_doug

    A Apple de uns tempos pra cá entendeu que não pode viver apenas do iPhone e está tentando aos poucos ganhar dinheiro com serviços diversos. Caminhamos para um dia não haver mais telefone, talvez substituamos por algo revolucionário (ou pelo Watch holográfico ou algum óculos imersivo de realidade mista). Mas até lá a Apple vai se aventurar em terras diversas, e essas incursões em produções originais só reforça isso. Eu acho que ela deveria focar apenas em produtos bons, mas ela tem dinheiro pra financiar quantas equipes ela quiser.

  • meduza

    Exatamente! Concordo em tudo…. Grana ela tem para fazer o que bem der na telha, o problema é manter a excelência em tantos produtos e serviços… Já temos alguns sinais de que talvez não seja possível, mas espero estar errado…

  • 199X KID

    uma pena, seria incrível uma série do Elvis, Prince e Michael Jackson

  • Fábio Custódio

    Tenho uma grande biblioteca de música gerenciada pelo itunes, com assinatura do iTunes Match. E por incrível que pareça, não consigo engolir o Apple Music. Simplesmente para o Brasil, o serviço fica muito aquém ao Spotify. Exemplos:
    Ao se verificar as músicas mais tocadas, tem-se menos granularidade do que o Spotify, que separa, por gênero, país e etc.
    O AM se resume à playlists limitadas demais e focadas no passado. O que eles mais gostam de fazer é falar: Rock mais tocado do ano XXXX, isso tem cara de top mtv requentado e não de curadoria ( que era o mantra da AM em seu início.
    O mecanismo para descobrir músicas novas simplesmente não funciona, assim como as playlists automáticas Favoritas e Chill são desinteressantes.
    O que me parece é que:

    1: A base de usuário de do AM no Brasil é muito pequena e os mecanismos de aprendizagem musical não são tão bons quanto do Spotify.

    2: A Apple parece estar usando o mesmo esquema de Jabá das grandes rádios do anos 90. Puxar saco de grandes players globais e não estimular descobertas musicais dos grandes catálogos. Neste caso os grandes players são globais e nenhum está Brasil, vide o fato de até hoje quase não ocorrer produção de videos musicais por aqui.

    3: Parece que a AM não está no Brasil realmente, não sabe diferença de samba-rock e samba-jazz. Não sabe o que é sofrência e diferença de funk carioca e ostentação. Ao ver a listagem de MPB, se vê uma bagunça enorme de gêneros. Los Hermanos é classificado frequentemente como MPB, ao invés do mais convencional indie.

    Lá fora a AM procura se diferenciar criando documentários de grandes players, por aqui temos um serviço muito mal localizado, com cara de enlatado.

    Infelizmente seguirei com minha bilblioteca no iTunes utilizando dos ótimos recursos de smart playlists porém para descobrir novas musicas boas, ou para malhar ouvindo musica animada nacional a melhor pedida é o Spotify.


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