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SOOS: perigo à vista? [atualizada]

Com perdão do trocadilho — algo infame, eu sei — do título deste post, tento aqui seguir no embalo do excelente texto do Paulo Vasconcellos e colaborar um pouquinho para esta reflexão sobre o S.O. do Século XXI.

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Para mim, o futuro tecnológico pode ser resumido em dois conceitos-chave: convergência e serviços online, a base do que poderíamos definir como SOOS. Neste cenário (apocalípitico, certamente, para alguns modelos de negócio tão em voga nos dias que correm), assistiremos, à medida em que a transição do mundo offline para o mundo conectado tome proporções maiores, a um rápido downsizing na configuração dos computadores em geral.

No universo do SOOS, o computador necessitará possuir, apenas, uma pequena interface para permitir nossa conexão à internet. Será praticamente um “teminal burro” (alguém ainda se lembra desse termo, forjado no tempo em que perfurávamos cartões para programar em Pascal?), com a rede mundial fazendo o papel dos antigos mainframes.

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Sabendo que o Windows e a suite de aplicativos Microsoft Office representam mais da metade das vendas e mais de 90% do faturamento da Microsoft, terá a “gigante do software” agilidade suficiente para adaptar-se a tempo às mudanças exigidas pela nova ordem que vem surgindo? O Office Live é, certamente, um passo na direção correta, mas teria o seu modelo de leasing das features mais avançadas força suficiente para enfrentar o Google Docs & Spreadsheets, cujo preço é obviamente imbatível? Ryan Carter tem uma interessante visão a respeito:

There is already a ton of speculation that Vista will be the last operating system to be released by Microsoft (as far as we know the traditional OS) because the web is now becoming more important than ever. I am hearing that Google’s online apps will also spell disaster for Microsoft, perhaps in the next decade or so. Do I agree? Well, the jury is still cherry-picking their favorites, so to speak. I have used Google’s apps extensively, including docs and spreadsheets, and I must say that I would rather use Google to get the job done and never have to mess with Office, and I am a long time Office lover.

Qual será, meus caros, o futuro da Microsoft?

Atualização (23/12/2006 às 19:20h): ainda sobre esta questão nevralgica para a Microsoft, Fred Vogelstein escreveu, em seu artigo para a revista Wired:

MICROSOFT HAS BEEN in a funk since 2003. Its travails could be the subject of a Harvard Business School case study on the innovator’s dilemma. The company made – and still makes – billions selling desktop software, mainly Windows and Office. But the center of gravity has moved, and desktop software is about as cutting-edge as a nightly network newscast. Instead, Web-based apps are taking hold, and devices other than the PC – smartphones, iPods, digicams – represent the growth markets for software. At the same time, new business models, like search-based advertising and low-cost software subscriptions, are beginning to generate big money.

None of this is news in Redmond. In a 1995 company-wide memo titled “The Internet Tidal Wave,” Gates famously recognized the network as a disruptive tsunami. And starting in 2000, he tried to prepare his troops for yet another big shift, with a series of speeches on Web services. Even then, Gates was describing a world where desktop applications would eventually work in concert with high-speed apps delivered over the Internet. Among other benefits, he noted, “you should never have to enter the same information multiple times.”

Dá o que pensar, não?

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