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Mozilla lança nova versão Quantum do Firefox com a missão de seduzir de volta os usuários do Chrome


Há menos de dois meses, a Mozilla anunciou uma renovação para o Firefox — o navegador que, até uns sete anos atrás, era o favorito de todo mundo que não usava o Safari (no Mac) ou o Internet Explorar (nos PCs) e foi rapidamente suplantado pela besta formidável chamada Google Chrome. A ideia era tornar o browser mais leve e rápido, dissipando a imagem de “burro de carga emperiquitado” que o Firefox adquiriu nos últimos anos, e quem sabe conquistar de volta uma parcela do público que o abandonou.

Agora, a versão 57 do navegador — tão diferente que recebeu até um nome especial: Firefox Quantum — está oficialmente disponível para download.

A começar pelas melhorias de desempenho e performance, a Mozilla afirma que o novo Firefox utiliza 30% menos memória que o Chrome; a arquitetura de múltiplos processos permite que o conteúdo de cada aba seja carregada de forma independente (desta forma, caso uma das páginas abertas “quebre”, não é necessário reiniciar o navegador). Falando desta maneira, não parece que há nenhuma novidade — o Safari e o próprio Chrome já funcionam assim há anos. A diferença que a Mozilla promete aqui é um sistema inteligente de delegação de processos que junta múltiplas abas sob um mesmo “teto” e, assim, economiza memória.

Em termos de novidades visuais, a versão 57 do browser ganhou um banho de loja e está mais “plana”, limpa e quadrada, seguindo todas as tendências do design de 2017. Alguns recursos interessantes adicionados aqui incluem uma ferramenta nativa para tirar screenshots de páginas, uma biblioteca renovada de histórico e favoritos, e uma funcionalidade que diminui os pedidos de rastreamento dos sites visitados, aumentando a velocidade de carregamento das páginas. A versão também suporta a tecnologia WebVR, para sites que queiram entrar no mundo da realidade virtual.

É bom notar que, por conta das profundas mudanças, algumas das extensões para o navegador — aquelas escritas em XUL — deixaram de funcionar na nova versão e passam a ser chamadas de “Legacy Extensions”. O Firefox indicará ao usuário uma alternativa próxima para que ele não fique sem a funcionalidade.

O Firefox Quantum já está disponível para download para os usuários de macOS, Windows e Linux. Quem já tem o navegador baixado receberá a atualização automaticamente. Os que já testaram podem deixar suas experiências abaixo nos comentários e dizer: ainda há chance para a Raposa de Fogo reconquistar sua relevância?

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