John Thune | Imagem: Tom Williams (CQ Roll Call)

Senador dos EUA quer respostas mais claras da Apple sobre polêmica das baterias; número de processos contra a empresa já chega a 30!


Ledo engano de quem pensou que, com o pedido de desculpas e o anúncio do programa de troca de baterias a preços especiais, a Apple estaria se livrando da batata em brasa que recebeu nas mãos com o início da polêmica dos iPhones que iam ficando (deliberadamente) lentos com o tempo.

Ainda hoje falamos que a empresa estava enfrentando problemas com o estoque de baterias do iPhone 6 Plus, o que já é um início não muito bom para esse processo de limpeza de imagem. Agora, como afirmou a Reuters, a empresa está sendo questionada pelo Senado dos Estados Unidos acerca das suas ações e provavelmente terá que enviar algum executivo a Washington nas próximas semanas.

O republicano John Thune, senador pela Dakota do Sul e presidente do Comitê de Comércio, Ciência e Transporte do Senado, enviou uma carta à Apple no dia 9 último afirmando que “o grande volume de críticas dos consumidores direcionado à companhia por conta da sua admissão da polêmica sugere que deveria ter havido mais transparência [por parte da Apple]”.

O senador pede que a Apple explique melhor a decisão de comprometer silenciosamente a performance de iPhones antigos, querendo saber se a empresa notificou os usuários acerca da desaceleração nas atualizações de software e se havia a opção por parte dos usuários de recusar o update. (Quanto a isso eu já tenho a resposta: não.)

Além disso, Thune pergunta se a empresa considerou tornar a troca das baterias gratuita para os usuários afetados (em vez de oferecer um desconto, como está fazendo) e quer saber também se há um plano de oferecer um ressarcimento aos consumidores que pagaram o preço total para a troca dos componentes antes de 2018. O senador quer as respostas da Apple até 23 de janeiro, daqui a cerca de duas semanas.

O requerimento do senador não é o primeiro caso de órgãos públicos questionando a Apple sobre a polêmica: no início da semana, o órgão francês de defesa do consumidor, DGCCRF (que faz parte do Ministério de Economia do país), anunciou que estava iniciando uma investigação acerca dos atos da Apple. Na lei francesa, é crime diminuir deliberadamente a vida útil de um produto para forçar os consumidores a trocá-lo — resta saber se a instituição determinará que foi essa a intenção da Apple ou não.

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Enquanto isso, a quantidade de processos movidos por consumidores ou grupos que sentiram-se afetados com a ação da Apple continua a subir. Da última vez que falamos sobre isso, eram oito processos em território americano; agora, já são 30 no total — e contando…

Não sabemos até que ponto essas ações são motivadas por um sentimento real de que a Apple agiu de má fé ou são apenas grupos de clientes e advogados querendo faturar em cima de um erro crasso de uma das empresas mais poderosas do mundo, mas o fato é que a Maçã terá de ir ao tribunal em dezenas de ocasiões diferentes nos próximos meses.

As boas notícias para os advogados da empresa são que uma parte considerável destes processos (13 deles, para ser mais exato) foram registrados no norte da Califórnia, bem perto de Cupertino. Ah, e também não apareceu mais nenhuma ação pedindo US$999 bilhões da Apple, então eles podem respirar aliviados. Ou não.

via Ars Technica, iDownloadBlog

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