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Antecipando Modas, Reconhecendo Padrões

Ninguém sabe quem fez, de onde ele vem. Tudo que se sabe é que o filme aparece aos poucos na Web. Fóruns são utilizados para divulgar os novos trechos. Nas ruas, tags, flyers e buttons totalmente artesanais apóiam o processo de divulgação que é totalmente voluntário.

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Da comunidade de fãs já nasceram tribos, visões opostas. Os Progressivos e os Completistas. Defensores de teses sobre uma coisa que ninguém conhece. Acaba de pintar o trecho nº 135. Ainda assim, ninguém sabe dizer a época do filme, locação, atores, diretor. Nada. Aliás, nem a seqüência dos trechos já disponibilizados é um consenso. Só se sabe que é uma obra ímpar. Belíssima em seu silêncio e nas tomadas fora de foco. Seria um Kubrick de garagem?

Calma 1: Não deu a louca no BLOG.MACMAGAZINE, fique tranqüilo. Sim, é um off-topic. Mas deve ser interessante para boa parte dos ‘coolhunters’ amadores que navegam por aqui.

Calma 2: O parágrafo acima é pura ficção. Um resumão da trama de “Reconhecimento de Padrões“, o último livro de William Gibson, publicado em 2003. Se é tão antigo, o que tá fazendo aqui essa dica cultural? Bom, para apressar quem não leu. É que no ano que vem, finalmente, chegará nas telonas “Pattern Recognition”, o filme.

Reconhecimento de PadrõesTambém se sabe muito pouco sobre o filme, o verdadeiro. Peter Weir, de “A Testemunha” e “Sociedade dos Poetas Mortos”, será o diretor. D.B.Weiss escreveu o roteiro. Alguns fãs discutem quem seria a atriz mais cool para interpretar a protagonista, Cayce Pollard. Carrie-Anne Moss, de “Matrix”? Natalie Portman,de “Closer”? Gwyneth Paltrow, de “Shakespeare Apaixonado”? Acho que não importa muito, já que se trata de um diretor que sabe guiar atores. Harrison Ford, Jeff Bridges e Robin Williams realizaram seus melhores trabalhos sob a batuta de Weir.

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O desafio de Weir não é muito comum no cinema. Lembro-me de “A Rosa Púrpura do Cairo”, de Woody Allen. Mas o caso aqui não tem nada a ver. Reparem: Weir vai fazer um filme dentro de um filme. Imaginem quanto estilo, quanta criatividade e brincadeirinhas técnicas podem ser disparadas. Acho que é um sonho para qualquer diretor ávido por boas idéias e roteiros.

Voltando para o livro: É o primeiro romance do Gibson que não se passa no futuro. Mas isso não impede que sejamos jogados num universo cheio de tecnologia, internet, neologismos e Apple Cube. Sim, a simpática máquininha é peça de decoração de um apartamento no início da história. Uma história que nós mostra mundo e sub-mundo de Londres, Tóquio e Moscou. (Nosso Mac Porteiro terá belas dicas de cafés & compras em Londres. Só tome cuidado com os vendedores de Sinclair — aka TK-85 do Nelsão).

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CayceP, a protagonista, é uma Reconhecedora de Padrões. Uma ‘coolhunter’. Consultora de moda que passa mal quando exposta a marcas registradas. Hehe… é sério. Quero ver como GAP, Michellin e outras escaparão do filme. Aliás, quero ver como as grandes marcas dos últimos tempos, particularmente o Google, aparecerão na tela. Porque no livro elas surgem a todo momento. CayceP é contratada para desvendar o mistério do filme. Se eu contar um pouco mais me transformo num legítimo desmancha-prazeres. Se você curte boas histórias bem contadas, não perca. Nem o livro nem o(s) filme(s)!

Serviço: o livro tem 407 páginas e foi lançado aqui no Brasil pela Editora Aleph.

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