Injeção de apps (na sua testa) V

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Apesar de tudo, trago mais duas resenhas sobre apps gratuitos disponíveis na iTunes Store norte-americana. Por que eles não estão na contraparte brasileira? Bem… acredito que seja pelo bem de nossas crianças: nenhum jogo parece poder ser vendido no Brasil sem antes ser devidamente classificado para as devidas faixas etárias. Por enquanto, as dicas vão para quem já tem um cadastro na iTS EUA.

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<ironia>É isso ou teremos um bando de jovens selvagens, influenciados por jogos corruptores de mentes em desenvolvimento!</ironia>

Cube

Já apresentado por nós aqui, Cube (link para a iTunes) chama a atenção por conta de sua complexidade visual. É de um nível um pouco acima de um jogo para PlayStation 1, algo impressionante, quando percebemos que um iPhone tem uma fração ínfima do tamanho deste console da Sony. Na tela de um iPod touch, ele realmente não deixa nada a desejar para um Counter Strike da vida. Lógico, não dá pra esperar todas as firulas gráficas de um Crysis, mas, para um aplicativo móvel, é um verdadeiro marco. E, justamente por parecer muito com isso (um marco), falta-lhe um tanto de profundidade.

Verdade seja dita: testei o aplicativo num iPod touch de 1ª geração e, caso você o experimente num aparelho mais recente, poderá ter resultados mais animadores. Esclarecido esse ponto, devo dizer que Cube, mesmo não sendo visualmente muito rico e contando com modelos simples, deixou a desejar no framerate e no desempenho geral —  principalmente quando há inimigos na tela.

Você controla a posição da câmera e, consequentemente, a mira, através do acelerômetro, movendo o seu gadget. A tela de instruções — que aparece por dois segundos, apenas — expõe os comandos para chamar os menus, atirar/selecionar, saltar e mover-se para a frente. Achei interessante, o uso de hot corners, mas não gostei muito da implementação final: é muito pouco prático, digamos, saltar sobre um vão, sem falar que é quase impossível manter a mira estável por conta da hiper-sensibilidade dos sensores.

No final das contas, Cube é muito mais uma prova de conceito do que com um jogo acabado — e isso os próprios desenvolvedores deixam claro, na página do jogo na iTS. É quase como se ele existisse apenas para você impressionar os outros ou usar como base para seu próprio jogo pra iPhones. Caso você seja fanático por jogos de tiro em primeiro pessoa e tenha um iPod touch 2G, pode ir em paz. Caso contrário, eu pensaria duas vezes. IMHO: 2/5 Daqui a um tempo, certamente veremos um produto finalizado e digno de nota máxima.

MazeFinger

Cria da ngmoco:), MazeFinger (link para a iTunes) é um sinal de que, para ser divertido, um jogo não precisa ser demasiadamente complexo. Se alguém me falasse deste jogo — “Você só precisa deslizar seu dedo por um labirinto!” –, eu certamente ia pensar que estavam duvidando das minhas capacidades cognitivas. Porém, não se engane: este jogo traz uma curva crescente de desafio que certamente porá tanto você quanto seu iPhone para suar!

Nada de controles complexos, aqui: você toca um ponto brilhante e deve guiá-lo para o fim do labirinto antes de o tempo se esgotar. Pronto! Mas é muito mais fácil falar que fazer. Ao longo dos mil labirintos de complexidade crescente, você vai se deparar com dois tipos de armadilhas: uma caveira — que te tira uma vida no ato — e uma parede vermelha — que bloqueia seu progresso. Para evitá-los, só com timing preciso e um pouco de sorte, pois todos os obstáculos “piscam” por alguns instantes, oferecendo uma brecha para você escapar… ou não. Existem cargas ao longo de vários labirintos: elas te concedem frações de segundo a mais no seu tempo. Pouca coisa, mas uma ajuda sempre bem-vinda. Há ainda um sistema de achievements que são destravados à medida que se joga: os loucos por uma boa dose de braggin’ rights vão lavar a burra! 😛

Apesar de ser muito bem feito — até demais, pra um jogo gratuito –, eu me deparei com um problema meio sério em MazeFinger: caso você acesse o jogo enquanto há músicas tocando na função iPod, o sistema de som do seu gadget fica pirado e mudo até o próximo reboot, sem falar que a touchscreen simplesmente para de responder aos seus toques. Algo chato e já reconhecido pelo pessoal na ngmoco:). Eu diria até que eles podem ter resolvido isso de vez, com a última atualização do app, mas fica a recomendação de sempre parar suas músicas antes de jogá-lo.

O que me leva ao ponto “qualidade sonora”. Jogar MazeFinger sem som é um verdadeiro estado de graça: o jogo inteiro só tem uma música e uma voz robótica que fica cantando seu desempenho. É chato, depois do ducentésimo labirinto! Combinando isso com a impossibilidade de jogar ouvindo suas músicas, temos um 🙁 generalizado. IMHO: 4/5 Ótimos gráficos, excelente sistema de jogo, mas só sem som é que dá pra jogar por muito tempo.

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Por hoje é isso! Até a semana que vem, com mais resenhas sobre aplicativos disponíveis gratuitamente na iTune Store americana (enquanto a Apple Brasil não trouxer jogos decentes para a loja brasileira, pelo menos).

Caso você não seja cadastrado na iTS americana, recomendo a leitura… deste post. 🙁

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