Mark Zuckerberg no Senado americano | Leah Millis/Reuters

Facebook já teria compartilhado dados de usuários com Apple, Samsung e outras


No último domingo (3/6), o New York Times publicou uma matéria afirmando que o Facebook teria dado “acesso profundo” aos dados dos seus usuários a diversas fabricantes de dispositivos.

O artigo expõe e critica uma API1 que teria sido disponibilizada a 60 fabricantes de dispositivos, incluindo Apple, Amazon, BlackBerry, Microsoft e Samsung, a fim de permitir que elas oferecessem recursos do Facebook, como mensagens, catálogos de endereços e mais para seus usuários.

O acesso a terceiros teria durado dez anos e continuou válido mesmo depois de assegurar à Federal Trade Commission (órgão americano que trata do direito dos consumidores) que não mais compartilharia esses tipos de dados.

O Facebook permitiu que as empresas de dispositivos acessassem os dados dos amigos dos usuários sem seu consentimento explícito, mesmo depois de declarar que não mais compartilhariam tais informações com outrem. Alguns fabricantes de dispositivos podiam recuperar informações pessoais até mesmo de amigos de usuários que acreditavam ter impedido qualquer compartilhamento.

Um representante da Apple afirmou que a empresa “dependia do acesso privado aos dados do Facebook para recursos que permitiram aos usuários postar fotos na rede social sem abrir o aplicativo do Facebook, entre outras coisas”. Desde setembro passado, entretanto, os aparelhos da Maçã não têm mais esse tipo de acesso (a tal da integração nativa).

O artigo ainda compartilhou algumas falas de pesquisadores de privacidade que revelaram ser esse um “sério problema de privacidade” e que geraria “riscos de segurança”. Ashkan Soltani, consultor de pesquisa e privacidade que anteriormente serviu como tecnólogo-chefe da FTC, disse que “é como se tivessem instalado fechaduras e depois descobrimos que o chaveiro também deu chaves para todos os seus amigos, para que pudessem pegar as suas coisas sem lhe pedir permissão”.

Para se defender das acusações, o vice-presidente de parcerias de produtos do Facebook, Ime Archibong, publicou no mesmo dia uma nota discordando da matéria do New York Times.

Ele conta que essa API era utilizada antes mesmo de haver lojas de aplicativos nos aparelhos. Portanto, o app somente poderia estar disponível nos dispositivos caso a rede social (e empresas como o Google, Twitter e YouTube) trabalhassem juntamente às fabricantes e seus sistemas operacionais, que criavam suas “experiências” do Facebook.

Archibong contou ainda que essas APIs integradas aos dispositivos eram controladas “com rigor”:

Os parceiros não podiam integrar os recursos do usuário no Facebook com os dispositivos sem a permissão do usuário. E nossas equipes de parceria e engenharia aprovaram as experiências do Facebook que essas empresas construíam. Ao contrário das alegações do New York Times, as informações dos amigos, como fotos, só eram acessíveis em dispositivos quando as pessoas tomavam a decisão de compartilhar as suas informações com esses amigos. Não temos conhecimento de nenhum abuso dessas empresas.

Por fim, o executivo afirmou que, agora, como já existem as lojas de apps, esse tipo de API não é mais tão utilizada e é por isso que anunciaram em abril que estão acabando com essa integração.

Uma coisa é certa: algo que o Facebook não precisa mais é de problemas relacionados a privacidade e segurança na sua plataforma…

via AppleInsider, TechCrunch

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