Review: Fire TV Stick, da Amazon, é uma opção de set-top box compacta e bem em conta!


Aos poucos, a Amazon vem trazendo seus produtos para o mercado brasileiro e, no último 21 de novembro, chegou a terras tupiniquins uma aposta da empresa que veio competir com a Apple TV e o Chromecast: o Fire TV Stick.

Em se tratando de similaridades, todas as três opções têm como intenção transformar a sua TV em algo mais inteligente, tornando-a uma estação que abriga conteúdos variados — principalmente em vídeo e áudio.

Na aparência, o Fire TV Stick se aproxima mais ao Chromecast, um pequeno dispositivo que se parece com um pendrive. Em funcionalidade, a aposta do Google é basicamente um receptor que depende de uma conexão com um smartphone/tablet e de uma rede Wi-Fi para funcionar; por isso, nesse quesito, a aposta da Amazon se iguala à Apple TV, já que existe de fato um sistema que o torna independente, com apps próprios e até um controle remoto.

Agora que você sabe o que exatamente é o Fire TV Stick, acompanhe abaixo os detalhes e a minha opinião sobre ele, de acordo com uma experiência de duas semanas com o dispositivo. A todo momento, procurei compará-lo ao Chromecast (primeira geração) e à Apple TV (terceira geração) pois são os aparelhos que tenho, porém não custa colocar nesse bolo a Apple TV de quarta geração, por seus atributos mais aproximados ao Stick.

Sem mais delongas, vamos lá!

Componentes da caixa e especificações

Na embalagem — muito bem arrumadinha, por sinal —, encontramos: o Fire TV Stick (com saída HDMI e Micro-USB para carregar), o controle remoto (que arranha bem facilmente), um cabo USB, um adaptador de tomada, um cabo extensor HDMI e duas pilhas AAA (comuns) da própria Amazon para o controle. Além de, é claro, dois pequenos manuais.

Tudo o que vem na caixa do Fire TV Stick

Internamente, o dispositivo conta com 8GB para armazenamento (sendo somente 5,94GB realmente disponíveis para instalação de apps, já que o restante está com o sistema), 1GB de RAM1 e processador ARM com quatro núcleos de 1,3GHz.

Ele tem conexão Bluetooth 4.1, Wi-Fi 802.11a/b/g/n/ac, suporta áudio Dolby 5.1 e vídeos de até 1080p a 60qps, além de ser compatível com diversos formatos de áudio (MP3, MIDI e mais) e fotos (JPEG, GIF e mais).

Fazendo um rápido parêntese aqui, vale notar que há métodos não-oficiais de expandir o armazenamento do dispositivo, com a ajuda de um hub USB (OTG) o qual permite não só alimentar o Stick pela porta, como conectar outros dispositivos por USB-A, como pendrives e até HDDs externos — o que aumenta (e muito) o armazenamento. Entretanto, não é uma opção nativa ou encorajada pela empresa.

O sistema operacional Fire OS

Assim como em outros dispositivos da Amazon, o Fire TV Stick roda uma versão modificada do Android, batizada de Fire OS. Por se tratar de um aparelho com esse sistema operacional, a flexibilidade é um pouco maior do que, por exemplo, o tvOS, presente nas Apple TVs. Entretanto, a empresa fez umas mudanças no sistema que podem desagradar usuários mais básicos como, por exemplo, a disponibilidade de aplicativos.

Fire TV Stick

A loja utilizada pelo dispositivo é a própria da Amazon, o que significa que você não pode acessar todos os apps que já comprou pelo Google Play, tendo que baixar e adquirir novamente os que quiser. Além disso, a loja é extremamente capada no sentido de ter apenas os apps/jogos mais famosos (veja aqui a lista completa). Em uma comparação infame, parece até a loja do Windows Phone e seus diversos apps desconhecidos ou alternativos aos mais famosos.

A organização do sistema, em si, é bacana. Os aplicativos instalados podem ser acessados facilmente e a navegação também é boa. Entretanto, um dos problemas é o fato de sequer ser possível pesquisar por apps; você somente os encontra indo em “Categorias” e garimpando — é claro, os mais populares estão sempre mais à mostra e são recomendados na tela inicial, também. Mas você pode sempre buscar e obter os apps diretamente no site.

Fire TV Stick

No fim das contas, já que estamos falando do Android, a “porta de trás” é facilmente acessada e os mais aventureiros podem, sim, conseguir executar além do que é permitido pela Amazon. Mas, como queremos analisar o dispositivo da forma que ele vem de fábrica, diria que este é um ponto negativo pela falta de apps e por se tratar de uma loja totalmente diferente e desconectada do Google Play.

Já um ponto positivo de ser Android é a facilidade com que dispositivos Bluetooth (gamepads, fones de ouvido e até teclados e mice) podem ser emparelhados a ele. De um modo geral, o sistema roda bem fluidamente, o que é ótimo!

Instalação

A instalação do Fire TV Stick na TV foi bastante tranquila e muito fácil de configurar.

Fire TV Stick

Conecte primeiramente uma extremidade do cabo USB conectado no dispositivo e, a outra, no adaptador de tomada e ligue-o na energia. Então, conecte o Fire TV Stick na porta HDMI da TV; se preferir, conecte o dispositivo na extensão HDMI e, então, conecte o cabo à TV.

É possível, ainda, conectar a extremidade da USB no Mac ou até na própria TV (isto é, sem ser preciso conectar no adaptador de tomada), porém pode ser que você receba a mensagem de que não há energia suficiente. Se a energia for realmente menor do que a necessária, talvez o dispositivo não ligue ou, como mostra a imagem abaixo, ele tente otimizar o sistema — se optar por essa maneira, lembre-se que ele não operará em seu potencial máximo, mas ainda funcionará bem.

Fire TV Stick energia

Quando tudo estiver ok com a energia, o Fire TV Stick provavelmente iniciará. Mas antes de ir para os “finalmentes”, lembre-se de colocar as pilhas no controle remoto e pressionar o botão com o desenho de uma casa para emparelhar. Tudo certo? Agora basta apenas escolher o idioma, entrar na rede Wi-Fi da sua casa e pronto, você estará na tela inicial.

Será preciso fazer login na Amazon, então se você ainda não tiver uma conta, vá até outro dispositivo e acesse o site para criar uma; se já tiver, basta digitar o seu email/a sua senha.

Para instalar algum app, será preciso que você tenha necessariamente um cartão vinculado à sua conta e que a opção de compra “1-Clique” esteja ativada. Para isso, vá até o site da Amazon, depois em Sua Conta » Mais formas de pagamento » Configurações de 1-Clique e ative essa opção.

Uma dica bastante supimpa, aqui: logo que se conectar à rede Wi-Fi e logar na Amazon, você poderá baixar no seu smartphone o app de controle remoto do Fire TV Stick, que é bastante parecido com o da Apple TV.


Ícone do app Amazon controle remoto Fire TV

Amazon controle remoto Fire TV

de AMZN Mobile LLC

Compatível com iPadsCompatível com iPhones
Versão 1.0.17 (27 MB)
Requer o iOS 7.0 ou superior

Grátis

Badge - Baixar na App Store

Código QR Código QR

Screenshot do app Amazon controle remoto Fire TVScreenshot do app Amazon controle remoto Fire TVScreenshot do app Amazon controle remoto Fire TVScreenshot do app Amazon controle remoto Fire TVScreenshot do app Amazon controle remoto Fire TV

Assim, você poderá acessar o teclado diretamente do celular em vez de precisar catar letra por letra no controle, o que vai agilizar o login em outros apps, se for preciso.

Conteúdos em vídeo

Fire TV Stick - Amazon Prime Video

Vamos ao que realmente interessa, o conteúdo em vídeo! Ainda que esse dispositivo aceite variados tipos de apps, o maior motivo (ou um dos) para querer adquiri-lo é, sem dúvida, a maneira de acessar vídeos facilmente. Vou me focar, entretanto, apenas nos apps principais: Amazon Prime Video, YouTube e Netflix; todos são bons em termos de reprodução dos vídeos, mas vamos analisar os apps no dispositivo.

A assinatura do serviço de streaming da Amazon custa, aqui no Brasil, R$14,90 por mês, mas os primeiros seis meses saem por R$7,90! Se você quiser testar e ver os títulos disponíveis, pode fazer isso gratuitamente por uma semana somente, mas é preciso já cadastrar o seu cartão (e você será cobrado automaticamente, então fique ligado).

Tela inicial do Fire TV Stick

Tela inicial do Fire TV Stick

Pensando que o app do serviço está “em casa” no Fire TV Stick, eu o achei bastante fraquinho. As informações e até o idioma dos filmes ficam no menu do filme, antes de iniciá-lo. Uma vez que o vídeo está sendo reproduzindo, você só consegue ligar ou desligar a legenda e mudar a sua aparência, sem possibilidade de modificar o idioma ou o áudio, algo que é possível tanto no mesmo app para Apple TV ou no app do Netflix no Fire TV Stick. Outro problema: não é possível mandar vídeos reproduzirem a partir do app no iOS (como é possível fazer nos apps do YouTube e Netflix, por exemplo) tocando naquele ícone parecido com o do Chromecast.

A busca por termos eu achei meio duvidosa: ao tentar buscar por “musical”, apareceram alguns títulos nada a ver, como séries de drama (“The Good Wife”) e outras bem fora da curva; ao procurar exatamente pelo título, a busca também me mostrou conteúdos aleatórios. Um ponto positivo que curti foi a possibilidade de, já na tela de navegação, ser possível tocar em um botão no controle (o “Menu”, com ícone de três tracinhos) para adicionar títulos à lista — mais rápido do que ter que entrar em cada título!

Netflix no Fire TV Stick

Já o Netflix e o YouTube têm uma experiência parecida com os seus apps em outras plataformas. O Netflix tem um visual bacana, bastante semelhante ao da Apple TV de quarta geração (e mais bonito do que a set-top box de terceira geração) e o do YouTube tem pontos fortes e fracos.

Com um visual mais Android, o menu com as diferentes abas ficam no lado esquerdo e acaba sendo mais fácil acessar as opções de forma organizada. Outros pontos muito bacanas são a possibilidade de curtir (dar “like”), acessar as telas finais (end-screens, os botões de vídeos recomendados e de se inscrever no canal que aparecem no final dos vídeos) e colocar vídeos em fila (permitindo que vários usuários adicionem vídeos à lista de reprodução), tarefas impossíveis em todas as Apple TVs.

YouTube no Fire TV Stick

A parte de inscrições, entretanto, é sofrível: para quem está acostumado com a fácil navegação entre os canais nas Apple TVs, no Fire TV Stick é necessário passar um por um (em ordem alfabética) até que apareça o que você quer, já que os quadrados ficam imensos na tela. Para achar o canal do MacMagazine, por exemplo, você teria que navegar por todas as letras até chegar ao “M”, lá no final. Outro problema foi que eu não consegui reproduzir nenhum dos filmes comprados no Google Play (como é possível fazer nas Apple TVs) — aparentemente isso não é compatível.

Ainda assim, estaria tudo ótimo se não fosse um grande porém: o Google anunciou que vai retirar o app do YouTube dos sistemas da Amazon, já que nenhum de seus produtos são vendidos na sua grande loja…

Eis o aviso que apareceu:

Aviso do YouTube no Fire TV Stick

Já que há rumores de que os produtos voltarão a ser vendidos na Amazon, esperamos que essa “ida” do app não seja para sempre!

De qualquer maneira, muitos desses fatores estão assim mais por conta dos desenvolvedores do que pelo potencial do próprio dispositivo. Mesmo assim, eu achei interessante pontuar isso para vocês pois são quesitos que podem pesar na escolha entre as set-top boxes.

Outros apps disponíveis no Fire TV Stick são: Plex, Chrunchyroll, TED, Facebook Videos, Vimeo e VEVO. O VLC para Android também está disponível e eu consegui até acessar áudios e vídeos do meu Mac por ele (pela rede), então é uma boa pedida se você quiser acessar conteúdos que estão na sua máquina.

Infelizmente, nada de HBO GO (como já temos na Apple TV de quarta geração e no Chromecast) ou apps brasileiros como Globo Play, também disponível nos outros dispositivos concorrentes. É verdade que a Apple TV de terceira geração também ficou de fora dessas novidades, porém ainda é possível reproduzir vídeos desses serviços com a ajuda do AirPlay.

Outra impossibilidade em termos de vídeo é com conteúdos do iTunes; é basicamente impossível reproduzi-los nativamente, a não ser que você queira entrar no submundo das gambiarras (converter os arquivos) para fazer funcionar ou tentar utilizar alternativas que simulam o AirPlay (mais sobre isso no tópico “Espelhamento”, logo abaixo).

Conteúdos em áudio

Fire TV Stick

Outro bom uso para as set-top boxes são os conteúdos em áudio (músicas, podcasts e afins). E, aqui, a coisa também está um pouco escassa.

Quem utiliza o Spotify, o Deezer ou até o YouTube para acessar músicas está a salvo e pode comemorar, pois todos os três apps estão disponíveis no Fire TV Stick. Entretanto, quem assina o Apple Music pode esquecer: não há app próprio e não existe uma maneira de enviar a reprodução para o dispositivo, a não ser por métodos penosos ou, novamente, por uma alternativa que simula o AirPlay.

Se você gosta de podcasts e achou que, por rodar o sistema Android, você veria diversas opções de apps, está enganado: não há nada, nenhum agregador sequer para acessar podcasts. Há, em vez disso, dez apps próprios de programas (americanos e, mesmo assim, são desconhecidos).

Por falar em desconhecidos, há diversos apps de rádios, mas a realidade também é triste. Alguns apps de outros tipos que eu achei, mais conhecidinhos, foram o Musixmatch e o TuneIn Radio.

Jogos

Quando a Apple TV de quarta geração surgiu, uma das novidades que ela proporcionou foram os jogos. Olhando por esse prisma, o Fire TV Stick fica na frente da set-top box mais antiga da Maçã; porém, como o mundo pode ser muito amargo, não há tantos títulos quanto gostaríamos.

A boa notícia é que existem games como Final Fantasy III, IV, V e VI, alguns Goat Simulators, Castle of Ilusions, Alto’s Adventure e poucos outros. A má notícia é que todos esses são pagos e, se você alguma vez já os comprou em alguma outra loja de aplicativos, precisará pagar novamente por eles.

Gratuitamente, há poucos que valem a pena e foram estes que testei: Asphalt 8, Stranger Things, LEGO DC Mighty Micros, Crossy Road, PAC-MAN 256, Tetris e Flappy Birds Family. A ótima e incrível notícia de tudo é que é extremamente fácil emparelhar gamepads ao Fire TV Stick (yay!), já que não é necessário ter nenhum certificado específico (como é o caso dos produtos da Apple, que aceitam somente controles MFi).

Eu utilizei o ZERO, da 8bitdo, e provavelmente funcionará com qualquer outra opção que seja Bluetooth. Para emparelhar, basta ligar o gamepad, ir até as configurações do Fire TV Stick e selecionar Controles dispositivos com Bluetooth » Controle de jogos para visualizar os acessórios.

Com o ZERO conectado, não foi possível jogar Crossy Road — que, na verdade, ficou lento demais e travando vez ou outra —, mas os demais funcionaram normalmente, incluindo Asphalt 8 (que é bem pesadinho). Também é preciso lembrar que o dispositivo não foi necessariamente criado para ser uma besta do processamento para games, né? Isso é mais um “plus” do que qualquer outra coisa.

No aparelho também está disponível o app Twitch e, mesmo que caia mais para o lado de assistir a vídeos (gameplays), é válido citá-lo aqui, já que a proposta é focada em jogos.

Por fim, quando falamos sobre games e Android na mesma frase, uma das coisas que mais ansiamos são eles: os emuladores. Como era de se prever, não há nenhum na loja da Amazon. Entretanto, baixando um app no macOS, conectando o Fire TV Stick ao Mac e dando uns toques aqui e ali, eu consegui fazer com que o Retro X funcionasse no dispositivo, que rodou até jogos de PlayStation (o primeiro) muito bem!

Emulador Retro X rodando no Fire TV Stick

O processo não foi tão dispendioso quanto parece, mas quem é usuário mais básico talvez não consiga chegar a essa solução tão facilmente — por outro lado, quem gosta desse tipo de emulador certamente já está acostumado com gambiarras, não? 😜

Espelhamento

O Fire TV Stick tem um recurso nativo de espelhamento que é bacana e funciona bem, porém só em aparelhos rodando o Android 4.2 ou superior.

Se você quer tentar fazer o dispositivo conversar com o iOS ou o macOS, não existe maneira nativa, porém há diversos aplicativos alternativos que prometem funcionar tão bem quanto. Há alguns pagos, outros gratuitos, uns que realmente funcionam, outros que são complicados até para emparelhar alguma coisa.

O que eu achei mais simples e realmente funcionou foi o AirPlayMirror Receiver, que tem versão paga (R$15,60) ou gratuita por 15 minutos. Foi fácil de emparelhá-lo (e realmente reconhecia como um dispositivo no AirPlay) e o espelhamento não tinha tanto atraso, além de executar bem os vídeos vindos de navegadores; quando o vídeo é dentro de um app, porém, a “simulação” de AirPlay fica a vida inteira carregando, então não é possível reproduzi-lo. Pode ser que você ache algum que funcione mais perfeitamente — aqui, a questão envolve um bom garimpo…

Outras opções

Nativamente, o dispositivo também tem outras funcionalidades bacanas, como controle parental (em apps e compras), monitoramento de dados e várias opções para acessibilidade (VoiceView, lupa, etc.). Além disso, há diversos outros aplicativos aleatórios, como gerenciadores de arquivos, fotos, apps focados em esportes, notícias, tempo, entre outros. No momento em que eu escrevia esse review, o navegador Firefox também foi lançado lá.

É válido citar que somente é possível fazer login em só uma conta da Amazon por vez; quando você retira um login para entrar com outra conta, os apps baixados continuam no dispositivo, porém só poderão ser executados se forem comprados pelo usuário atual. Para eliminar completamente os apps, é preciso fazer a restauração de fábrica ou desinstalar um por um.

Preço

Felizmente, um dos pontos positivíssemos da Fire TV Stick é o seu preço. Aqui no Brasil, o dispositivo chegou por R$290!

Colocando lado a lado com os seus concorrentes, aqui a Apple TV de quarta geração de 32GB custa R$1.100 (ou R$990, à vista) e a 4K (de 32GB) sai por R$1.300 (ou R$1.170, à vista). Já o Chromecast mais recente, que seria a opção mais em conta, varia de R$250 (promoção de Natal) a R$300.

Veredito

Fire TV Stick

Concorrência é algo que acaba sendo muito bom para nós, consumidores, que podemos analisar diversos quesitos de produtos diferentes até que encontremos o que se enquadra nas nossas necessidades. Por isso, a presença do Fire TV Stick é, sem dúvida, um ganho muito bacana para a indústria.

Como citei anteriormente, uma das maiores desvantagens do sistema é a loja de aplicativos bem limitada. Mas se compararmos com o Chromecast, por exemplo — que compete lado a lado por estarem na mesma faixa de preço —, pelo menos ele tem uma loja de apps independente no sistema, em vez de sempre precisar que o smartphone esteja do lado. Para crianças, por exemplo, pode ser uma opção maravilhosa, já que elas podem manusear o controle em vez de mexer nos celulares dos adultos.

Sem falar que o dispositivo acaba de chegar ao Brasil, então a tendência é que aumente a gama de apps conforme ele vai crescendo por aqui (e essa é a nossa esperança). Outro ponto positivo que não havia citado é o quão compacto ele é em comparação à Apple TV, o que o torna portátil o suficiente para poder ser levado para qualquer lugar muito facilmente.

Por fim, é bom lembrarmos que o preço é algo que pesa bastante na hora de escolher qual dispositivo comprar. O tanto que ele entrega por esse valor é uma oportunidade realmente boa para quem ainda não tem uma smart TV ou até tem, mas quer ir um pouco além.

A Amazon já tem um outro modelo do Stick com um botão próprio para a Alexa, a sua assistente virtual. Infelizmente, a Alexa ainda não está disponível em português e, provavelmente por isso, esse modelo não chegou por aqui. Se os dois aterrissarem no Brasil, pode ser que fique em pé de igualdade com a Apple TV de quarta geração e a Siri — quer dizer, quando ela também estrear em português na set-top box da Maçã, né? 😜

Prós

  • Preço;
  • Facilidade de pareamento com diversos dispositivos Bluetooth (principalmente gamepads);
  • É muito compacto!

Contras

  • Não sincroniza os apps (comprados) do Google Play;
  • Somente 8GB de armazenamento interno;
  • Por enquanto, poucos apps disponíveis.
NOTA
8,2
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