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Fala, Hagge! O Bicho da Maçã: iPod, o novo MP12. Ou não.

Os últimos dias foram cheios de novidades. A empresa mais querida do Vale do Silício trouxe ao mercado novos produtos e atualizações de software. Isso deveria deixar todos muito empolgados, mas na verdade deixou muita gente frustrada — eu, inclusive.

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Steve Jobs na keynote It's only rock and roll

A nossa expectativa com relação à Apple é muito alta. Estamos sempre querendo produtos melhores, mais inovadores, mais autênticos. Quando a empresa lança produtos revolucionários, ficamos extremamente felizes e orgulhosos da nossa marca preferida — e começamos a juntar dinheiro de todas as formas para poder comprá-los um dia. Quando os produtos novos apenas se equivalem aos rumores mais comentados, ficamos apenas satisfeitos, afinal a Apple não fez “mais do que sua obrigação”. O problema é quando os rumores mais esperados não se concretizam! Ou a qualidade dos produtos fica aquém do que se pode esperar. Aí, a frustração realmente toma conta de nossas mentes.

Muita gente estava com o dinheiro separado para comprar seu novo iPhone sem contrato mensal de dois anos, mais conhecido como iPod touch. Bastava a Apple adicionar a câmera e o GPS ao bichinho e as vendas iriam explodir! Mas não foi o caso: o novo iPod touch é mais rápido e tem mais espaço em disco. Sério? Qualquer produto de tecnologia, depois de um ano de vida, tem a necessidade de ser mais veloz e capaz de guardar mais informação. Steve Jobs preferiu continuar com um produto que está vendendo muito bem em vez de arriscar lançar algo que poderia estremecer as vendas dos outros produtos da linha iPod.

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Falando nisso, o iPod classic também ganhou mais capacidade (humpf!) e o iPod nano, este sim o centro das atenções do evento, ganhou rádio FM e câmera de vídeo (mas não de foto), ou seja, tudo o que os MP8, 9, 10, 11 e 12 têm (na verdade, eles têm mais coisas), mas pelo dobro do preço. Pior: a Apple posicionou o nano como concorrente das câmeras Flip, muito populares nos EUA e que servem para uma coisa apenas, gravar vídeo.

Mas, afinal, o que é o iPod hoje em dia? Achei que era um tocador de mídia, mas ele está se transformando num tudo-em-um, e isso é ruim, muito ruim. Agindo dessa forma, a Apple não vai mais conseguir diferenciar seus produtos dos concorrentes e, consequentemente, vendê-los mais e por um preço mais alto. O iPod antes era _o_ tocador de mídia, assim como a Flip é _a_ câmera de vídeo portátil. A Flip continua sendo muito boa no que faz. O iPod, porém, não faz tudo a que se propõe tão bem quanto os concorrentes, devido às suas limitações de hardware e software. E isso é um perigo.

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Talvez a Apple esteja disposta a arriscar devido ao sucesso que teve com outro tudo-em-um: o iPhone. Muita gente, inclusive eu, se enganou com o iPhone achando que tentar fazer de tudo sem foco o levaria ao fracasso. O BlackBerry sempre foi o melhor leitor de emails portátil, por exemplo. Mas, no final das contas, o iPhone e o iPod touch se mostraram mais que um telefone ou PMP… eles são computadores portáteis! E com uma loja cheia de programas gratuitos (ou muito baratos)! E nenhum outro produto lançado com o intuito de resolver todos os problemas que você não tinha foi tão bem-sucedido quanto o computador pessoal (além do Bom Bril, é claro). Mas, na minha opinião, os iPods nano e classic não estão nessa classe de produto e não deveriam seguir essa linha.

Para completar o bolo das frustrações, duas atualizações de software às pressas ferraram muitos usuários: um iTunes 9 mais bonito e organizado, mas ainda 32 bits e que não aceita iPods antigos (desculpem: “clássicos”) para sincronizar; e o Mac OS X 10.6.1, a atualização mais rápida da história dos sistemas operacionais, mas que não resolve a maioria dos problemas ainda encontrados pelos apaixonados usuários.

A sorte da Apple é que todos os seus concorrentes são muito incompetentes, e os que são competentes são pequenos demais para brigar. Além disso, ela é a única que tem hardware, software e loja em um só pacote. Mas a falta de uma concorrência mais forte e a ganância por mais dinheiro e controle do mercado está fazendo mal à empresa da maçã. Espero que isso seja resolvido logo, porque está cada vez mais difícil convencer a minha esposa a deixarmos de sair pra jantar pra que eu compre um iPhone.

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