Jimmy Iovine nega que esteja saindo da Apple e afirma que próximo passo é elevar ainda mais o streaming musical


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10/01/2018 às 11:02

Na semana passada, rumores sugeriram que o chefão do Apple Music, Jimmy Iovine, planejava sair da empresa neste ano — a alegação era que as suas ideias não estavam tão de acordo com as do Eddy Cue e outros executivos da Maçã.

Agora, entretanto, o protagonista se posicionou sobre o assunto: Iovine conversou com a Variety, desmentindo cada ponto que surgiu anteriormente, chamando o ocorrido de “fake news” (notícia falsa).

Tenho quase 65 anos, estou na Apple há 4 anos e, em dois 2 e meio, o serviço [Apple Music] chegou a mais de 30 milhões de assinantes e a Beats continuou sendo bem sucedida. Mas ainda há muito mais que gostaríamos de fazer. Estou empenhado em fazer tudo o que Eddy [Cue], Tim [Cook] e a Apple precisam que eu faça, para ajudar onde e como eu puder, e levar isso até o fim. Eu estou na banda.

Jimmy Iovine Grammy Museum

Muitas pessoas que especulavam sobre a saída dele se baseavam no fato de que a última leva de ações do executivo seriam liberadas em agosto e, portanto, ele estaria “livre” para resgatá-las e sair com seu dinheiro no bolso. Sobre isso, Iovine falou que, de fato, existem ações para ele receber em agosto, porém elas representam apenas uma pequena fração do todo que já foi liberado “há muito tempo”. Mesmo assim, ele parece ter se irritado com a insinuação surgida:

O meu contrato acaba em agosto, mas o engraçado é que eu não tenho um contrato. Eu tenho um acordo, e certas coisas acontecem ao longo desse acordo. O fato é que eu sou leal aos caras da Apple. Adoro a Apple e adoro músicos. É por isso que esses artigos me irritaram, porque não tinha nada a ver com a realidade. Fizeram tudo parecer ser sobre dinheiro.

O executivo afirmou que a próxima etapa seria “aumentar a dimensão” do streaming musical, o que, para ele, só vai acontecer quando “ficar mais interessante”. Como exemplo, ele cita serviços como Netflix, HBO e Amazon, que investem uma boa grana em seus conteúdos originais; em contrapartida, ele enfatizou que não existe nenhum conteúdo realmente original no cenário de streaming musical e que todos os catálogos são exatamente os mesmos.

A partir da sua declaração, talvez possamos supor que seja esse o caminho que ele queira trilhar e que veremos no Apple Music — isso sem contar as tais produções em vídeo que tanto estamos ouvindo falar.

Os comentários de Iovine aconteceram durante uma sessão de perguntas e respostas no GRAMMY Museum, onde ele estava para promover “The Defiant Ones”, documentário sobre sua carreira e amizade com Dr. Dre.

via 9to5Mac

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Comentários
  • Tarlan

    Por mim… Só quero busca visual no Music.

  • Paulo Roberto Ramos de Andrade

    Ou seja, a Apple quer virar um gravadora – tem outro jeito de criar conteúdo musical exclusivo ?! 😀

  • Tenente Figueiredo

    Tem.

  • Eu não acho que o caminho será a criação de conteúdo apenas musical exclusivo, isso já foi tentado no início do Apple Music e Tidal e enfrentou muita resistência dos usuários que disseram que isso era incentivo à pirataria (concordo). Creio que o conteúdo exclusivo continuará sendo em vídeo, como eles têm feito ao liberar documentários da gravação dos álbuns de forma exclusiva no Apple Music.

  • Lui Alexandre

    Apple Music ganha do Spotify em:
    1. qualidade de áudio
    2. espaço utilizado na melhor qualidade
    3. possibilidade de subir e sincronizar automaticamente até 100.000 músicas de qualquer origem via iTunes
    4. interface mais complexa da biblioteca do iTunes permite organizar melhor as músicas
    5. playlists inteligentes (embora, se baseadas em outras playlists, não são sincronizadas – ficam só no iTunes onde foram criadas)
    6. mais conteúdo que o Spotify

    Spotify ganha do Apple Music:
    1. pra quase todas as situações, sua interface é melhor e mais leve que a do Apple Music
    2. possibilidade de ouvir em mais dispositivos (tem app pra muitas TV’s, app Web, app no PlayStation, etc.)
    3. possibilidade de controlar o dispositivo reprodutor via internet (pro iTunes existe o Remote, mas o Remote não faz buscas no Apple Music, apenas na Biblioteca local do iTunes – ou seja, você só controla músicas já baixadas e demais que já estão na biblioteca)
    4. tem mais usuários no Brasil e, com isso, a experiência “social” do app é melhor que do Apple Music (no que diz respeito a acompanhar o que seus amigos ouvem, compartilhar playlists, etc…)

    Acho que não deixei nada de fora. Eu como gosto do iTunes e já tinha uma biblioteca bem extensa por lá, que inclui itens indisponíveis nos dois serviços, fiquei com o iTunes… outro item forte pra mim foi a qualidade de áudio. Sou 80% satisfeito com o Apple Music.

  • Paulo Roberto Ramos de Andrade

    Disserte.

  • Luiz Fernando

    Deveriam investir mais na gravação de Turnês como fizeram com a “1989” da Taylor. Meu sonho é ver a DW da Ariana no AM

  • Lucas Henrique

    Apple Music bem superior. Numero de música Offline e qualidade de áudio já ganha pra mim
    3 Mil e poucas músicas que pode deixar off no Spotify contra 100 mil do Apple Music

  • Davi

    Além de que o AM está disponível na Apple TV e o Spotify não tem nem planos de coloca-lo lá. Mas a parte social você está certo…

  • Davi

    Ela não vai assinar com artistas, fazer o marketing deles, lançar discos por eles, ela vai fazer filmes, documentários e shows em conjunto com o artista e sua gravadora.

  • Paulo Roberto Ramos de Andrade

    E isso vai reter usuários ?! Sei não hein…

  • Davi

    O ruim é que isso pode ser facilmente pirateado, mas, desde o começo do AM, a Apple nega que quer tornar as gravadoras obsoletas ou virar uma. Acho muito improvável que ela comece a assinar com artistas.

  • Além dos pontos que você citou, o outro ponto negativo (pela experiência mesmo) que eu vejo é a interface de busca!

    É fato que a Apple reaproveitou o iTunes para incluir o Apple Music, que na minha opinião hoje, já começou errado.

    E sempre que vou procurar uma música pra sincronizar (deixar offline) na minha biblioteca, tenho que selecionar “Na Biblioteca” ou no “Apple Music”.

    Sei que pode parecer besteira, mas no uso constante, chega irritar algumas, sendo que o app poderia ser mais inteligente e saber se a musica está disponível na Biblioteca, dando opção para o usuário ouvi-la imediatamente ou ter que baixar.

    https://uploads.disquscdn.com/images/b1fe575262920a62f36f6ea8f3df1caaab77cae50d4c90962c9f709063eb6d1d.jpg

  • Lui Alexandre

    Concordo. Isso é chato mesmo.
    Da mesma forma que a barra de endereço e busca é unificada em navegadores hoje, deveria ser na busca do Apple Music.
    A tendência é a Apple matar o iTunes e fazer um app do Apple Music se ela realmente quiser competir com o Spotify… eu tenho um pouco de medo disso… porque gosto das ferramentas que o iTunes dá pra organizar as músicas da Biblioteca… acho o Spotify muito simplificado… tão simplificado quanto a UI do Apple Music fora da Biblioteca.

  • Lui Alexandre

    Sim, mas não citei Apple TV e Watch porque é tudo só da Apple… é mais vantagem assinar um serviço que independe de hardware específico…

  • Sim sim, vez ou outra sai uma informação que a Apple pretende deixar o Apple Music como Default mantando o iTunes.

    Recentemente saiu uma informação que o iTunes para Windows (na loja da Windows) vai atrasar e não tem prazo para concluir esse app, algo que foi prometido em 2017 pela Apple. A alegação é que eles querem a melhor experiencia para o usuário.

    A primeira coisa que veio na cabeça é que a Apple poderia estar rescrevendo totalmente o iTunes com o nome Apple Music e valorizar a marca.

    Pois se você notar, a Apple tem hoje dois produtos musicais que fazem a mesma coisa no final, tocar musica!

    Por isso esse atraso do iTunes na Loja do Windows, pode parecer que a Apple realmente está começando a enterrar o iTunes, mas confesso que se isso for verdade, eu não consigo vislumbrar a venda de músicas em um novo app (Apple Music).

    Mas tudo é suposição e ninguém aqui de fora, sabe ao certo o que está acontecendo na sala de desenvolvimento da Apple.

  • João W.

    Gosto muito mais do layout do Apple Music do que o do Spotify, pois é mais clean e já mostra direto na home a sua biblioteca (isso nos devices da Apple, pois nos Androids abre no Explorar). A interface do Music me parece muito mais simples, mais apropriada para usuários como eu, que tenho preferência por apenas abrir o app e simplesmente escolher um álbum ou playlist pra ouvir na minha biblioteca, do que dar de cara com um milhão de propostas “made for you”.
    O foco do Apple Music me atrai mais, que é a simplicidade de uma biblioteca com o conteúdo musical que eu aprecio e que posso ouvir a qualquer hora — o Music incentiva muito mais que o Spotify a questão do download pra ouvir sem internet.

  • Ravagnani

    Acho o Apple Music superior, entretanto tem duas coisas que acho bem ruim:
    – Ter uma interface Web como o Spotfy;
    – Criação de playlists e compartilhamento das mesmas é bem confuso.

  • Tarlan

    Se tem uma coisa que odeio no AM é o sistema de buscas que é bem tapadinho. Sempre achei que deveria ser unificada a busca no catalogo pessoal e no catalogo deles (e espero que isso aconteça logo!). Outra coisa também é que você tem que digitar todos os termos corretamente, se o cara erra uma letra, ele não apresenta resultados (algo que dificilmente rola no spotify).
    E não menos importante, a busca visual do Spoty é matadora! Vc mal começa a digitar e os resultados vão logo aparecendo, (músicas, albuns, artistas…) o que seria ótimo no AM.
    Espero que para o iOS 12 eles tragam melhorias reais, porque a adição da função social nessa versão 11, chegou a passar quase que despercebida.

  • Luiz Fernando

    Facilmente pirateado? Não encontro o Show da Taylor e o Doc do Sam Smith em lugar algum nessa internet, já fiz de tudo e não achei, e é justamente por esse motivo que eu to assinando o Apple Music


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