Review: iPhone 8 Plus


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28/10/2017 às 21:09

Antes, um pouco de contexto pessoal. Assim como o Rafael, eu optei por ter um aparelho Plus (com tela de 5,5 polegadas) quando a Apple lançou o iPhone 7. As justificativas para trocar o conforto de um modelo que cabe no bolso e pode ser utilizado com apenas uma mão para outro “trambolhudo” foram aquelas que vocês muito provavelmente já sabem: sistema de câmera dupla e maior bateria.

É claro que, ao optar pelo Plus, eu ganhei outros benefícios como uma tela com resolução e densidade de pixel maiores, possibilidade de utilizar o iPhone/sistema em modo paisagem (na horizontal), entre outras coisas. Mas, inegavelmente, câmera e bateria são os pontos fortes que me seduziram.

iPhones 8 e 8 Plus

Então, diferentemente do nosso review do iPhone 7 Plus (o primeiro modelo Plus no qual nós colocamos as mãos), este do iPhone 8 Plus já traz consigo uma base de um ano utilizando o modelo de 5,5 polegadas da Apple, um histórico com o flagship da empresa — e não uma experiência totalmente nova. Somando isso ao fato de o iPhone 8 Plus ser uma continuidade do 7 Plus, e não uma ruptura, não entraremos a fundo em detalhes que não merecem tanta atenção por basicamente permanecerem iguais aos encontrados na geração anterior do smartphone da Apple.

Vamos lá?

Vídeos de unboxing e hands-on

Graças ao 👑 Rei do iPhone 👑, nós tivemos a oportunidade de fazer a cobertura do lançamento do iPhone 8, do Apple Watch Series 3 e da Apple TV 4K em Nova York.

Caso você não tenha visto, não deixe de conferir a seguir tanto o vídeo de unboxing quanto o de hands-on do iPhone 8 Plus — e também o da base de carregamento sem fio da mophie.

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Ah, e nós também publicamos uma galeria de fotos do iPhone 8 Plus cinza espacial e dourado — vale a pena conferir. 😉

Design

Taí algo que não mudou quase nada mas mudou bastante, se é que vocês me entendem. Há duas formas de analisar o design do iPhone 8 Plus: em uma, podemos chamá-lo de “iPhone 6sss” por ser basicamente a quarta geração de um telefone baseado num mesmo projeto.

A verdade é que, olhando de frente os iPhones 6 Plus, 6s Plus, 7 Plus e 8 Plus cinza espacial/preto, por exemplo, dificilmente uma pessoa consegue saber qual é qual. A forma mais fácil de identificá-los é pela parte traseira (sistema duplo de câmeras, lançado junto do iPhone 7 Plus, e a traseira de vidro, novidade do iPhone 8 Plus). O vidro, aliás, é o grande diferencial do design do iPhone 8 Plus.

iPhones 8 Plus, 7 Plus e 6s Plus

O visual em si do aparelho continua o mesmo e, por isso, muitos podem achar que nada mudou. Mas tanto a pegada quanto a resistência mudaram bastante. Ainda que o iPhone 8 Plus escorregue menos nas mãos (a não ser que você esteja com elas bem suadas), eu ainda não sinto a firmeza necessária para usá-lo sem capa. E, como agora temos vidro basicamente em toda a estrutura do aparelho (com exceção das laterais, ainda feitas de alumínio) — e vidro quebra! —, eu não quis arriscar e já tratei de colocar uma capa nele.

Então, nesse ponto, tudo mudou — especialmente se você for uma pessoa desastrada, nem pense em utilizar essa geração sem capa pois o prejuízo poderá ser grande.

iPhones 8 Plus em pé

Comparativamente, por conta das capacidades de carregamento sem fio (mais sobre isso abaixo) e da estrutura em vidro, os iPhones 8/8 Plus ficam mais espessos e mais pesados que seus antecessores — confira os números:

MedidasiPhone 7iPhone 7 PlusiPhone 8iPhone 8 Plus
Altura138,3mm158,2mm138,4mm158,4mm
Largura67,1mm77,9mm67,3mm78,1mm
Espessura7,1mm7,3mm7,3mm7,5mm
Peso138g188g148g202g

Como você pode e deve imaginar, são diferenças insignificantes, praticamente imperceptíveis. A experiência, ainda mais com uma case, é absolutamente a mesma do iPhone 7 Plus. Tanto é que as cases da Apple criadas para o 7 Plus cabem perfeitamente no 8 Plus.

Capa de couro para iPhone 8 Plus/7 Plus - Azul meia‑noite

Além do vidro na traseira, o outro diferencial mais perceptível fica por conta da protuberância da câmera iSight. Como o aparelho é feito de vidro, não há mais como essa espessura da câmera ser feita do mesmo material do corpo do aparelho e acompanhar o design do smartphone (sendo uma peça única). Agora, temos basicamente um pedaço/contorno de alumínio encaixado em cima do vidro; por outro lado, o flash, o logo da Apple e a inscrição “iPhone” (e agora há apenas isso, nada de selos regulamentares) ficam debaixo do vidro, o que dá um visual ainda mais clean ao aparelho.

De resto, temos tudo o que você já sabe: as famosas listras laterais que servem como antena, os botões para aumentar/diminuir volume os quais ficam logo abaixo do interruptor para silenciar o telefone; do lado oposto, o botão de ligar/desligar junto da bandeja para o cartão SIM; e na parte inferior, a tradicional porta Lightning separada por um alto-falante e um microfone (devidamente escondido por perfurações que aparentam ser também alto-falantes, mas que na verdade estão ali apenas para dar uma simetria ao design).

Capacidades

A mudança aqui foi drástica. Se antes nós tínhamos três opções (32GB, 128GB e 256GB), agora temos apenas duas (64GB e 256GB).

A parte boa é que, um ano após dobrar a capacidade de entrada de 16GB para 32GB, a Apple fez agora a mesma coisa e dobrou novamente o espaço (de 32GB para 64GB); a ruim é que o preço de entrada do aparelho agora está mais caro se compararmos com o valor do iPhone 7 Plus de 32GB, há exatamente um ano.

Mas a parte péssima, na minha visão, foi a perda da opção intermediária — que sem dúvida era ideal para muita gente. Com essa mudança, a Apple simplesmente “forçou” diversos usuários a gastarem mais dinheiro e migrarem direto para a opção de 256GB.

Tela

A tela continua exatamente igual: um painel LCD de 5,5 polegadas, com 1920×1080 pixels de resolução e uma densidade de 401ppi, suporte a ampla tonalidade de cores (P3), 3D Touch, brilho máximo de 625cd/m2 e taxa de contraste de 1300:1.

Resumindo: a tela é ótima e eu não consigo enxergar nenhum pixel a olho nu; o que poderia ser um pouco melhor, sem dúvida, é o brilho, já que ainda é difícil utilizar o iPhone sob a luz forte do sol — principalmente se compararmos com o Apple Watch, que conta com tela OLED (pretos realmente pretos) e um brilho incrível!

Tela do iPhone 8 Plus

A grande diferença é a chegada da True Tone, tecnologia a qual foi lançada pela Apple junto do iPad Pro de 9,7 polegadas. Caso você não faça ideia do que isso seja, a True Tone ajusta o tom de branco conforme a luz e melhora a leitura da tela em todos os tipos de ambiente. É basicamente um Night Shift mas que se ajusta automaticamente, durante todo o dia.

Eu particularmente gosto do recurso e o deixo ligado aqui, mas isso é uma questão de gosto — só experimentando mesmo para você saber se curte ou não. Ter a opção disponível no iPhone, obviamente, é algo muito válido.

Performance

O processador A11 Bionic mantém a tradição da Apple nesse segmento e não decepciona.

iPhone 8 Plus à esquerda; iPhone 7 Plus à direta

O poder desse chip, que conta com seis núcleos (quatro de eficiência e dois de desempenho, os quais são respectivamente 70% e 25% mais rápidos que o A10 Fusion) e 4,3 bilhões de transistores é incrível. De forma bem resumida, o iPhone 8 Plus é, como deveria ser, o iPhone mais rápido que você poderia ter nas mãos.

O chip conta também com um controlador de desempenho de segunda geração (que escolhe quais tarefas vão para quais núcleos) e uma GPU (a primeira criada pela própria Apple depois de romper com a Imagination Technologies) de três núcleos até 30% mais rápida que a anterior.

O que isso tudo quer dizer, na prática? Que você simplesmente usa e não precisa se preocupar com engasgos, esperas desnecessárias ou coisas do tipo. Normalmente, se algo está demorando para acontecer, tem mais a ver com uma possível animação do sistema/app do que com o desempenho do chip propriamente dito — até porque, o A11 Bionic pode ativar os seis núcleos de uma vez só.

REALIDADE AUMENTADA

Boa parte dessas melhorias de CPU e GPU têm a ver com realidade aumentada. Pela primeira vez o chip, as câmeras e o iOS 11 em si vieram com realidade aumentada na cabeça, a fim de proporcionar uma experiência mais imersiva e fluida.

Realidade aumentada (AR) nos iPhones 8/8 Plus

Como eu não sou muito de jogos, essa é uma área que explorei bem pouco (para não dizer quase nada). Ainda assim, a realidade aumentada nos smartphones é algo incipiente, que está engatinhando. Então, podemos esperar por muita coisa vindo por aí no fim deste ano e no começo de 2018!

Conectividade

Aqui não há muito o que falar: o chip 4G (LTE), o Wi-Fi, o GPS, o NFC… tudo continua exatamente igual. A diferença fica por conta do Bluetooth, que passou da versão 4.2 para a 5.0. Na prática, o Bluetooth 5.0 promete ser 2x mais veloz e ter 4x mais alcance.

Eu não sei dizer se isso se aplica aqui — se tanto o iPhone quanto o acessório conectado a ele, por exemplo, precisam necessariamente ter o Bluetooth 5.0 para que tudo funcione a contento. Mas, pelos meus testes, eu consigo agora manter a conexão dos AirPods com o iPhone 8 Plus em alguns lugares (deixando o telefone no escritório aqui de casa) que antes não conseguia.

AirPod sendo colocado para carregar com mãos

Esse tipo de teste em casa é sempre relativo pois, se existirem algumas paredes entre o iPhone e os AirPods (como ocorre aqui em casa), não há como você controlar a experiência.

Mas algo que eu nem considero um teste me chamou a atenção: voltando do MM Tour VI, eu deixei o meu iPhone no bolso que fica na poltrona à frente da minha e fui ao banheiro com os AirPods na orelha. Na hora eu pensei que a conexão fosse ser interrompida, já que eu estava relativamente na frente do avião e fui no banheiro lá atrás. Ledo engano: não houve nem mesmo um engasgo!

Alto-falantes

Desde o lançamento dos iPhones 7/7 Plus, a Apple implementou alto-falantes estéreo nos aparelhos, um na parte inferior e outro ali em cima, onde você posiciona o aparelho na orelha para conversar com alguém.

Alto-falantes do iPhones 8/8 Plus

Segundo a Apple, os iPhones 8/8 Plus vêm com alto-falantes estéreo redesenhados para um som até 25% mais potente e graves mais profundos.

Sendo bastante sincero com vocês, fiz alguns testes aqui e não consegui notar diferença. Se existe, ela não é tão perceptível assim mas é fácil concluir que os alto-falantes do iPhone 8 Plus são os melhores que a Apple já colocou num smartphone.

Na prática, desde o iPhone 7 Plus eu nem me preocupo mais em fazer aquele gesto de “concha” com a mão na parte inferior dele para direcionar o áudio na minha direção. A potência e a qualidade dos alto-falantes é satisfatória para todo o uso cotidiano dele, ao assistir a vídeos e afins (isso quando não estou utilizando fones de ouvido, que é o mais comum).

Bateria e carregamento

Chegamos a um ponto para lá de polêmico.

Analisando tecnicamente, vemos que os iPhones 8/8 Plus contam baterias físicas menores que as dos seus antecessores:

BateriaiPhone 7iPhone 7 PlusiPhone 8iPhone 8 Plus
V3,8V3,82V3,82V3,82V
mAh1.960mAh2.900mAh1.821mAh2.691mAh
Wh7,45Wh11,1Wh6,96Wh10,28Wh

O que eu posso afirmar é que não senti nenhuma perda de bateria ao migrar para o iPhone 8 Plus; por outro lado, também não senti nenhum ganho — então, o que a Apple afirma (que as baterias, ainda que sejam menores no 8/8 Plus, duram basicamente a mesma coisa que nos 7/7 Plus) me parece bem realista.

De acordo com a empresa, estes são os números do desempenho das baterias no mundo real:

Utilização da bateriaiPhones 7 e 8iPhones 7 Plus e 8 Plus
Tempo de conversação*até 14 horasaté 21 horas
Uso da internetaté 12 horasaté 13 horas
Reprodução de vídeo*até 13 horasaté 14 horas
Reprodução de áudio*até 40 horasaté 60 horas

(*) Utilizando fones de ouvido sem fio.

Usando normalmente o meu iPhone 8 Plus, eu consigo chegar ao fim do dia com 30-40% de bateria facilmente. Mas, em momentos mais intensos (como no MM Tour VI, que eu fiquei utilizando o iPhone para fazer as cobertura da viagem nas Stories do Instagram), eu era obrigado a utilizar uma powerbank 1-2 vezes ao dia pois, mesmo saindo do hotel umas 9h da manhã com 100%, ao meio-dia já estava com cerca de 50%.

A grande novidade dos iPhones 8/8 Plus no quesito bateria são duas: recarga rápida e recarga sem fio.

RECARGA RÁPIDA

Parece até pegadinha da Apple, mas não é — e não é à toa que a empresa nem se deu ao trabalho de promover isso como um recurso dos novos aparelhos.

Por quê? Pois, para você conseguir recarregar o seu iPhone utilizando essa bendita tecnologia, precisa necessariamente usar um carregador USB-C de MacBook (de 29W), MacBook Pro (61W ou 87W) ou um adaptador de alimentação USB-C de terceiros semelhante que seja compatível com alimentação por USB (USB-PD), conforme a Apple indicou neste artigo de suporte. É isso mesmo: você basicamente precisa ter um notebook da Apple dotado de USB-C e comprar um cabo USB-C/Lightning para conseguir recarregar — de acordo com a Apple — até 50% da bateria em 30 minutos.

Isso em pleno 2017, quando praticamente toda a concorrência oferece suporte minimamente à tecnologia Quick Charge 2, da Qualcomm — alguns já estão suportando a versão 4+ (que fornece uma boa dose de bateria com alguns poucos minutos de recarga e, é claro, recarrega os 100% completos em muito menos tempo).

Resumindo: a Apple demorou muito para implementar a recarga rápida nos iPhones e ainda fez da forma mais errada possível. Bola fora!

RECARGA SEM FIO

Este é outro ponto no qual a Apple pisou na bola. Ela simplesmente demorou um bom tempo para implementar algo que a concorrência já estava usando há anos. E o pior: sem trazer nenhum diferencial para o recurso, que normalmente é o argumento utilizado. Outro argumento normalmente explorado por ela nesses casos é a espera para que a tecnologia se torne boa o suficiente (como a tela OLED, que agora supostamente está dentro do padrão de exigência da Apple). Acontece que, analisando superficialmente, nada mudou no mundo de carregamento sem fio recentemente a ponto de justificar a entrada da Apple neste ano.

Lá atrás, quando tudo não passava de rumores, muitos apostavam que os novos iPhones viriam com uma tecnologia capaz de realizar recargas sem fio e sem contato. Ou seja, bastaria você plugar uma fonte de alimentação na tomada do seu quarto, por exemplo, que ao entrar nele o seu telefone começaria a recargar automagicamente (dentro de um raio de alguns centímetros/metros, é claro). Tudo, porém, não passou de sonho e o que temos hoje é uma tecnologia já disponível no mercado há pelo menos quatro anos (o Samsung Galaxy S4, por exemplo, já contava com essa tecnologia).

Base de recarga AirPower com iPhone 8 Plus, o Apple Watch Series 3 e o AirPods

Base de recarga AirPower com iPhone 8 Plus, o Apple Watch Series 3 e o AirPods

Agora, contudo, quem curte simplesmente chegar em casa e posicionar o iPhone uma base carregadora sem fio para reviver o seu gadget predileto já pode fazer isso. Mas preste atenção, pois você tem que colocar o iPhone bem centralizado na base, caso contrário ele simplesmente pode não recarregar se estiver mal posicionado. Vale sempre prestar atenção no raio (⚡️) que fica ao lado do ícone da bateria — se ele estiver lá, quer dizer que o iPhone está recarregando.

Há relatos, por exemplo, de pessoas que colocaram o iPhone na base e após algumas notificações (que fazem o telefone vibrar), o aparelho simplesmente se deslocou na base e parou de recarregar — desligar a vibração ou colocar o aparelho no modo Não Perturbe, portanto, é recomendado. 😐

Você pode recarregar o iPhone com uma case, desde que ela não seja muito grossa (algo que pode prejudicar a velocidade do carregamento) e não seja de metal. Vale notar também que o iPhone pode ficar um pouco mais quente enquanto carrega. Se isso acontecer, o software poderá limitar o carregamento acima de 80% para estender a vida útil da bateria — o iPhone carregará novamente quando a temperatura diminuir (é recomendado mover o iPhone e o carregador para um local mais frio, se possível). Além disso, se o iPhone estiver conectado a um computador ou a uma fonte de alimentação pelo cabo Lightning/USB e você colocá-lo na base sem fio, o carregamento sem fio será ignorado (a prioridade será carregar pelo cabo mesmo) — mais sobre esse assunto neste artigo de suporte da Apple.

Você pode usar qualquer base sem fio compatível com o padrão Qi, que é universal e aberto. É bom notar que há diversas bases no mercado, com qualidade e potência variadas. No momento, a Apple só permite que os iPhones 8, 8 Plus e X sejam carregados numa base sem fio a 5W — no futuro, uma atualização do iOS 11 permitirá atingir 7,5W (o que a empresa chama de “carregamento rápido sem fio”). Obviamente, para aproveitar esse futuro benefício, você necessariamente terá que ter uma base que oferece minimamente 7,5W, então fique ligado nessa especificação caso compre uma.

Eu considero a tecnologia algo legal, mas na maioria dos casos ainda prefiro a opção de plugar o cabo no aparelho pois, assim, ainda consigo utilizá-lo enquanto está recarregando. A opção de carregamento sem fio, a meu ver, é ótima para uma ou outra situação, como colocar o telefone na mesa de cabeceira antes de dormir. Nos Estados Unidos e em alguns outros países, algumas cafeterias, restaurantes e aeroportos já oferecem bases sem fio para que seus clientes utilizem, o que é ótimo. Além disso, muitos carros por lá já contam com esse tipo de tecnologia (a própria Apple tratou de listar os compatíveis com o iPhone nesta página de suporte).

Aos poucos, o carregamento sem fio vai sendo abraçado por todos e se tornando algo relevante. Com a chegada da Apple, a tendência é que isso se acelere ainda mais.

COMPARATIVO DE RECARGA

Há diversas formas de recarregar um iPhone: conectado ao computador, com o adaptador de 5W que acompanha o produto, com o de 10W ou 12W que acompanha os iPads1, com a fonte de alimentação de um MacBook (29W) ou MacBook Pro de 13″ e 15″ (61W ou 87W) ou, é claro, com uma base sem fio.

A fim de matar a sua curiosidade sobre o desempenho desses métodos de carregamento, nós fizemos alguns testes com diferentes carregadores.

Vale notar que a bateria de íons de lítio da Apple carrega mais rápido até chegar a 80% da sua capacidade. Ao atingir esse estágio, ela muda para carga mais lenta. Segundo a Apple, esse comportamento permite que você volte logo a usar o dispositivo como também aumenta a vida útil da bateria.

Confira o gráfico dos nossos testes abaixo:

Gráfico de testes de recarga do iPhone 8 Plus

É importante notar que em todos os testes o iPhone ficou em repouso enquanto recarregava, com tudo ligado normalmente mas com a tela apagada na maior parte do tempo (por conta da conexão com o Apple Watch). O que eu quero dizer, é: o aparelho não estava em Modo Avião, nem nada. Ainda assim, evitamos ao máximo utilizar o aparelho enquanto ele estava sendo recarregado.

Observe que a recarga usando o adaptador do MacBook Pro (no nosso caso foi um de 87W, mas o resultado provavelmente teria sido o mesmo com adaptadores de 29W ou 61W) foi obviamente o que deu a recarga inicial mais rápida, porém ele atingiu 100% no mesmo tempo que o adaptador de 12W do iPad Pro. Ou seja, você não conseguirá ir de 0% a 100% em menos de 2h — ao menos não no caso do iPhone 8 Plus, que foi o aparelho que usamos nos testes. Não tínhamos um iPhone 8 em mãos para comparar.

Com essa informação, você agora pode escolher qual é a melhor forma de recarregá-lo. 😉

Câmeras frontal e traseiras

FOTOS

Aqui é, inegável e novamente, onde o iPhone Plus brilha! Infelizmente nós não temos um Galaxy S8, um Note8 ou um Pixel 2 (os mais badalados da concorrência) para comparar2; por outro lado, é interessante focar apenas no comparativo com a geração passada, o iPhone 7 Plus, já que assim temos a real noção do upgrade.

Antes, contudo, vale ressaltar aqui o que de fato mudou do aparelho de 2016 para o de 2017. Focando nas especificações técnicas das câmeras, temos pouquíssimas mudanças, veja só:

iPhone 7iPhone 7 PlusiPhone 8iPhone 8 Plus
Câmera de 12MPCâmeras de 12MP com lentes grande-angular e teleobjetivaCâmera de 12MPCâmeras de 12MP com lentes grande-angular e teleobjetiva
Abertura ƒ/1.8Grande-angular: abertura ƒ/1.8
Teleobjetiva: abertura ƒ/2.8
Abertura ƒ/1.8Grande-angular: abertura ƒ/1.8
Teleobjetiva: abertura ƒ/2.8
Estabilização óptica de imagemEstabilização óptica de imagemEstabilização óptica de imagemEstabilização óptica de imagem
Zoom digital até 5xZoom óptico; zoom digital até 10xZoom digital até 5xZoom óptico; zoom digital até 10x
Captura de ampla tonalidade de cores para fotos e Live PhotosCaptura de ampla tonalidade de cores para fotos e Live PhotosCaptura de ampla tonalidade de cores para fotos e Live PhotosCaptura de ampla tonalidade de cores para fotos e Live Photos
Flash True Tone de quatro LEDsFlash True Tone de quatro LEDsFlash True Tone de quatro LEDs com sincronização lentaFlash True Tone de quatro LEDs com sincronização lenta
Modo RetratoModo Retrato
Modo Iluminação de Retrato

Não mudou nada quase nada, né? Engano seu! De acordo com a Apple, os novos iPhones utilizam um um novo sensor que, aliado à potência do chip A11 Bionic, facilita e automatiza técnicas fotográficas avançadas para que qualquer um consiga fotografar com qualidade. Segundo a empresa, o chip ajuda a câmera a entender uma cena (elementos, movimento e iluminação) a fim de melhorar as fotos antes mesmo do clique. Ele também oferece processamento avançado de pixels, ampla tonalidade de cores, foco automático mais rápido e fotos HDR melhores (você deixa no automático e nem precisa se preocupar com isso pois agora ele está muito rápido, mesmo)!

Sobre o modo Retrato do iPhone 8 Plus, ele conta com detalhes mais nítidos, desfoque de fundo mais natural, melhor desempenho com pouca luz e flash sempre que você precisar. De novidade, mesmo, temos o Modo Iluminação de Retrato, no qual é possível replicar efeitos criados em estúdio como: Luz Natural (o modo Retrato tradicional que já conhecemos), Luz de Estúdio (o rosto aparece iluminado e em destaque), Luz de Contorno (sombras destacadas com áreas de alta e baixa luminosidade), Luz de Palco (o rosto aparece em destaque contra um fundo escuro) e Luz de Palco Mono (igual à Luz de Palco, mas no clássico preto e branco).

Na prática, o que podemos comprovar é que o Modo Retrato realmente melhorou e que o Modo Iluminação de Retrato, quando funciona — estamos falando de um recurso em fase beta, que ainda será bastante aprimorado —, é simplesmente incrível!

Abaixo vocês podem conferir algumas imagens comparativas (Retrato) e demonstrativas do novo recurso (Iluminação de Retrato):

Modo Retrato | iPhone 8 Plus vs. iPhone 7 Plus
Clique/toque nas imagens para ampliá-las.

Modo Iluminação de Retrato | iPhone 8 Plus
Clique/toque nas imagens para ampliá-las.

O efeito Luz de Palco certamente é o mais dramático de todos, mas não funciona bem em todos os casos. Particularmente, não achei o exemplo acima muito bom — por isso coloco a seguir um outro mais bacana, para que vocês vejam a diferença:

Exemplo de Luz de Palco no iPhone 8 Plus

Outra pequena, mas interessante novidade dos iPhones 8, 8 Plus e X são as vertentes animadas das Live Photos, sendo possível editar uma foto para que ela entre num loop infinito, fique indo para frente e para trás ou utilize a longa exposição para dar um efeito muito legal em fotos com cachoeira, fogos de artifício, etc.

Mais uma boa notícia: graças à nova tecnologia de compressão HEIF, tanto as Live Photos quanto as fotos normais agora mantém a mesma qualidade ocupando praticamente metade do tamanho do arquivo — nós fizemos um artigo completo explicando tudo sobre esse novo formato, vale a pena conferir.

Este nosso vídeo demonstra como funcionam os novos efeitos de Live Photos nos iPhones 8/8 Plus:

Se as coisas melhoraram no modo Retrato, é claro que melhoraram também nas fotos “normais” (sombras, contrastes, balanço de cores, etc.). O grande destaque, na minha opinião, vai para as fotos com baixa iluminação e com flash. Esse novo flash do iPhone 8 com sincronização lenta está simplesmente incrível, tornando as fotos muito mais naturais e reais. Segundo a Apple, ele “combina baixa velocidade de obturação com um pulso estroboscópico curto”, sendo muito útil para destacar o primeiro plano sem ocultar o fundo. E, graças ao flash True Tone de quatro LEDs que oferece iluminação até 40% mais uniforme, você consegue fotos com menos “estouro” de luz.

Fotos noturnas sempre foi algo que me incomodou em smartphones mas, agora, ao menos com esse novo sistema de flash do iPhone 8 Plus, a Apple está começando a resolver esse problema.

Fotos com flash | iPhone 8 Plus vs. iPhone 7 Plus
Clique/toque nas imagens para ampliá-las.

Outras fotos noturnas, sem flash:

Fotos sem flash | iPhone 8 Plus vs. iPhone 7 Plus
Clique/toque nas imagens para ampliá-las.

Abaixo, mais alguns comparativos que cobrem situações diversas:

Câmera iSight | iPhone 8 Plus vs. iPhone 7 Plus
Clique/toque nas imagens para ampliá-las.

As coisas melhoraram até mesmo na câmera FaceTime HD (frontal), que eu particularmente utilizo muito pouco — até por não ser um fã de selfies.

Câmera FaceTime HD | iPhone 8 Plus vs. iPhone 7 Plus
Clique/toque nas imagens para ampliá-las.

VÍDEOS

No quesito vídeos, as coisas mudaram um pouco:

iPhone 7iPhone 7 PlusiPhone 8iPhone 8 Plus
Gravação de vídeo 4K a 30qpsGravação de vídeo 4K a 30qpsGravação de vídeo 4K a 24qps, 30qps ou 60qpsGravação de vídeo 4K a 24qps, 30qps ou 60qps
Gravação de vídeo HD de 1080p a 30qps ou 60qpsGravação de vídeo HD de 1080p a 30qps ou 60qpsGravação de vídeo HD de 1080p a 30qps ou 60qpsGravação de vídeo HD de 1080p a 30qps ou 60qps
Estabilização óptica de imagem para vídeoEstabilização óptica de imagem para vídeoEstabilização óptica de imagem para vídeoEstabilização óptica de imagem para vídeo
Zoom digital até 3xZoom óptico; zoom digital até 6xZoom digital até 3xZoom óptico; zoom digital até 6x
Vídeo em câmera lenta de 1080p a 120qps e 720p a 240qpsVídeo em câmera lenta de 1080p a 120qps e 720p a 240qpsVídeo em câmera lenta de 1080p a 120qps ou 240qpsVídeo em câmera lenta de 1080p a 120qps ou 240qps
Vídeo em time-lapse com estabilizaçãoVídeo em time-lapse com estabilizaçãoVídeo em time-lapse com estabilizaçãoVídeo em time-lapse com estabilização

Segundo a Apple, os iPhones 8 e 8 Plus contam com um codificador de vídeo que processa imagens em tempo real para obter a qualidade ideal. E a compressão HEVC ajuda a criar vídeos com a mesma qualidade e metade do tamanho do arquivo. A estabilização avançada de vídeo utiliza um sensor novo e maior além do processador de imagens para deixar tudo mais estável. Já a estabilização óptica de imagem está lá para reduzir os borrões em vídeos com pouca luz, mesmo se a sua mão tremer.

Assim como nas fotos, é perceptível a melhora nos vídeos — principalmente no câmera lenta, que agora conta com a opção de 240qps a 1080p. Também é incrível imaginar que um smartphone já é capaz de filmar a 4K com 60qps.

Confira alguns comparativos:

Se você é como eu e utiliza o iPhone como a sua única câmera, este é um upgrade que sem dúvida vale a pena fazer — ou não, já que falaremos entre as diferenças entre o iPhone 8 Plus e o X mais abaixo. 😜

iOS 11

Antigamente, era bem comum os novos iPhones chegarem ao mercado com recursos do iOS exclusivo deles. A Siri, por exemplo, é um recurso de software que só estava disponível no iPhone 4s (foi, inclusive, a grande novidade do aparelho). No ano passado, com o iOS 10, a única diferença nesse sentido foi a chegada do recurso “Elevar para Despertar” (“Raise to Wake”), que veio junto dos iPhones 7/7 Plus mas também foi liberado para os iPhones 6s/6s Plus. Neste ano, a única novidade exclusiva — e apenas para o iPhone 8 Plus (se deixarmos o iPhone X de lado por enquanto) — é o Modo Iluminação de Retrato, já comentado acima.

De resto (as novas animações das Live Photos, os novos filtros, a nova App Store, o visual “novo” do Mensagens, a nova Siri, o novo Apple Music, o AirPlay 2, a nova Central de Controle, o Não Perturbe Enquanto Dirige, as novidades nos Mapas3, a nova configuração automática de dispositivos, etc.), tudo está disponível para usuários de aparelhos de gerações passadas como os iPhones SE, 6s/6s Plus e 7/7 Plus.

Vale notar algo que eu curti muito no iOS 11 dos iPhones Plus: a possibilidade de colocar o teclado espremido em um dos cantos da tela para conseguir digitar com uma mão só. Para quem não tem mãos enormes, como eu, e prefere ter um iPhone de 5,5 polegadas, essa é uma ótima forma de tornar o telefone mais “usável”.

Por outro lado, eu não gostei nada da forma como a Apple implementou o teclado virtual em modo paisagem no novo sistema (não aproveitando todo aquele espaço lateral ao excluir diversos botões que eram uma mão na roda em alguns casos):

Teclado do iOS 11/iPhone 8 Plus na horizontal

Também não entendo a cisma dela em continuar não agrupando as notificações de um mesmo aplicativo (manter um balão para cada mensagem que você recebe no WhatsApp, por exemplo, é um crime contra o aproveitamento de espaço).

Mas eu também curti bastante a integração do app Arquivos (Files) com serviços externos como Dropbox e Google, e a possibilidade de ter, e um só local, todos os nossos documentos. Infelizmente, você precisa desabilitar a proteção por senha nos aplicativos desses serviços para ter acesso a eles no app Arquivos (o que eu considero uma falha de segurança) — quem sabe a Apple consiga corrigir isso numa futura atualização.

No mais, acredito que a experiência com o iOS 11 no iPhone 8 Plus ainda está um pouco engasgada (especialmente na nova App Store). Nada que prejudique demais a usabilidade, mas com a gente sabe que o os novos iPhones são incrivelmente potentes do ponto de vista computacional, claramente estamos falando de problemas e otimizações de software que deverão ser corrigidos no iOS 11.1 (ao menos os relatos apontam para isso).

Outros pontos

iPhone 8 Plus prateado e iPhone 8 dourado com água

Muita coisa nos iPhones 8/8 Plus de fato continuam exatamente iguais às dos iPhones 7/7 Plus, como o Touch ID que não é um botão de verdade, resistência a água e poeira (selo IP67), ausência da saída de 3,5mm… tirando o detalhe do novo corpo de vidro e a nova cor dourada (que mais parece um ouro rosa), a experiência visual e tátil nos novos aparelhos é bastante similar ao que tivemos no ano passado — o que é desanimador para algumas pessoas que buscam novidades.

Para essas, eu não tenho dúvidas de que o iPhone X faz muito mais sentido. E por falar nele…

iPhone 8 Plus vs. iPhone X

Vamos aos principais diferenciais técnicos entre os dois modelos:

CaracterísticasiPhone 8 PlusiPhone X
TelaTela Retina HD
LCD de 5,5″ com IPS
1920×1080 pixels a 401ppp
Proporção de contraste: 1.300:1
Tela Super Retina HD
OLED de 5,8″ com HDR
2436×1125 pixels a 458ppp
Proporção de contraste: 1.000.000:1
Dimensões (AxLxE)/peso158,4×78,1×7,5mm/202g143,6×70,9×7,7mm/174g
Câmera traseiraGrande-angular de 12MP; abertura ƒ/1.8
Teleobjetiva de 12MP; abertura ƒ/2.8
Estabilização óptica de imagem (grande-angular)
Zoom óptico; zoom digital até 10x
Captura de ampla tonalidade de cores para fotos e Live Photos
Flash True Tone de quatro LEDs com sincronização lenta
Modo Retrato
Iluminação de Retrato (versão beta)
Grande-angular de 12MP; abertura ƒ/1.8
Teleobjetiva de 12MP com abertura ƒ/2.4
Estabilização óptica de imagem (ambas as câmeras)
Zoom óptico; zoom digital até 10x
Captura de ampla tonalidade de cores para fotos e Live Photos
Flash True Tone de quatro LEDs com sincronização lenta
Modo Retrato
Iluminação de Retrato (versão beta)
Câmera frontalCâmera FaceTime HD
Fotos de 7MP; abertura ƒ/2.2
Flash Retina
Captura de ampla tonalidade de cores para fotos e Live Photos
Gravação de vídeo HD de 1080p
Câmera TrueDepth
Fotos de 7MP; abertura ƒ/2.2
Flash Retina
Captura de ampla tonalidade de cores para fotos e Live Photos
Gravação de vídeo HD de 1080p
Modo Retrato
Iluminação de Retrato (versão beta)
Animoji
AutenticaçãoTouch ID (sensor de impressão digital de 2ª geração integrado ao botão de Início)Face ID (reconhecimento facial por meio da câmera TrueDepth)
Reprodução de vídeoCompatível com Dolby Vision e HDR10HDR com cont. Dolby Vision e HDR10
BateriaRecarga sem fio (carregadores padrão Qi)
Tempo de conversação*: até 21 horas
Uso da internet: até 13 horas
Reprodução de vídeo*: até 14 horas
Reprodução de áudio*: até 60 horas
Carga rápida: até 50% em 30 minutos
Recarga sem fio (carregadores padrão Qi)
Tempo de conversação*: até 21 horas
Uso da internet: até 12 horas
Reprodução de vídeo*: até 13 horas
Reprodução de áudio*: até 60 horas
Carga rápida: até 50% em 30 minutos

(*) Com fones de ouvido sem fio.

Nós ainda não pegamos um iPhone X nas mãos e, por isso, é complicado opinar sobre um aparelho ainda desconhecido. Não sabemos se a tela OLED dele é realmente isso tudo, se o Face ID funciona perfeitamente, se a bateria é mesmo tão próxima assim à do iPhone 8 Plus como a Apple promete4, se os Modos Retrato e Iluminação de Retrato da câmera frontal funcionam perfeitamente, se os Animojis serão mesmo algo bacana e divertido de se usar, entre outras coisas.

Por isso, fica bem complicado opinar em relação a essas diferenças que hoje estão apenas no papel. Teremos, é claro, um review completo do iPhone X como este daqui a algumas semanas.

Conclusão

Por incrível que pareça, o tamanho do iPhone Plus ainda me incomoda. Ele é “trambolhudo” demais; por outro lado, eu realmente não me vejo mais usando o modelo e 4,7″, apesar de achar o tamanho físico dele (não da tela) algo sensacional.

Vale a pena investir especificamente no iPhone 8 Plus? Ainda que tenha falhas, estamos falando de um baita aparelho. O problema é a concorrência interna da Apple, que torna a decisão mais complicada. Explico: para quem quer ter aquela experiência de novamente abrir uma caixa e se deparar com um telefone completamente novo, sem dúvida nenhuma o iPhone X é a melhor opção; agora, se você não liga tanto para isso, não quer abrir mão do já tradicional e altamente confiável Touch ID (e do botão de Início que, querendo ou não, serve como um “botão de pânico” para qualquer coisa, já que basta apertá-lo para voltar à Tela Inicial), quer “economizar” (o iPhone X é definitivamente o aparelho mais caro que você pode adquirir atualmente) e ainda assim ter um ótimo aparelho em mãos, o iPhone 8 Plus é o seu telefone.

iPhones X, 8 Plus e 8

Mas eu poderia falar basicamente a mesma coisa do iPhone 7 Plus, não é mesmo? Ele não conta com algumas novidades do iPhone 8 Plus (chip A11 Bionic, recarga rápida/sem fio, Modo Iluminação de Retrato, entre algumas poucas outras coisas). Contrapondo esses contras, ele tem um corpo de alumínio (ótimo para quem é desastrado e deixa o aparelho cair com uma certa frequência) e, ainda que seja inferior à do 8 Plus, a câmera dupla dele faz um trabalho incrível — e você ainda economiza mais dinheiro ao optar por ele.

A avaliação, nesse caso, é bem pessoal. A ideia deste review é explanar o máximo possível dos detalhes do iPhone 8 Plus para que você tenha o embasamento necessário e tome a decisão por conta própria. 😊

Os iPhones 8/8 Plus estão neste momento em período de pré-venda em redes varejistas e operadoras. Seu lançamento oficial no Brasil ocorrerá na próxima sexta-feira, dia 3 de novembro.

·   •   ·

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Notas de rodapé

  1. Se você comprar o iPad no Brasil, ele vem com um adaptador de 10W; nos Estados Unidos e em alguns outros países, ele vem com um de 12W.
  2. Samsung e Google, podem nos enviar os aparelhos para realizarmos esses testes, se quiserem; eles serão muito bem-vindos! 😬
  3. Que infelizmente não envolvem o Brasil.
  4. Ainda que ela seja menor, a tela OLED deve gastar menos energia e compensar isso de alguma forma.

Prós

  • As câmeras (traseiras), como sempre;
  • A sincronização lenta do flash faz toda a diferença;
  • O vidro traseiro deixa o aparelho mais elegante.

Contras

  • Base do design repetida;
  • Bordas/margens grossas em volta da tela;
  • Aparelho frágil, todo feito de vidro.
NOTA
9,2
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