Apple, Google e outras empresas de tecnologia dizem que regulamentações chinesas facilitam o roubo de propriedades intelectuais


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12/10/2017 às 12:07

Já tem bastante tempo que a China é, sem dúvidas, a menina dos olhos das empresas de tecnologia no sentido de ser um mercado gigantesco e com um grande potencial ainda inexplorado. Em breve, a Índia ocupará esse posto com força total mas, por enquanto, as grandes ambições do Vale do Silício ainda estão dentro da Grande Muralha.

Isso não significa, entretanto, que as gigantes irão aceitar de olhos fechados quaisquer políticas provenientes do país do outro lado do mundo simplesmente para agradar o governo chinês ou aumentar a sua participação no mercado local; são, afinal de contas, empresas capitalistas que irão rosnar a qualquer sinal de perda de dinheiro ou propriedades. É o que está acontecendo.

Empresas resolveram insurgir-se contra uma série de regulamentações chinesas que, segundo elas, favorecem a apropriação indébita de propriedades intelectuais — ou, em termos mais práticos, incentivam a profusão de cópias e da transferência de tecnologia a empresas do país simplesmente para que as companhias estrangeiras possam se estabelecer por lá.

De acordo com o Business Insider, a investida está sendo realizada por meio do Conselho de Negócios entre Estados Unidos e China (U.S.-China Business Council), organização criada pelos dois países para mediar as relações comerciais entre eles. O vice-presidente sênior da instituição, Erin Ennis, falou em nome das empresas americanas — incluindo Apple, Google, IBM e Amazon — na primeira audiência da Comissão de Comércio Internacional (International Trade Commission, ou ITC) destinada a tratar do tema.

Especificamente, Ennis condenou as regulamentações — segundo ele — excessivamente protecionistas da China, que exigem que as empresas estrangeiras revelem uma parte da sua tecnologia ou propriedades intelectuais a companhias chinesas “como uma condição para ganhar acesso ao mercado”, o que deixaria essas empresas nacionais numa posição de vantagem já que elas teriam todos os benefícios do governo local e ainda estariam em posse das tecnologias das companhias estrangeiras.

A bola, agora, está com uma figura que não é lá a mais querida entre a Apple e o resto da turma tecnológica, mas não há muito o que fazer. O presidente Donald Trump deverá fazer uma visita à China no mês que vem e, acredita-se, discutirá o assunto com o presidente chinês Xi Jinping; as audiências acerca da questão, entretanto, deverão durar até um ano, sem que se saiba exatamente qual será o resultado disso tudo.

Nesse meio tempo, claro, as empresas do Vale do Silício terão que incorporar um equilibrista — afinal, elas não irão largar o osso da questão mas, ao mesmo tempo, obviamente não querem sofrer sanções em território chinês por causa dela. Vamos ver como a história há de se desenrolar…

via Cult of Mac

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Comentários
  • Samsung; é vc ?

  • Vc não está falando da tela com bordas mínimas não né ? Na minha opinião, o primeiro iPhone foi o smartphone que trouxe esse raciocínio de somente ter uma tela na parte frontal.

    Vc quer ver como no ano que vem a Samsung terá uma câmera frontal com reconhecimento 3D ? Eu posso ver o futuro !

    O que me admira na Samsung é a capacidade de fazer algo tão rápido. Parece que a Apple levou 5 anos para criar esse FaceID e a Samsung vai levar 3 meses para fazer a mesma coisa, basta ter um exemplo para ela se inspirar

  • Marlon Fuhlendorf

    Faz em 3 meses mas em geral fica uma porcaria, ela demora pra arrumar. (só ver a biometria dos primeiros galaxy’s, frente a do iPhone 5s)

  • Régis Araújo

    Trump, “uma figura que não é lá a mais querida entre a Apple e o resto da turma tecnológica”? Pq?


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