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Por que será que a Apple está tão quietinha sobre a Apple TV?

Apple TV de primeira geração com controle remoto

Para muita gente, foi estranho não ouvir nada detalhado da Apple sobre o seu hobby de distribuir conteúdo diretamente para televisores com a Apple TV. E, de fato, a firma de Cupertino está bem calada sobre os seus resultados: a última grande atualização feita do produto em si foi feita no ano passado, seguida por atualizações de software para ele e para o Remote, aplicativo capaz de controlar o set top box através de iPhones/iPods touch. Ainda assim, não há como deixar de pensar que a Apple está dando pouca importância para esse ramo do seus negócios.

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Apple TV

Também não vou ser hipócrita: confesso que colocar a iTunes Store inteira ao fácil alcance de uma TV de alta definição foi algo que Apple mandou muito bem na época em que lançou o iTunes Movie Rentals — ou seja, há mais de um ano e meio. Mas, sejamos francos: isso foi uma realização grande para essa época. De lá pra cá, muitas empresas encontraram outras maneiras de distribuir conteúdo multimídia semelhante ao que está na iTunes Store, porém com as devidas peculiaridades aplicadas a cada um deles.

Apesar de eles não oferecem todo o “wow factor” da Apple, certos recursos existentes nos aparelhos concorrentes podem facilmente desviar a atenção de qualquer cliente na hora de comprar uma Apple TV. Ora, a Microsoft pode ser a desenvolvedora do Windows que “conhecemos e adoramos”, mas ela não está mandando fraco nos recursos de entretenimento digital que incorpora aos poucos no Xbox 360. Sinceramente, eu reconheço que ele é um excelente console — tudo culpa da Sony, por não ter licenciado os pacotes extras do GTA IV até hoje… 😛 — casado com uma rede virtual que já oferece vídeos HD a 1080p.

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Além dela, temos outros exemplos como Netflix e Hulu, que estão investindo na integração de suas soluções atuais em televisores. Mesmo casos como o TiVo são interessantes, em que é possível selecionar conteúdo de diversos canais e pedir para que ele os grave para você. Olhando a fundo esses sujeitos, não há como deixar de dizer que a forma como o produto final é oferecida ao cliente é diferente. Muitas vezes o conteúdo em questão pode ser até igual, mas é a maneira como ele chega até você que às vezes dá a última palavra.

Obviamente, eles também têm seus pontos fracos, mas em vez de falar demais da concorrência, foquemos apenas na Apple TV. Eu não vejo nada de errado nela, mas ao tirar toda aquela interface maravilhosa da frente dos meus olhos, muita gente vê apenas uma iTunes Store entregue numa tela de 40 polegadas. O conteúdo não pode ser caracterizado como “pouco” (são milhares de filmes, centenas de programas de TV e muito mais que alguns concorrentes nem chegam a oferecer), mas hoje falta um pouco de interatividade, algo que outras empresas já aprenderam o quanto conta para o usuário, especialmente quando falamos de seriados.

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Programas de TV são os que mais pesam quando se fala em interatividade e, ao meu ver, são a única coisa em que a Apple deveria tentar investir ainda mais agressivamente com as redes parcerias — ao menos removendo a limitação de aguardar 24 horas após a transmissão para liberá-los na loja. Os outros tipos de conteúdo oferecidos estão bem como estão, principalmente muitos filmes que chegam aos olhos dos usuários do gadget no mesmo dia em que são lançados para compra em DVD. Aumentar a qualidade deles seria algo bem vindo, concordo, mas é impraticável com as atuais especificações técnicas da Apple TV.

Nesse caso, muitos pensam ainda em um novo hardware. Há quem diga que a Apple TV “Take 3” poderia ser uma tablet, mas acho que não. Para justificar a sua lembrança na linha de entretenimento da Maçã, bastaria tornar seu HD maior e promovê-la com mais um comercial. Além disso, eu concordo com quem diz que a Apple desvaloriza esse produto ao tomá-lo como hobby, e gostaria de ver ela tirar isso de cena logo — quem sabe no seu próximo evento musical com Steve Jobs no comando.

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