Quase 80 organizações já adotaram o recurso Registro de Saúde do iPhone


Faz menos de oito meses desde que a Apple anunciou, como uma das novidades do iOS 11.3, o recurso Registro de Saúde. Como já explicamos nesse artigo, a função da ferramenta (que é parte do app Saúde) é reunir dados e informações pessoais seus coletados por hospitais, clínicas, laboratórios e outras organizações de saúde de diferentes tipos e naturezas, efetivamente transformando seu iPhone numa central de saúde sobre a sua pessoa.

À época do lançamento, como comentamos, 12 instituições de saúde já estavam adotando o sistema da Maçã. Esse número ficou mais ou menos estável até a empresa abrir a API1 da ferramenta, em junho, para que desenvolvedores criassem soluções próprias e expandissem o controle das instituições sobre os dados — a partir daí, a coisa começou a crescer com força.

Agora, como informou o líder da área de informações clínicas e de saúde da Apple, Ricky Bloomfield, já são 77 organizações de saúde ao redor dos Estados Unidos adotando o Registro de Saúde da Maçã — isso em diferentes áreas do país, desde a Califórnia até Oregon e Washington. A lista completa de instituições pode ser conferida aqui.

Registro de Saúde no iOS 11.3

A fala de Bloomfield fez parte de uma palestra dada pelo executivo em uma conferência médica recente sobre interoperabilidade. Nela, o representante da Apple falou mais sobre o padrão escolhido pela Maçã para construir a base de dados do Registro de Saúde (o Fast Healthcare Interoperability Resources, ou FHIR), explicando que a empresa escolheu utilizar a abordagem “Argonauta”, uma forma mais simplificada do padrão, para estimular a adoção mais ampla e mais rápida por parte das organizações que queiram fazer a transição.

O executivo também fez questão de ressaltar que os dados dos pacientes nunca passam pelos servidores da Apple — tudo que é registrado por clínicas, laboratórios, hospitais e afins acerca de um cliente vai direto dos sistemas dessas instituições diretamente para o seu dispositivo, sem que a Maçã possa sequer ter acesso parcial aos dados.

Ele finalizou informando que, até o fim do ano, os benefícios do sistema — que ainda se encontra em fase beta — já começarão a ser visíveis no sistema de saúde dos EUA para usuários do ecossistema da Apple.

Claro, é importante notar que essa empreitada da Apple é totalmente pensada no modo particular de funcionamento do sistema de saúde americano — para expandir essa iniciativa a outros países, como o Brasil, seria necessário adaptá-lo às necessidades e particularidades de cada território, o que pode ser uma tarefa deveras complexa. Não deixa, entretanto, de ser uma esperança, não é mesmo?

via 9to5Mac

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