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Papel RW?

Um estudante de engenharia indiano chamado Sainul Abideen desenvolveu uma tecnologia de armazenamento de dados em papel comum, com capacidade para até absurdos 256GB em uma folha tamanho A4. A Rainbow Technology é uma técnica de impressão que grava os dados em RVDs (Rainbow Versatile Disc), nome dado aos discos feitos com plástico que utilizam essa tecnologia, ou em papel simples.

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O mais interessante é o método utilizado pelo estudante para reter tanta informação: Abideen parece não ter utilizado o código binário. Ao invés de usar zeros e uns como princípio, usou formas geométricas combinadas a diversas cores, para conservar os arquivos em imagens (foi o máximo que consegui sobre isso, não me perguntem como funciona). Todos os dados que serão gravados em papel deverão ser convertidos primeiramente para o Rainbow Format, padrão da tecnologia.

Custa uma fração do preço dos DVDs, pois usa muito menos policarbonato que seus companheiros. Além do poder de armazenamento até 131 vezes superior e da capacidade de reaproveitamento, é bio-degradável, reduzindo a poluição ambiental causada pelo lixo eletrônico — o que me levou a pensar sobre o plástico usado nos RVDs: a quantidade usada é baixíssima, com certeza para aumentar a resistência e durabilidade dos discos. Mas é plástico. Gostaria de saber quanto tempo demoram para deteriorar por completo.

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Para a leitura dos dados, é claro, é necessário um scanner especial. Inicialmente, o estudante trabalha em um modelo que pode ser carregado com notebooks, mas espera conseguir um modelo pequeno que possa ser parte integrante, como os drives de CD e DVD o são hoje. Segundo as notícias, o processo para a leitura dos dados seria igual ou mais fácil do que um CD ou DVD, mostrando as informações na tela mais rapidamente.

A novidade teria diversas aplicações, desde reduzir custos de produção de periódicos ao fim dos CDs que acompanham edições de revistas, já que poderiam acompanhar apenas outra página no lugar do CD, aos cartões de memória utilizados em câmeras digitais e celulares. Mas claro, esses seriam os menores exemplos. Imaginem isso em HDs e grandes servidores.

Segundo um exemplo do próprio estudante, todos os dados gravados nos Estados Unidos em 2003 custariam US$5 bi se armazenados com os meios atuais de armazenamento de dados. Se a Rainbow Technology fosse aplicada, o custo cairia para menos de US$5 milhões.

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Embora pareça fantástico, isso não é uma grande novidade: papéis com capacidade de armazenamento de dados já são usados no Japão, e a Toshiba também já pesquisa esse tipo de tecnologia, com um papel que pode ser reimpresso cerca de 500 vezes. Há também a impressora laser e-blue, que apaga e regrava o impresso até 3 vezes.

Espero que a novidade “saia do papel” e chegue a nós, meros mortais. Seria uma maravilha não gastar horrores com pilhas de DVDs e CDs e não saber o que fazer com eles, quando não interessassem mais ou fossem danificados. Resta saber qual é a durabilidade desses RVDs.

Hasta la vista, Blu-ray!

Mais informações no ArabNews e no Technoworld.com.

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