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Será que a Apple merece mesmo a patente da tecnologia multi-touch?

iPhone 3GAparentemente, um clima de hostilidade paira sobre Apple e Palm, em função do anúncio feito pela fabricante do iPhone, que se mostrou preparada para brigar oficialmente caso seja preciso, ou então desenvolver ainda mais o seu hardware multi-touch e seu sistema para tornar a iniciativa da concorrente um fracasso.

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Por outro lado, a fabricante do Pre está disposta a se defender oficialmente, o que pode estimular outras companhias do ramo a se preparem da mesma forma, caso a Maçã também decida persegui-las por semelhanças com sua tecnologia móvel, que agora é patenteada. Mas será que a Apple possui mesmo direitos para perseguir outras empresas em função disso?

Segundo Pablo Perez-Fernandez, analista da Global Crown Capital, caso a Apple decida partir para cima da Palm por violar a sua recém-conquistada patente, outras empresas também passarão pela mesma situação, por possuírem semelhanças com o funcionamento do iPhone.

Claro, nem todo mundo vai levar esporro: dispositivos com touchscreen que suportam apenas comandos com um dedo — como é o caso do T-Mobile G1, por exemplo — não se enquadram nesse caso. Mas o problema maior não seria esse: segundo Fernandez, a patente obtida pela Apple relacionada com a tecnologia multi-touch pode ser facilmente questionada, já que nem tudo sobre ela está sob os seus direitos.

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De uma forma geral, é possível atribuir a autoria dessa revolucionária tecnologia para Wayne Westerman, que já foi dono de um empresa chamada FingerWorks, a qual foi absorvida pela Apple, dando terreno para a introdução do iPhone. Contudo, parte do seu trabalho nessa área foi desenvolvido na Universidade de Delaware, nos Estados Unidos, que também estaria na posição de detentora dos direitos de uso caso uma ação judicial fosse aberta.

Além disso, uma parte do trabalho de Westerman também conta com referências de uma outra empresa, a Bell Labs, que aparentemente foi pioneira no desenvolvimento de sensores de toque em telas CRT. Tais referências podem ser encontradas até mesmo na tese de Ph.D de Westerman, o que também ajuda contestar a recente conquista da Apple.

Diante das circunstâncias atuais, não há como a Apple perder as suas patentes relacionadas ao iPhone, já que é fácil notar inúmeros aprimoramentos e inovações em relação a esses trabalhos mais antigos. Ainda assim, é melhor que a Maçã continue inovando em multi-touch — conforme o Bloomberg sugeriu recentemente –, em vez de se preocupar com um envolvimento em múltiplas disputas judiciais.

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