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De graça, até injeção na testa! XXXVII

Scatter 20090407Eis que foram abertas as portas do reino do caos! A partir de hoje, a única certeza que poderemos ter em relação às músicas da iTunes Store é que elas terão sido tocadas pela Fada do DRM-free: note como há uma profusão de + em todo lugar. E note também a zorra de faixas a US$1,29. Onde estão as que custam US$0,69? Ninguém sabe, ninguém viu… ou melhor, elas estão criando poeira em um canto isolado da loja, pois são o tipo de música que é velha, ruim, ou ambos.

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Pelo menos as ofertas gratuitas de toda semana continuam no ar (ufa!), mas eu estou muito decepcionado por ver faixas de artistas completamente desconhecidos sendo vendidas pelo preço padrão. Se está ok encarecer as músicas do momento, por que não dar uma chance aos esquisitões da área? Quer saber? Tomara que a concorrência mostre suas garras com força!

É isso mesmo, não adianta chorar por conta de um aumento de preços em meio a uma crise: vamos acabar vendo o icônico valor de US$0,99 sumir com o tempo. Foi bom enquanto durou… mas chega de pessimismo, pois as faixas aqui comentadas custam ZERO! Vamos a elas?

Single of the Week

Band of SkullsToda semana encontramos uma faixa de um artista ou banda de que gostamos e a trazemos até você, gratuitamente, como nosso Single of the Week. A Band of Skulls — Russell Marsden (guitarra e vocais), Emma Richardson (baixo e vocais) e Matt Hayward (bateria) — toca um rock ‘n’ roll rascunhado, grosseiro e absolutamente cativante. Você encontrará “I Know What I Am”, o single de estreia deste trio do Reino Unido, em algum lugar entre um rock-blues minimalista, uivante e um indie pop sarcástico. Cremos que você se apaixonará da mesma forma que nós pelos vocais masculinos/femininos entrelaçados e ritmos inquietos e primitivos.

Se você gostar da faixa, dê uma sacada no álbum. [11 faixas por US$6]

Eu devo confessar que o trabalho da Band of Skulls é intenso: eles fazem música de uma forma bem artística, com objetivo e sentimento. “I Know What I Am” (link para a iTS) não é o tipo de coisa que você vai se pegar cantarolando pelas esquinas ou acompanhando com batidas do pé. É um som meio cru, corrosivo, lento e focado em acordes primitivos, pecando um pouco por ser meio monótono. Rock de garagem, alguém? Deprimente não terem dado “Patterns”, que é excelente (5/5): confira você mesmo no perfil da banda no MySpace! Para mais informações, dê uma sacada no belo — e perturbador — site oficial do grupo. IMHO: 2/5 Não é o melhor que a banda tem para oferecer, mas vale demais para os fãs de rock alternativo.

Discovery Download

Sacred OathNosso Discovery Download põe em foco um gênero diferente a cada semana, oferecendo gratuitamente uma faixa que julgamos merecer sua atenção. Headbangers, se liguem: a veterana do heavy metal Sacred Oath está de volta ao labor. A equipe de quatro homens de Connecticut tem feito um bocado de barulho desde que voltou em 2007 de um hiato de duas décadas. Em “Counting Zeroes”, uma guitarra fervente dissipa-se por tempo o suficiente para que um Rob Thorne passional cante sobre o estado miserável do mundo; aí ela volta para um pequeno assalto aos seus tímpanos.

Se você gostou da faixa, dê uma sacada no álbum. [10 faixas por US$6]

Não gosto de me arriscar a classificar gêneros musicais com mais de duas palavras, mas seria isto um “heavy hard rock melódico”? Enfim… É uma faixa bem longa (sete minutos) e intensa, talvez não agrade muito a gregos e troianos, mas “Counting Zeroes” (link para a iTS) foi boa o bastante para me causar um ou dois arrepios. Realmente, a experiência fala alto nessas horas: os caras mandam ver nas guitarras e os vocais são aquilo que se espera de uma banda de heavy metal — ainda assim impressionante, tendo em vista que os músicos não são mais garotinhos. Esta é digna de ir para aquela playlist em que você guarda tudo o que faz _muito_ barulho. Há uma faixa a mais para conferir no perfil deles no MySpace e, acredite, tem um concurso que vai dar Call of Duty: World at War e o CD da banda no site oficial! (Só para residentes nos Estados Unidos, infelizmente…) IMHO: 3/5 Tenha em mente que é cheio de gritos e solos de guitarra, então use com cautela.

Canción de la Semana

El Hijo de la CumbiaToda semana, encontramos uma faixa de um artista ou banda que está na crista do sucesso e a trazemos até você, gratuitamente, como nossa Canción de la Semana. El Hijo de la Cumbia é o nome adotado por Emiliano Gómez, o DJ e produtor que saúda de San Martín, subúrbio de Buenos Aires. A maior parte de vocês conhece a cumbia como sendo os sons tradicionais que costumam sair explosivamente de alto-falantes em festas durante os feriados. Gómez a eleva um pouco, reduzindo o som a um ritmo alegre, despido, e adicionando um arranjo de efeitos mixados, truques de turntable e sons de outro mundo.

Eu estava com medo que a qualidade das Cancións se perdesse depois das pérolas que vieram nas semanas passadas, mas graças às musas não foi o que houve: “Soy el Control” (link para a iTS) é uma faixa gostosa de ouvir, cheia de um ar tradicional e, ao mesmo tempo, moderna. Felizmente, ninguém estraga tudo tentando cantar sem saber: é uma peça instrumental, apenas com vozes “sampleadas”. Por ser animadinha e pra cima, eu acredito que seja uma boa pedida para se ouvir enquanto malha ou pedala — ou até para iluminar um dia chuvoso. Você pode conferir outras faixas interessantes no perfil deste talentoso DJ no MySpace — em geral, seguem a mesma linha, sendo bem divertidas, como “Para Bailar” (4/5). IMHO: 3/5 Sem letra, é ousada e tem as doses certas de tradição e novo.

Video of the Week

Friendly FireOs três integrantes do Friendly Fires se conheceram na escola St. Albans e aos 14 anos formaram sua primeira banda, chamada First Day Back, que continuou a existir até eles entrarem na universidade. Durante esse tempo o vocalista Ed Macfarlane lançou suas próprias músicas, pelas gravadoras Skam e Precinct Recordings. Depois de saírem da universidade, formaram uma banda inspirada em dance music. O nome Friendly Fires é originário da música de abertura do LP Always Now, do Section 25. A banda considera o techno da gravadora alemã Kompakt, Carl Craig e Prince como suas maiores influências.

[Adaptado da página sobre a banda na Wikipédia.]

Certas coisas foram feitas para serem vistas em alta definição: as propagandas dos televisores Bravia, a festa de pele ruim do Oscar e “Skeleton Boys” (link para a iTS) são três exemplos. Realmente, quando este quase comercial de xampu anti-caspa virar uma festa de partículas e artefatos de compactação, você vai se perguntar “por que não em HD?” Tirando esse probleminha técnico desagradável, devo dizer que o vídeo desta semana dá continuidade à sequência de estranhezas e bizarrices, mas desta vez bem mais palatável. Com um som interessante, meio a-ha, e uma proposta visual divertida, não é difícil apegar-se a estes rapazes “esqueléticos”. Você pode conferir mais informações no site oficial (eles ainda lançam LPs! Legal, né?) ou curtir mais faixas no perfil deles no MySpace, que tem uma imagem bem engraçada no cabeçalho. Quando estiver por lá, não saia sem antes ouvir “Jump in the Pool” (4/5)! IMHO: 3/5 Bem divertido e pueril, pena que sofre com a pouca definição… fica menos ruim num iPod.

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Bem, é isso! Estranhamente, notei que a seção FREE on iTunes deu uma emagrecida séria, sendo despida de todas as faixas da Music Store e ficando quase desprovida de vida. Ah, se você souber de algum faixa legal sendo vendida por US$0,69, compartilhe conosco nos comentários: eu dei uma olhada nos setores promocionais de Rock e R&B e não gostei do que vi. Só espero que próxima semana ainda haja faixas que custam absolutamente nada… Até lá! 😀

Caso você não tenha uma conta na iTS norte-americana, dê uma lida neste post!

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