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Erro grave de sistema faz Fnac anunciar boa parte de seus produtos por R$9,90

O que acontece com os sistemas de e-commerce brasileiros? Em poucos meses, registramos histórias absurdas de preços incorretos na Saraiva.com.br, mais tarde no Ponto Frio e na virada de ontem pra hoje a premiada foi a Fnac.

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Por volta da uma da manhã, um erro no sistema da rede varejista online fez boa parte dos preços de produtos anunciados mudar para R$9,90, inclusive com a indicação de desconto. Curiosamente, nem todos eles foram afetados por isso, mas havia itens de praticamente todas as seções do site, incluindo TVs de Plasma, DVDs, celulares, acessórios, eletrônicos e até mesmo iMacs e MacBooks.

Fnac por R$9,90

A Fundação PROCON SPse pronunciou sobre o ocorrido e afirmou que estará ao lado da Fnac no ocorrido, visto que os preços anunciados nunca poderiam ser considerados sérios e os consumidores que tentaram se aproveitar da falha teriam agido de má fé.

Rapidamente, a Fnac cancelou todos os pedidos e anunciou que reembolsará os clientes que realizaram pagamentos via cartões de crédito. Confira abaixo o comunicado oficial sobre o assunto:

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Prezado Senhor(a),

Na madrugada de 19 para 20 de maio de 2009 V.Sa. efetuou a compra de determinados produtos em nosso sitio eletrônico www.fnac.com.br.

Ocorre, entretanto, que por lamentável falha nos softwares que gerenciam nosso “website”, o preço estampado do(s) produto(s) foi flagrantemente inferior ao preço médio praticado para produto(s) desta natureza no mercado varejista Brasileiro.

Trata-se, pois, de evidente erro de veiculação, na medida em que tal(is) produto(s), de fato, é(são) comercializado(s) por valor substancialmente superior.

Pelas razões supra expostas, fomos obrigados a cancelar o(s) Pedido(s) de V.Sa.

Salientamos, desde logo, que as disposições do Código de Defesa do Consumidor a respeito da “publicidade” de produtos e serviços devem ser sempre analisadas e interpretadas à luz do princípio maior da “boa-fé”, que deve nortear todas as relações humanas.

Admitir-se o contrário implicaria, por óbvio, em desproporcional vantagem econômica do consumidor em detrimento do fornecedor.

Lembramos, outrossim, que o Poder Judiciário tem reiteradamente excluído a vinculação do fornecedor à publicidade veiculada, quando evidenciasse que a mesma é incompatível com a natureza do produto ou serviço anunciado.

Diante do acima exposto, lamentamos mais uma vez o ocorrido e reiteramos a impossibilidade de atendimento de Vosso pedido, na medida em que a propaganda veiculada evidencia flagrante erro no preço do produto ofertado.

Solicitamos, outrossim, que V.Sa. informe, através do correio eletrônico [email protected] os dados de sua conta corrente bancária para que seja creditado o valor da compra, caso a mesma tenha sido efetivada e/ou realizada por meio de boleto bancário ou transferência eletrônica.

Em caso de compras realizadas por meio de cartão de crédito, a transação será estornada diretamente pela FNAC junto à respectiva bandeira.

Em caso de duvidas pedidos contatar o Serviço de Atendimento ao Cliente da FNAC através do telefone (11) 3038-5599.

Sem mais para o momento, subscrevemo-nos.

Atenciosamente

FNAC Brasil Ltda

Mesmo que a falha tenha durado poucos minutos, a “mamata” se espalhou rapidamente pelo Twitter e outras redes sociais, o que fez com que o site da Fnac se tornasse quase inacessível, de tão lento. Ainda assim, muita gente conseguiu realizar compras na esperança de estar fazendo bons negócios.

Fnac por R$9,90

O grande problema de um caos como este: muita gente que nem sequer notou o problema e não agiu de má fé foi afetado pela decisão em massa da Fnac. Um leitor do MacMagazine afirma que estava no site no momento do ocorrido, realizando algumas compras pessoais e presentes para familiares. Fechou um pedido de alguns DVDs, livros e um acessório para o seu celular. Hoje, teve o pedido cancelado, sendo que, mesmo com o aparente desconto, os valores não estariam tão discrepantes da realidade — diferente de um MacBook, por exemplo, que sairia por menos de 1% do seu preço real.

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Creio que, assim, o PROCON terá a obrigação de fazer uma análise mais detalhada, caso a caso.

[Obrigado a todos os que nos alertaram sobre o assunto!]

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