Morgan Stanley corrobora visão do garoto Matthew Robson sobre o Twitter

Twitter“Matthew-quem?” Esta seria a provável reação de todos, caso a Morgan Stanley não tivesse publicado as ideias do adolescente de 15 anos. Quis trazer o assunto ao MacMagazine para ponderar em conjunto com vocês algumas questões, pois é preocupante o quão distantes as empresas parecem estar dos seus consumidores. Muitas das informações que o jovem fornece, porém, não são novidade alguma para a maioria (espero) dos usuários constantes de tecnologia.

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Segundo Robson, adolescentes preferem gastar dinheiro em jogos para consoles, em idas ao cinema e aos concertos de seus grupos favoritos. Alguma surpresa? Até eu prefiro fazer isso. E quem não sabe que o CD morreu e que os DVDs só sobrevivem por conta de extras, altíssimas definições, e porque a inclusão digital ainda está “incluindo” muita gente por aí.

Ele defende que os “teens” preferem redes sociais como o Facebook em vez do Twitter, porque ele é melhor para se manter contato com um número maior de pessoas. Hum, acho que isso não é nada mais que uma forma de dizer o quanto é chato não ver imagens, fotos dos amigos, de gente que você não conhece, participar de milhares de joguinhos, etc. É, o Twitter e seu fluxo interminável de caracteres é muito chato. Ele ainda vai além e diz que a maioria das mensagens são sem sentido. Quem será que ele anda seguindo? O @MacMagazine é que não é. 😛

Robson diz que as rádios são chatas, repletas de propagandas, mas que o Last.fm é legal. Ele não vê sentido em assistir a emissoras de TV se existem opções como BBC iPlayer, Virgin Media e Sky. Eu perdi o bonde ou estamos aqui bancando o Dr. Jackyll e Mr. Hyde? A indústria criou esse comportamento, financiou a criação de ferramentas, ganha muito dinheiro com a possibilidade de oferecer ao consumidor exatamente o que ele quer, claro, com o seu devido preço. Se para o Google e o Facebook é o tempo em que passamos navegando em seus serviços, para a Sky, TiVo e afins são os nossos vinténs que pagam mensalmente as taxas cobradas.

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Talvez o que mais tenha frustrado os analistas da famosa empresa de consultoria foi o fato de que o Twitter não seja o “último e mais crescente popular” meio de comunicação. Com tantas apostas sendo feitas em torno da compra do serviço, quem sabe seja complicado aceitar que não estamos diante de uma revolucionária forma de compartilhar ideias e estabelecer diálogos.

Enquanto nós, produtores e consumidores, não pararmos de nos influenciar pelos números mágicos da audiência e entendermos nossa nova função no processo comunicacional, virão novos serviços e novas ideias, e obsolência forçada da tecnologia em detrimento do interesse financeiro nos rotulará sempre de rebeldes e incompreensíveis.

Primeiro vieram os blogs, depois nasceu o Twitter. Você está pronto para a próxima onda?

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