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Steve Jobs: “We love music.” Alguém ainda duvida disso?

Usar o mês de setembro como época para eventos ligados a música tem sido uma tradição da Apple nos últimos anos, o que não mudou desde que a iTunes Store foi aberta, em 2003 — tirando o fato de que o seu lançamento ocorreu no início daquele ano. O resultado não podia ser outro: quase sete anos depois, o negócio musical da empresa lidera o mercado de media players portáteis e a loja se tornou a maior do mundo no ramo da música.

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Música no iTunes 9

Em contrapartida, muita coisa mudou no pensar da Apple durante os últimos anos. Se há sete anos ela dependia das gravadoras para começar em um negócio que já dera sinais iniciais de fracasso por causa do Napster, hoje são as produtoras dos maiores artistas do mundo que dependem dela para vender seu conteúdo de uma forma que está tomando mais e mais o lugar dos CDs. E o pior: estão perdendo um pouco da segurança dela em valorizar esse mercado.

Por quê?

Bom, o foco da Apple em novas formas de lucrar está fazendo com que analistas e críticos comecem a pensar que a parte musical da iTunes Store está mudando, perdendo a atenção por debaixo dos panos. Não “perdendo a atenção” no sentido de que “irá pro espaço de vez”, mas no sentido de “deixar de ser a principal preocupação da Apple”.

Frases como as que vieram recentemente de um artigo da BusinessWeek sobre o assunto refletem isso: um empresário de uma gravadora afirmou com todas as letras que “precisa deles [Apple] para continuar inovando”. Se eu tivesse uma queda total por tudo que a Apple faz, até concordaria, mas a parte de inovação que cabia a ela já foi feita, quando construiu um modelo de negócio para vender músicas que decolou no mercado. E isso apenas aconteceu porque os usuários gostam do jeito como ele é.

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Só para simplificar: eu não concordo que ela está esquecendo o ramo da música, o que acontece é que ela só não precisa mais se preocupar com ele como antes, porque a iTunes Store está mais do que sólida para isso. Achar isso ruim é um pensamento tolo: músicas sempre serão algo que eu ou você vamos apreciar com gosto, e não é porque alguém as promove e outro as vende na parte burocrática, e sim porque alguém as cria no meio disso tudo. Nunca foi a Apple, e nunca foram as gravadoras.

Comprar música na iTunes Store talvez seja como usufruir de um daqueles serviços que colocam tudo à sua disposição: se eu representasse uma gravadora, não reclamaria de nada. Aliás, a Apple fez bem mais do que tornar as compras fáceis e intuitivas: se o Genius e o iTunes LP — ou seja, as suas maiores criações ligadas à iTunes Store vindas entre 2008 e 2009 — não são formas de fazer a loja musical se tornar ainda mais popular e colocar mais dinheiro no bolso das ingratas gravadoras, eu não sei o que são.

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Posso estar errado, mas foi-se o tempo de a Apple ficar se preocupando em agradar as gravadoras: elas já têm motivos suficientes para não passar noites em claro com isso. Agora, o desafio é instigar usuários a continuar comprando, e quando quem cuida da experiência de compra não puder fazer isso, teremos nossos artistas preferidos compensando a falta. É assim que a iTunes Store e as outras lojas virtuais não cairão tão cedo: quem quiser acabar com elas, vai ter que acabar com a música primeiro.

A preocupação exagerada com o sucesso da App Store

iPhone App Store no iTunes 9

A App Store nasceu há pouco tempo e é um negócio em constante evolução. Com razão: ela ainda não é perfeita (se é que podemos chamar alguma coisa de “perfeita”). Eu fui uma das pessoas que acharam o buzz que ela fez no início exagerado e, nesse assunto, devemos levar em conta que ela ainda merece uma atenção extra.

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Nem tudo que faz uma montanha de dinheiro nesse mundo deixa de passar por problemas. E a App Store passou por vários em tão pouco tempo, na tentativa de agradar a classe de desenvolvedores, que trabalha com diversas metodologias. Em alguns casos, negociar com um deles poderia ser tão difícil quanto reduzir o preço de todos os itens no catálogo musical da iTunes Store para US$0,70, por meio de uma negociação com gravadoras.

Isso ocorre porque a App Store é um negócio complexo: um interessado em produzir algo para iPhone/iPod touch contata a Apple, consegue uma autorização e ainda tem que criar seu projeto dentro de requisitos rigorosos. No lado dela, tudo deve funcionar de uma forma que pareça tão perfeita para quem vende e para quem compra quanto a Music Store, mas ainda não é assim, conforme tantos problemas de aprovação de aplicativos já provaram.

Criar e vender esses softwares talvez tenha sido o negócio mais bem-sucedido em que a Apple já se aventurou, mas ainda não é perfeito para todos como a iTunes Music Store, e por isso merece atenção especial e precisa melhorar, especialmente onde os usuários finais não encostam a mão. Comparando um caso com o outro, é possível concluir que o trabalho da Apple na evolução da App Store é uma história que está se repetindo, como aquela que começou em 2003: a diferença é que uma já está sólida no mercado, enquanto a outra já possui prestígio, mas ainda está caminhando para um dia ser tão sólida quanto sua irmã mais velha.

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