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Superinteressante questiona “o fim do iPhone”

Sensacionalismo é bom e o povão gosta. Não é à toa que a revista Superinteressante (ou SUPER, para os mais íntimos) escolheu o seguinte título para uma das suas matérias da edição 255, de agosto de 2008: “O Fim do iPhone”. A imagem de capa? Um iPhone estraçalhado (veja logo abaixo).

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O enfoque da matéria é a chegada do Google Phone Android, já bastante comentado por nós aqui no MacMagazine, mas é uma pretensão um tanto exagerada achar que o que aconteceu na década de 80 se repetirá agora. A analogia feita pelo repórter Alexandre Versignassi foi justamente esta: a Apple criou o Macintosh e o fechou para o mercado, abrindo espaço para a dominação do Windows, que em pouco tempo já acompanhava PCs vendidos do outro lado do mundo. Será que a história pode se repetir?

Não é por nada não, mas acho um tanto precipitado todos acharem que qualquer iniciativa de código-aberto é válida e possui qualidade. Na maioria das vezes isso é verdade — e eu mais do que apoio o movimento open-source! —, mas existem muitos casos onde ofertas proprietárias (e, em sua grande maioria das vezes, pagas) superam bastante produtos/serviços abertos. Se quiserem um exemplo, cito o próprio Invision Power Board, sistema que adquirimos recentemente para a nova fase do FÓRUM.MACMAGAZINE. O phpBB é excelente, mas infelizmente deixou de atender às nossas necessidades já há algum tempo.

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Uma questão que o autor não levou em consideração é conhecida por muitos como timing — algo que Bill Gates — voltando ao século passado — certamente teve quando criou o Windows. O Google está se esforçando, mas as últimas informações indicam que os primeiros celulares com o Android só chegarão ao mercado em 2009. Enquanto isso, a Apple já lançou a segunda geração de iPhones e atendeu a dois dos pedidos mais freqüentes dos seus consumidores: tecnologia 3G e GPS integrado. A App Store já oferece mais de 1.000 aplicativos/jogos para compra/download e registra números estrondosos.

É melhor esses caras correrem; mas, por outro lado, eles podem estar priorizando a idéia de lançar algo redondo e completo, já em sua versão 1.0 — o que não deixa de ser válido, mas é difícil dizer se seria mesmo a decisão correta. Fato é que eu já tive a oportunidade de conversar com desenvolvedores da plataforma iPhone que se aventuram também no embrionário ecossistema Android e, por enquanto, o feedback é péssimo. A qualidade do conjunto criado pela Apple, sua facilidade de uso e as possibilidades que o SDK do iPhone oferece aos programadores são simplesmente estupendas. Estamos falando de um concorrente muito mais sólido e poderoso do que outrora.

A SUPER comenta de algumas “falhas”/ausências no ecossistema iPhone que já foram todas sanadas: existe, sim, um software para iPhone que localiza os seus amigos mais próximos caso você queria convidar alguém para um almoço, por exemplo. Já existem mensageiros instantâneos de excelente qualidade para iPhones e iPods touch, independente do fato de não poderem rodar em background — algo que será sanado muito em breve, com a implementação do recurso de notificações push. E, querendo ou não, soluções para instalação de softwares de terceiros existem em paralelo à App Store, possibilitando a chegada de softwares VoIP (à la Skype) também para a plataforma iPhone — mesmo que a Apple não queira. Ou melhor, é claro que ela quer, as operadoras é que não gostariam nada de algo assim.

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Estou louco para que o Android chegue logo no mercado. Nós precisamos disso e, por mais que a Apple sempre se imponha um alto nível de qualidade para os seus produtos e esteja sempre inovando, ter a ameaça de um gigante como o Google ao seu lado certamente deve dar um gás ainda maior nos executivos que controlam a companhia. Viva a competição!

[Dica e imagens enviadas pelo Joaquim de O. N. Júnior, obrigado!]

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