Ex-diretor jurídico da Apple nega que ela tenha sido espionada


Os desdobramentos relacionados à matéria da Bloomberg Businessweek — na qual a revista afirmou que Apple, Amazon e outras foram espionadas pelo governo chinês (graças a um suposto microchip instalado nos servidores utilizados por elas) — continuam.

Nós informamos que o Centro Nacional de Segurança Cibernética do Reino Unido (United Kingdom’s National Cyber Security Centre) — que faz parte da Sede de Comunicações do Governo (Government Communications Headquarters, ou GCHQ) demonstrou total apoio à Apple e à Amazon, afirmando não ter motivos para duvidar das avaliações detalhadas feitas pelas empresas. Agora, foi a vez de Bruce Sewell, ex-diretor jurídico da Apple, se manifestar.

Tim Cook e Bruce Sewell

Tim Cook (CEO) e Bruce Sewell (ex-vice-presidente sênior e ex-diretor jurídico da Apple)

Sewell se aposentou recentemente, mas estava à frente da Apple na época do episódio relatado pela Bloomberg. Em uma conversa com a Reuters, ele afirmou ter ligado no ano passado para o diretor jurídico do FBI, James Baker, após ter sido informado pela Bloomberg a respeito de uma investigação aberta sobre a Super Micro (empresa que teria implantado os microchips nos servidores) e foi informado de que ninguém na agência federal sabia da história.

Eu falei ao telefone com ele pessoalmente e disse: “Você sabe alguma coisa sobre isso?”, e ele disse: “Eu nunca ouvi falar disso, mas me dê 24 horas para ter certeza”. Ele me ligou de volta 24 horas depois e disse: “Ninguém aqui sabe o que é essa história.”

O comentário de Sewell bate com as informações do comunicado de imprensa da Apple, especificamente nesse trecho: “Não temos conhecimento de nenhuma investigação do FBI, e o mesmo dizem nossos contatos nos órgãos de segurança pública.”

Segundo as fontes da Bloomberg Businessweek (cerca de 17), após identificar os microchips maliciosos em 2015, a Apple começou a remover todos os servidores da Super Micro dos seus data centers. Cada um dos 7.000 ou mais servidores da Super Micro foi substituído em questão de semanas, de acordo com as informações do veículo.

O motivo para a suposta espionagem, como falamos, era ter acesso a segredos corporativos de alto valor e a redes governamentais delicadas, já que algumas agências do governo americano também utilizavam servidores da Super Micro.

Por enquanto, estamos acompanhando uma história de afirmação (da Bloomberg) e de negação (da Apple, da Amazon e da Super Micro). Até que tudo seja devidamente esclarecido — se é que será —, muita água ainda vai rolar. Acompanhemos os próximos capítulos dessa história que nos remete à época da Guerra Fria.

via MacRumors

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