Haiku representará a volta do BeOS ao mundo dos sistemas operacionais

O BeOS foi um sistema operacional utilizado por muita gente até 2000, quando sua última versão foi ao mercado. No entanto, o projeto nunca acabou na prática: ele apenas foi encabeçado por um pequeno grupo de entusiastas da plataforma, que lançaram a primeira versão alpha do seu trabalho em múltiplas plataformas recentemente, sob o nome Haiku. É, pessoal: depois de nove anos, podemos dizer que o BeOS está de volta ao mundo dos sistemas operacionais.

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Haiku

Até ser descontinuado, o BeOS foi um sistema operacional inovador ao lado dos seus concorrentes da Apple e da Microsoft. Ele já tinha suporte a recursos como threading, 64 bits, indexação de arquivos e metadados, coisas que só ficaram populares nos nossos dias com as últimas versões do Mac OS X. Graças a essas e outras funções, o Haiku possui uma base muito sólida, estável e (principalmente) rápida, mas o seu visual já aderiu a alguns conceitos mais modernos.

Para atender a uma primeira necessidade de nostálgicos, será possível rodar binários do BeOS R5 no Haiku, como a Apple fez nas primeiras versões do Mac OS X (mas sem precisar de uma estrutura maluca como a do Classic). Na lado dos desenvolvedores, já é possível encontrar muitas ferramentas, como GCC e Python, familiares entre desenvolvedores para os computadores da Maçã.

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No estágio atual, também é possível contar com muitos softwares de terceiros portados para uso nativo, o que é muito bom julgando que ainda está bem prematuro. Alguns exemplos de destaque são Vision (IRC), WonderBrush (editor gráfico) e BeZillaBrowser, um port do Gecko 1.8.1, mesmo engine usado no Firefox 2.

Para saber mais sobre o Haiku, recomendo uma visita ao site oficial. Lá, é possível baixá-lo em diversos tipos de imagens de disco diferentes, que podem ser instaladas em máquinas virtuais ou não. Ah, e se quiser ajudar, fique ligado nos projetos ligados ao sistema: um deles, destinado a trazer uma suíte Wi-Fi, está oferecendo US$2 mil para aqueles que se aventurarem.

[Via: Ars Technica.]

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