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Segundo a iFixit, bugs aparecendo recentemente nos iPhones são apenas isso: bugs


Se você nos acompanhou ao longo das últimas semanas, deve saber que a chegada do iOS 11.3, embora muito aguardada por trazer o recurso de Saúde da Bateria, veio também com alguns efeitos colaterais nada agradáveis para uma parcela dos usuários de iPhones. Primeiro, alguns aparelhos com telas substituídas em assistências não-autorizadas começaram a congelar; depois, outros passaram a apresentar falhas no sensor de luminosidade e no recurso True Tone — mesmo com painéis de reposição oficiais.

A reação do público foi, compreensivamente, bastante negativa, mas algumas vozes começaram a especular se os ocorridos seriam propositais e representariam o início de um novo paradigma na Apple — um cenário francamente assustador em que a Maçã começaria a simplesmente desabilitar componentes que fossem mexidos por agentes não-autorizados ou trocados por peças alternativas. Soa ruim, mas pensem bem: soa bem Apple.

Entretanto, se depender de um dos principais nomes do mundo de reparos de iGadgets, ainda há esperança. A iFixit publicou um artigo hoje opinando, com argumentos deveras convincentes, que essas falhas recentes nos iPhones são realmente falhas, e não parte de um plano maléfico da Maçã para destruir todo um mercado de assistências alternativas e minar o famigerado direito ao reparo.

De acordo com a reportagem, escrita por Jeff Suovanen, a Apple tem um histórico com bugs que afetam o hardware de determinados dispositivos. Eles citam como exemplo o famigerado “Erro 53”, de dois anos atrás, que inutilizava iPhones cujo botão de Início com Touch ID fosse trocado irregularmente, bem como um update do iOS 10, no ano passado, que sumiu com a sensibilidade ao toque em iPhones com telas alternativas — ambos bugs corrigidos em poucos dias ou semanas com uma pequena atualização do sistema.

A iFixit segue, afirmando que apenas em um caso é justificável a desabilitação de um componente de hardware de um iGadget — o sensor de digitais do Touch ID, que, afinal, é uma ferramenta de segurança intrinsecamente ligada ao próprio processador do aparelho. Em quaisquer outros casos, não há razão para a Apple impor esse tipo de comportamento e, aliás, tal decisão seria totalmente contraproducente: com mais de 1 bilhão de aparelhos iOS rodando no mundo e somente 500 lojas da Maçã e mais um número de assistências autorizadas, prestar serviço a todos esses dispositivos seria um pesadelo para ambos os lados, Apple e clientes.

É claro que a opinião da iFixit tem uma dose gigantesca de interesse próprio, afinal, se a Apple por acaso fechar seus aparelhos para qualquer tipo de reparo não-autorizado, os caras vão à falência num piscar de olhos — tanto é que, no final do artigo, o site ainda se oferece para colaborar com a Maçã na descoberta e correção de bugs, a fim de tornar todo o processo mais rápido e menos traumático.

De qualquer forma, é bom respirar com um pouco mais de tranquilidade — e acreditar com um pouco mais de propriedade que Tim Cook e sua turma não vão acabar com nosso direito de consertar nossos iTrecos onde quisermos. Provavelmente.

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