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Nintendo admite que iPhone é um concorrente do DSi

Os resultados financeiros do último trimestre deram uma bela rasteira na Nintendo, que anunciou uma queda de 66% no lucro operacional. A empresa citou vários fatores para isso, como redução da demanda pelo Wii e alta da moeda japonesa, mas ela também admitiu que o momentum dos seus consoles portáteis não está demonstrando bons resultados, em função do aumento da concorrência com o iPhone (e também do iPod touch, não vamos ser injustos).

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iPhone 3G e iPod touch 2G

Não obstante, um membro da turma de produtores da Telltale Games admitiu de forma pública que há muito mais “poder” — imagino eu que de processamento — dentro de um iPhone do que é possível encontrar em um Wii. Talvez a afirmação tenha sido feita a esmo, pois certos títulos da produtora estão enfrentando problemas com a taxa de quadros de animação (frames per second, ou fps) no console japonês. Ainda assim, uma desenvolvedora de respeito falando algo do tipo para uma empresa como a Nintendo não é uma boa notícia.

Mesmo com esses ataques, a Nintendo ainda pretende fechar este ano fiscal com 26 milhões de unidades do Wii vendidas em todo mundo, bem como 30 milhões de unidades dos portáteis DS e DSi. Para não superestimarmos o potencial atual adquirido pela Apple com sua plataforma móvel, é bom lembrar que suas vendas ainda estão bem abaixo do necessário para impor competitividade de respeito à Big N: o total de iPhones e iPods touch vendidos (nos últimos dois anos) apenas passou dos 45 milhões no último trimestre fiscal.

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Para a opinião pública favorável à Apple, essas notícias são boas, mas aqui vale também um pouco de bom senso. Pelo jeito, grandes produtoras de jogos ainda consideraram o iPhone OS uma ameaça de peso devido ao seu modelo de distribuição de aplicativos, em vez de considerar a criação de games poderosos. Particularmente, eu vejo dois motivos para isso: primeiro, a App Store é um bom negócio para desenvolvedores porque possibilita uma grande margem de lucro, além da extensibilidade. Ao colocar um título de respeito na vitrine da loja, a certeza de que uma produtora ficará na mira de milhares de compradores por um bom tempo é quase garantida.

O segundo motivo é que o hardware da maioria dos (se não todos os) gadgets que a Apple botou no mercado não é tão poderoso a ponto de atrair outras grandes produtoras para a criação de títulos mais ousados. A Apple aparenta estar investindo pesado em processos de fabricação de chips para seus aparelhos, algo que se mostrou claro no iPhone 3GS com as suas novidades de software para jogos. Mas mirar apenas o novo celular da Maçã (e quem sabe um iPod touch 3G) seria algo precipitado, pois sua base de usuários ainda será pequena em relação à existente, por um certo tempo.

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Tentando resumir o que escrevi acima em uma sentença, eu acredito que o fato de a Nintendo ver o iPhone como um concorrente é algo mais que positivo para a Apple, mas também é um call to action para ela ao menos ser mais ousada com o que já tem — colocar a Apple TV como um futuro console está fora de questão, sem muitas informações concretas a respeito. Algo me diz que ela ainda não levará o mercado de jogos a sério, e o hardware dos seus gadgets multi-touch pode melhorar mais, a fim de impor competitividade real nesse setor. É isso que as produtoras de respeito querem ver como motivação para enfrentar a Electronic Arts e a Gameloft (bem como outras) na App Store.

Por ora, me espanta colocarem o Nintendo Wii abaixo de aparelhos com um processador de 400MHz e 128MB de memória… 😛

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