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Em breve, Safari substituirá GIFs por vídeos de verdade — melhorando a performance e economizando dados no processo


Os GIFs (graphics interchange format, ou formato para intercâmbio de gráficos) são a alma da internet. Que atire a primeira pedra quem nunca passou algumas boas horas, que poderiam ser utilizadas para produtividade plena, vendo GIFs de gatinhos na grande rede mundial de computadores. Todos amam GIFs, é inegável. Ou melhor, quase todos: programadores e desenvolvedores têm sérios problemas com o formato.

Por que? Simples: ele é pesado, tem uma qualidade péssima e compromete a performance de qualquer navegador ou aplicativo que o exiba. Agora, alguns desenvolvedores ao redor do mundo têm um plano para matar o formato e substituí-lo por uma forma melhor de ver conteúdos animados na internet: vídeos.

Quem explicou foi o engenheiro de software e CTO1 da Cloudinary (empresa de hospedagem de imagens), Colin Bendell, em um artigo na Planet Performance. Ele é um dos principais nomes de um grupo de programadores que propõe uma nova forma de mostrar animações inline em sites ou artigos de blogs.

Toda a explicação está contida no texto de Bendell, mas, basicamente, a ideia é limar os GIFs e, em vez disso, criar um código img src=.mp4 que permitirá a exibição de vídeos nas páginas das mesmas formas que vemos as famosas imagens animadas — ou seja, sem controles, sem som, com reprodução automática e em loop. Como os vídeos possuem um tamanho muito menor que um GIF (aproximadamente 14x) e podem ser decodificados 7x mais rápido, isso proporcionaria uma redução significativa de dados e maior velocidade no carregamento das páginas.

O desenvolvedor Jer Noble, que trabalha na área de áudio e vídeo do desenvolvimento do WebKit (motor gráfico do Safari), na Apple, implementou o código no Safari Technology Preview e as diferenças foram assustadoras. Enquanto o artigo de Bendell pesava 46MB rodando no Google Chrome, no navegador beta da Maçã este número caiu para meros 2MB. Impressionante, não é mesmo?

O melhor é que a inclusão da tecnologia no browser de testes da Apple indica que ele será o primeiro a oferecer a funcionalidade para todos os usuários — ainda não há uma data específica para a chegada dela, mas fica a torcida para que seja breve. De qualquer forma, o importante é que todos os criadores de navegadores adotem o recurso o quanto antes para que webdesigners e criadores de conteúdo online possam tirar proveito dele (afinal, seria contraproducente aplicar o código somente para uma porcentagem minúscula da audiência).

Programadores que nos leem, é a vossa vez: o que acham da novidade? Deixem suas impressões logo abaixo!

via Daring Fireball

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