Apple sofre processos envolvendo a Siri e o teclado do iOS


Mais um dia, mais um processo para ocupar espaço na mesa dos advogados de Cupertino… quero dizer, hoje não. Hoje são dois.

Siri

O primeiro deles envolve a Siri e vem de uma empresa baseada no estado americano do Arizona chamada AVRS (Advanced Voice Recognition Systems, Inc.), cuja especialidade é uma tecnologia de reconhecimento de fala. De acordo com documentos obtidos pelo MacRumors, a empresa acusou a Apple de violar, com a sua assistente, uma patente de 2001 registrada em sua propriedade.

Siri respondendo perguntas sobre a Copa do Mundo

O processo traz detalhes técnicos bastante aprofundados acerca da patente; basicamente falando, os protocolos empregados pela Siri para que a assistente reconheça a fala do usuário seriam supostamente similares àqueles criados pela AVRS, que afirmou ter tecnologias do tipo desde 1994. A empresa disse ainda que a Apple tem conhecimento da patente pelo menos desde 2013 e tentativas anteriores de contato com Cupertino não obtiveram sucesso.

É bom notar que as tecnologias da AVRS não parecem estar sendo empregadas em nenhum produto ou serviço disponível para o público atualmente, o que pode muito bem caracterizar a empresa como uma famigerada patent troll — para isso, entretanto, teremos de aguardar o fim do caso. A Apple ainda responderá ao processo e, a partir daí, os próximos passos do imbróglio judicial serão resolvidos.

Teclado do iOS

O segundo caso do dia tem a ver com o teclado do iOS e as tecnologias empregadas pela Apple nesse elemento básico do sistema. O inventor japonês Toshiyasu Abe moveu um processo contra a Maçã no estado americano do Oregon, alegando que criações suas, contidas numa patente registrada nos Estados Unidos em 2003, foram indevidamente utilizadas por Cupertino no teclado do sistema operacional móvel.

Teclado de terceiros no iOS

Que criações são essas, exatamente? Bom, a lista é longa e parte de elementos (hoje) absolutamente triviais, como o ato de pressionar e segurar uma tecla para abrir opções extras relacionadas a ela, letras acentuadas ou o próprio conceito de um teclado virtual (ou seja, teclas digitais dispostas numa tela sensível ao toque).

A patente também cobriria funções introduzidas pela Apple com a chegada do 3D Touch, pois descreve a detecção de força aplicada ou movimento no teclado para a ativação de funções diversas; no bolo do processo também está incluída a funcionalidade “Flick”, introduzida no iOS 11 para iPad — aquela na qual o usuário simplesmente desliza o dedo para cima em uma tecla para introduzir um caractere alternativo, como um número ou um sinal de pontuação. É, aparentemente nosso amigo do outro lado do mundo teve muitas ideias antes da Apple…

O processo envolve um número de dispositivos específicos da Apple, como todos os modelos de iPhone desde os 6s/6s Plus e todos os iPads desde o Air. Abe afirmou que a Maçã sabia da sua patente desde 2009, quando ele enviou a primeira carta informando a infração; o acusante disse ainda ter trocado alguns emails com Cupertino mas a questão não chegou a um acordo.

Agora, o inventor pede compensação pelo uso indevido das suas criações e o pagamento atrasado dos royalties que a Apple supostamente lhe deve. A Maçã ainda não se pronunciou sobre o caso, mas certamente está aguardando a decisão do juizado do Oregon, que ainda não decidiu se vai julgar o caso ou não. Ficaremos atentos.

via MacRumors

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