Quais as diferenças entre o iPhone XR e o XS/XS Max, afinal?


Já cobrimos as diferenças fundamentais entre o iPhone X e os iPhones XS e XS Max, que… bom, não são muitas. Que tal agora, então, compararmos o que distingue os novos aparelhos mais caros da Maçã do iPhone XR?

Para entender mais ou menos o que é o iPhone XR, basta pensar nele como uma espécie de reencarnação do iPhone 5c — ou seja, um aparelho mais ou menos parecido com o topo-de-linha do momento, mas com algumas omissões que o fazem ser mais barato e disponível numa gama maior de cores. Aqui, são seis: branca, preta, azul, amarela, coral e a edição especial (PRODUCT)RED, vermelha.

iPhone Xr vermelho de frente e de trás, série (PRODUCT)RED

Felizmente (ou infelizmente — há quem goste), ao contrário do 5c, a Apple aqui abandonou o plástico e optou por uma construção bem parecida com a dos seus irmãos mais caros, com vidro na frente e na traseira do aparelho. A lateral é que é ligeiramente diferente: sai o aço inoxidável lustroso e entra um alumínio fosco, que dá uma aparência mais “jovem” ao bichinho.

A tela do iPhone XR é visualmente parecida com a dos XS e XS Max, com seu design de ponta-a-ponta e o infame recorte. Em termos de tamanho, ela se posiciona entre os dois aparelhos mais caros, com 6,1 polegadas (o tamanho físico do aparelho, portanto, também se põe da mesma forma). Além disso, temos aqui, em vez do painel OLED, uma tela LCD mais “comum” e sem tecnologia HDR; ainda assim, estão presentes a tecnologia True Tone e a ampla gama de cores P3. A borda preta na frente é um pouquinho mais grossa no XR, é bom notar.

A resolução (1792×828) e a densidade de pixels (328ppp) também são menores que aquelas encontradas nos seus irmãos mais caros, o que levou a Apple a batizar a tela de Liquid Retina e não Super Retina, como nos iPhones XS/XS Max. Apesar disso, é bom notar que o iOS no iPhone XR traz o mesmo layout na horizontal do iPhone XS Max, com duas colunas — isso porque os dois aparelhos têm a mesma resolução lógica, com o modelo mais barato mostrando os elementos de interface em 2x e o mais caro, em 3x.

Em termos de processador, surpreendentemente a Apple equipou seu novo smartphone “intermediário” com o mesmo chip A12 Bionic dos aparelhos mais caros. Todas as especificações são iguais, o que faz do iPhone XR, no papel, um dispositivo tão poderoso quanto os XS e XS Max — a única informação que ainda não temos é a quantidade de RAM em cada um dos aparelhos, o que pode afetar essa suposta paridade de performance. Ficaremos de olho.

A câmera traseira do iPhone XR é mais simples, contando somente com um sensor. É a mesma lente grande angular de 12MP e com estabilização óptica que equipa os outros iPhones, mas sem a companhia da segunda lente teleobjetiva — ou seja, nada de zoom 2x aqui. A Apple, entretanto, está fazendo uma espécie de mágica: mesmo com uma câmera apenas, a empresa está prometendo um Modo Retrato para o iPhone XR totalmente com base em software; teremos nele até mesmo os ajustes de profundidade de campo mostrados nos iPhones XS. Resta comprovar se o recurso terá a mesma acurácia dos aparelhos mais caros, claro.

Selfie com o iPhone Xr azul

A câmera frontal, por sua vez, é idêntica à dos iPhones XS, com 7MP e tecnologia TrueDepth — ou seja, o Modo Retrato frontal também está garantido. Ambas as câmeras, frontal e traseira, trazem suporte ao recurso Smart HDR1 e a captura de vídeo é idêntica à dos iPhones mais caros, com gravação 4K a até 60 quadros por segundo, modo de câmera lenta a até 240 quadros por segundo (em 1080p) e a nova gravação de áudio estéreo.

Outra diferença importante do iPhone XR: ele não traz o velho e bom 3D Touch, substituindo-o por um novo recurso chamado pela Apple de Haptic Feedback — que, na prática, nada mais é que um toque longo acompanhado de um retorno háptico correspondente ao que você tem “pressionando” a tela nos iPhones mais caros (o Taptic Engine se faz presente aqui, afinal). Seria por corte de custos? Será que a Apple está planejando aposentar o 3D Touch? Isso teremos que aguardar para ver.

O aparelho também não traz o novo certificado de maior resistência à água dos irmãos mais caros e tem, como o iPhone X e outros que lhe antecederam, certificado IP67 — o que, na prática, significa que ele resiste a 30 minutos submerso em até 1 metro de água. Entretanto, a Apple, como em toda sua linha, não oferece garantia para danos causados por líquidos.

Sobre bateria, a Apple não divulgou números, mas informou que o iPhone XR dura 1h30 a mais longe da tomada em relação ao iPhone 8 Plus — que sempre foi um bom aluno nessa área, então podemos esperar mais um dispositivo relativamente longevo. Já em termos de armazenamento, a Maçã oferecerá o aparelho em versões de 64GB, 128GB e 256GB — a opção impressionante de 512GB será exclusiva dos iPhones XS/XS Max.

As diferenças terminam por aqui. Outros aspectos já velhos conhecidos nossos, como o Face ID, o suporte a carregamento sem fio, o NFC2, o Apple Pay e a falta de conector para fones de ouvido são todos idênticos, e o iPhone XR trará o mesmo suporte a Dual SIM dos modelos mais caros (com um eSIM no mundo todo e dois chips físicos na China).

Face ID no iPhone Xr

O iPhone XR, como sabemos, é relativamente mais barato — e quando eu digo “relativamente” é porque o seu preço inicial é semelhante (ou até superior) ao de iPhones considerados topo-de-linha no passado; o caso é que a introdução do iPhone X, em 2017, subiu significativamente o patamar de preços de smartphones da Apple. Por ele, a Apple cobrará (nos EUA) a partir de US$750 — a versão de 128GB, de US$800, parece ser a mais atrativa, enquanto a de 256GB sairá por US$900.

No geral, o iPhone XR me parece ser uma novidade um pouquinho mais animadora do que o marasmo dos iPhones XS — e poderá ser, inclusive, um campeão de vendas (embora só vá chegar ao mercado internacional daqui a mais de um mês). Concordam?

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