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Como fazer apresentações ‘insanely great’, com o Prof. Steve Jobs

Steve JobsCarmine Gallo, um dos colunistas do site do BusinessWeek, sucumbido pelo hype (eis novamente a gíria da moda: hype. Hmmm…) resolveu analisar a keynote do iPhone.

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Sim, eu sei que o iPhone já encheu o saco, mas este post é por uma boa causa.

Considerando esta a melhor keynote de Jobs já feita, Carmine fez uma lista com os pontos principais que fazem de uma keynote de Steve Jobs uma keynote so Steve Jobs. 🙂

Vamos lá:

Tudo na sua devida hora

Jobs não vomita tudo que será apresentado logo no início. Aos poucos, solta uma ou outra informação do que será apresentado. Isso cria expectativas para a plateia. Mas, antes disso, sempre apresenta a posição da Apple no mercado e comenta como os produtos apresentados anteriormente se saíram. Claro, sempre colocando a Apple em um pedestal. Essa parte pode ser meio chatinha para muita gente, mas já nos prepara para o que vem a seguir (e algumas vezes, serve como um gancho). As frases são bem construídas. Na keynote de apresentação do iPhone, por exemplo: “every once in a while a revolutionary product comes along that changes everything… Apple has been fortunate to introduce a few things into the world.” (“de vez em quando, um produto revolucionário chega e muda tudo… A Apple teve a sorte de trazer  algumas coisas para o mundo”). Ele cria um clima de que algo incrível está por vir nos próximos minutos desde o início.

Não encha os slides de informação, por favor!

Eis a minha parte preferida! Carmine cita que, certa vez, um designer renomado lhe disse que apresentações eficazes têm apenas uma informação, curta e bem direta, em cada slide. Nunca notaram como aquelas apresentações em PowerPoint que possuem blocos extensos de texto em letra 12 são chatérrimas? Pior é quando o apresentador começa a ler o slide! Tenho visto trabalhos excelentes que perdem o encanto pelos slides gigantescos e sem grande importância. O segredo de Steve é colocar um tópico em cada slide. Nesta keynote, especialmente, ele diz que apresentará 3 novos produtos: um novo iPod, um telefone celular e um aparelho que revolucionará o uso da internet (hihihi). Ele apresenta um símbolo para cada um desses em um slide, primeiramente. Após criar certa expectativa e repetir algumas vezes quais são os “novos produtos”, diz: Não são 3 aparelhos separados… estão entendendo?. Aí, junta os três ícones em um slide. Ele explorou perfeitamente o recurso visual que tinha e soube expressar o conceito dessa forma. A apresentação serve como um complemento. Ao colocar pouquíssimo texto, suas apresentações não lhe tiram a atenção. Outro ponto é o uso de imagens — e isso é muito mais interessante do que um texto pairando sobre um fundo qualquer. É muito mais fácil memorizar uma imagem do que algumas linhas de texto.

A eficácia da sua voz

Outro recurso utilizado pelo Tio Jobs é o cuidado com sua voz. Ao falar sobre as conquistas da Apple nos últimos meses, Jobs tem voz mais baixa e calma. O tom de voz vai aumentando gradativamente até que ele diz, em tom mais enérgico: “Today Apple is going to reinvent the phone.” (“Hoje, a Apple vai reinventar o telefone”). Nada mais natural, sendo este o momento chave da apresentação.

Preparação

Jobs prepara meticulosamente cada apresentação — e treina para entrar no palco, também. Logo, já sabe de antemão exatamente o que fazer e falar durante toda a apresentação. Isso evita silêncios quando não se sabe mais o que dizer, a repetição de informações e, principalmente, esquecer de citar um ponto importante sobre o conceito/produto apresentado.

Mostre sua empolgação

Não que seja para você fazer isso exageradamente, mas mostrar entusiasmo perante o que se apresenta pode contagiar a audiência. Claro, seja honesto. Se você acredita que o conceito/produto realmente pode trazer grandes mudanças, fale. Divirta-se com o que está sendo apresentado e até solte algumas piadas de vez em quando. Cative o seu público, e ele o receberá mais atenciosamente.

Outro ponto comentado por Carmine com o qual eu concordo plenamente é que Jobs não foi sempre assim. Obviamente, ele chegou a esse resultado depois de muita prática, mesmo que sempre tenha sido um grande orador, um dos traços de sua personalidade e da ambição de ser um líder mundial. Mas isso já dá texto para um outro post…

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